Pesquisador apresenta vantagens do farelo de mamona destoxificado para pequenos ruminantes.

A destoxificação do farelo de mamona como alternativa para alimentação de pequenos ruminantes foi tema da palestra do pesquisador Antonio Silvio do Egito, da Embrapa Caprinos e Ovinos, no dia 3 de julho, no Simpósio de Destoxificação e Aproveitamento de Tortas de Pinhão-manso e Mamona, que acontece na Embrapa Estudos e Capacitação (Brasília-DF).

 

Egito apresentou os resultados de pesquisas desenvolvidas na Unidade que mostraram o bom potencial de proteína do alimento destoxificado para a nutrição de caprinos e ovinos, tornando os resíduos da produção de mamona alternativa eficiente e mais barata, especialmente na região Nordeste, que o uso do farelo da soja.

 

Pesquisas da Embrapa mostram que o uso do farelo na dieta de caprinos, por exemplo, pode garantir produção média de até um litro e meio de leite por dia. Na Embrapa Caprinos e Ovinos, os estudos são conduzidos em parceria entre as equipes de nutrição animal e de ciência e tecnologia de alimentos, tendo, além de Egito, participação do pesquisador Marco Bomfim.

 

Egito mostrou, também, informações sobre o processo de destoxificação do farelo desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos – para o qual a Unidade já efetivou pedido de patente – baseado no uso do hidróxido de sódio (soda cáustica). “Trata-se de uma metodologia simples, que o pequeno produtor pode adotar, e aproveitar um alimento disponível: o incentivo do Governo Federal à cadeia do biodiesel traz a possibilidade de aproveitamento de toneladas de material de resíduo da mamona”, destacou o pesquisador.

 

O Simpósio de Destoxificação e Aproveitamento de Tortas de Pinhão-manso e Mamona aconteceu nos dias 3 e 4 de julho, com objetivo de promover debate entre comunidade científica e representantes de diversos setores do negócio da Agroenergia sobre os principais avanços científicos nas estratégias de aproveitamento econômico das tortas de pinhão-manso e mamona. O evento é uma realização da Embrapa Agroenergia (Brasília-DF) e Embrapa Algodão (Campina Grande-PB).

 

Adilson Nóbrega

Embrapa Caprinos e Ovinos

MTB/CE 01269JP

(88) 3112.7483

adilson@cnpc.embrapa.br

Milho hidropônico é alternativa barata para alimentação animal.

O milho hidropônico tornou-se uma alternativa econômica para a alimentação do gado de corte e leiteiro no período de estiagem, na região de Juazeiro (BA). Com orientações de técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), os agricultores familiares estão utilizando o produto para a obtenção de alimentos volumosos, que ajudam os animais a manterem o peso e a produção de leite. 

Segundo a EBDA, O cultivo do milho hidroponizado, fornecido para a alimentação dos animais, garante o nível volumoso com 9% de proteínas, necessário para que não ocorra perda de peso durante a seca. Para aumentar o nível de proteína, é produtores enriquecem o milho com ureia (amoniação). Com a técnica, os produtores garantem a engorda dos ovinos para abate com seis meses de vida. 

Em média, cada animal consomo 1,2 mil quilos de milho hidropônico por dia, ao custo de R$ 0,15. Em um canteiro de seis metros quadrados, é possível produzir 116 quilos de forragem hidropônica ao custo total de R$ 115. Ao milho, são acrescidos quatro quilos de farelo de soja ou trigo, totalizando 120 quilos, volume suficiente para alimentar aproximadamente 100 cabeças de caprinos ou ovinos por dia. 

Como fazer 

1º passo: As sementes são colocadas de molho na água, por 24 horas, para facilitar a germinação 

2º passo:  Após a limpeza da área demarcada, forra-se a área com uma lona dupla face, com a parte preta voltada para baixo, e distribui-se o substrato (bagaço de cana hidrolisado, palha de arroz ou feno picotado), até formar uma camada de dez  centímetros 

3º passo: Em seguida, aplica-se a solução nutritiva (250g de supersimples e 450g de calcário calcítrico), espalhando sobre ela oito quilos de sementes de milho, cobrindo-as com cinco centímetros de substrato. Nesse processo é necessário fazer a adubação foliar com macro e micronutrientes quelatizados, depois de sete dias da semeadura, colocando 50 ml em 20 litros de água. Essa adubação deve ser repetida também no décimo dia. Todo o sistema é irrigado desde o primeiro dia, com 40 litros de água, sendo 20 litros pela manhã, e 20 à tarde, suspendendo esta irrigação, três dias antes da colheita. 

Com essa técnica, o milho hidropônico pode ser colhido em 15 dias, enrolado como se fosse um tapete , pprocessado na forrageira para homogeneiza-lo, e, em seguida, misturado com o farelo de trigo ou soja, ficando, assim, pronto para ser fornecido aos animais. 

Além da rapidez na produção, hidroponia é vantajosa como a técnica de fonte de alimento animal por usar pouca área de cultivo, ter alta produtividade, isenção do preparo do solo e capinas, redução do ciclo de cultura e dispensa do uso de agrotóxicos e terras agricultáveis. Com informações da EBDA, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri).

GOVERNO DO MATO GROSSO CRIA GRUPO GESTOR DA CADEIA DE CAPRINOS-OVINOCULTURA.

Com uma economia pujante e em franca expansão, a ovinocultura caiu no gosto do consumidor e a carne de cordeiro a cada dia ganha mais adeptos e espaço no mercado. Só para se ter uma ideia, a ovinocultura vem crescendo 27% ao ano. Devido este aumento expressivo e com o objetivo de fortalecer o arranjo produtivo dos pequenos ruminantes, a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) implantará, nesta quinta-feira (12.07), o Grupo Gestor da Cadeia Produtiva da Caprino-Ovinocultura (GGCPCO-MT). A solenidade acontecerá durante a 48ª Exposição Internacional, Agropecuária, Industrial e Comercial de Mato Grosso (Expoagro), na pista de julgamento de ovinos, no Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, às 9h30.

De acordo com o secretário da Sedraf, Carlos Milhomem, é muito importante a criação do Grupo Gestor como facilitador de políticas públicas que vão contribuir para o avanço da cadeia produtiva. Mato Grosso conta, atualmente, com dois frigoríficos com inspeção estadual. O zootecnista e coordenador da cadeia produtiva da Ovino-caprinocultura da Sedraf, Paulo de Tarso, revela que esta é uma das melhores fases que a ovinocultura está vivendo no Estado e o grande desafio é a organização da produção para garantir mais lucratividade ao produtor e carne de qualidade ao consumidor”, destaca.

Estarão presentes na solenidade representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Cooperativa Central de Crédito de Mato Grosso (Sicredi), Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Associação de Caprinos e Ovinos do Vale do Guaporé (Acovale), Associação Mato-grossense de Criadores de Ovinos (Ovinomat) Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB-MT) Sebrae, Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

Informações do Governo do Estado do Mato Grosso, adaptadas pela equipe da ANCO

PRODUTORES DOAM COMMODITIES AGRÍCOLAS PARA PECUARISTAS

Os produtores do Oeste da Bahia estão mobilizados na campanha “SOS Seca”, levantando doações de milho, caroço de algodão e farelo de soja para ajudar os pequenos pecuaristas dos mais de 250 municípios baianos castigados pela longa estiagem. O “SOS Seca” é uma iniciativa do governo do Estado, coordenada pelo Comitê da Seca, visando a doação de alimentos à população atingida pela seca. A Secretaria da Agricultura (Seagri) também participa dessa ação, com o objetivo de sensibilizar os grandes produtores para a doação de matéria prima para a alimentação animal e preservar os rebanhos bovinos, de caprinos e ovinos, ameaçados pela seca.

A mobilização na região Oeste conta com a participação de diversas associações de produtores, como a Aiba e Abapa, e empresas privadas, a exemplo da Agrovale, Bunge, Sementes Passo Ita e Agrosul, dentre outras, além de diversos produtores individuais. O vice-presidente da Associação de Irrigantes e Agricultores da Bahia, Sérgio Pitt, disse que “este é o momento de mostrarmos nossa solidariedade aos colegas pecuaristas”. Ele informou que a meta é alcançar a marca de mil toneladas de milho.

No final da tarde de sexta-feira (6), ao chegar a Barreiras, para participar da exposição agropecuária da cidade (30ª Expo Barreiras), o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, acompanhado por Pitt, pelo secretário de Agricultura do município, Celito Breda, pelo superintendente de Desenvolvimento da Agropecuária da Seagri (SDA), Raimundo Sampaio, pelo diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Emílio Torres, e Júlio Busato, dentre diversos produtores, visitou as instalações da Padim Cereais, onde 350 toneladas de milho já estão ensacadas e prontas para a distribuição. De acordo com Pitt, “estamos finalizando os acertos para o transporte do grão para diversas regiões do Estado”.

Além do milho, os produtores do Oeste vão doar também bagaço hidrolisado e melaço de cana, feno, e toneladas de farelo de soja, e de caroços de algodão, que serão transformados em farelo, além do frete para as cargas. “Estamos felizes em poder ajudar os pequenos pecuaristas dos municípios que sofrem com a seca”, disse Márcio Marques, proprietário da Padim Cereais.

O secretário Eduardo Salles destacou a importância da campanha, destinada a ajudar os pequenos pecuaristas dos municípios que decretaram estado de emergência a preservar as matrizes leiteiras de qualidade e os rebanhos de ovinos e caprinos, que estão nas regiões mais castigadas.

Salles agradeceu ao empresário e aos funcionários da Padim Cereais, que também dedicam parte do tempo para ensacar os produtos que serão utilizados como ração animal. Ele explicou que a campanha soma-se às ações emergenciais e estruturantes que o governo do Estado vem realizando para amenizar os efeitos da estiagem. Salles citou ainda o apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que está viabilizando a venda balcão de milho, com preço subsidiado, e realizando a compra, com doação simultânea, de caprinos e ovinos.

O secretário informou ainda que a Seagri enviou ofícios às diversas entidades de pecuaristas da Bahia solicitando doações, e explicou que quem desejar em participar poderá obter mais informações através do site www.seagri.ba.gov.br. Os empresários que estão sendo solidários neste momento receberão da Seagri uma placa de reconhecimento da responsabilidade social.

Homenagem Um mês depois de ter sido homenageado pelos agricultores do Oeste, durante a Bahia Farm Show, no município de Luis Eduardo Magalhães, o secretário Eduardo Salles foi alvo de novas homenagens, desta vez por parte dos pecuaristas da região. O presidente da Associação dos Criadores do Oeste (Acrioeste), e organizador da 30ª Expo Barreiras, Ricardo Barata, e o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Antonio Balbino Neto, também diretor da Faeb, entregaram a Salles uma placa, registrando “o reconhecimento e homenagem pelos serviços relevantes prestados à agropecuária baiana.

A 30ª Expo Barreiras, realizada num espaço de mais de 230 mil metros quadrados, no Parque Engenheiro Geraldo Rocha, foi encerrada neste domingo (8), contabilizando a visita de mais de 200 mil pessoas, desde a abertura da feira agropecuária, no dia 1º.

Ricardo Barata disse que entre os leilões realizados e as vendas diretas realizadas pelos criadores, o evento deve fechar com resultados de negócios de mais de R$ 10 milhões.

Além de centenas de caprinos e ovinos, o evento contou com a exposição de 1.200 bovinos e 200 eqüinos, além de coelhos, cães, hamsters, porcos da índia e peixes. A Expo Barreiras teve a participação de 170 expositores, e gerou cerca de 500 empregos diretos e mais de dois mil indiretos.

SEAGRI / Foto: Divulgação

Coccidiose se torna problema para confinadores.

Você já se deparou com um grande surto de diarreia em seu confinamento de cordeiros? Essas diarreias eram fétidas e algumas vezes escuras (com sangue)? E você medicou com antibióticos consagrados, mas que não conseguiram curar o surto? Cuidado, pois seus animais podem estar com Eimeriose.

Também conhecida como Coccidiose (pois seu agente etiológico pertence à ordem Coccidia) a Eimeriose é uma doença parasitária causada pelo protozoário do gênero Eimeria spp., sendo responsável por grandes perdas econômicas decorrentes do baixo desenvolvimento e até morte (raramente) de ovinos e caprinos.

O fato de alguns antibióticos não funcionarem para o tratamento é porque a Eimeria spp não é uma bactéria, mas sim um protozoário (parasita), o qual exige produtos específicos para combatê-lo. De forma geral, o índice de mortalidade geralmente é baixo. Pode ocorrer, no entanto, elevada incidência de óbitos em animais jovens que não tiveram contato prévio com o agente e que foram repentinamente expostos a altas doses ­infestantes.

Para aqueles que se recuperam, a absorção de nutrientes é prejudicada, pois o parasita causa espoliação da mucosa intestinal, transformando-a em epitélio queratinizado (deficiente na absorção dos nutrientes).

A infecção é mais comum em animais jovens (criados em regime de estabulação ou em sistemas de pastejo com alta lotação), podendo ser adquirida logo após o nascimento (com menos de 4 semanas de idade) através de 3 fontes possíveis:
– coccídios que resistiram em fezes velhas, oriundas de cordeiros que ocuparam o local anteriormente;
– coccídios recentes, eliminados frequentemente por animais adultos;
– coccídios recentes, eliminados pelos próprios cordeiros.

Caudas sujas e fezes líquidas são sinais de contaminação.

Animais adultos que apresentaram a doença quando jovens desenvolvem imunidade, entretanto, continuam eliminando oocistos (forma infectante da doença), constituindo uma fonte de infecção permanente.

O sistema de produção utilizado na propriedade é o fator que mais influencia as características da doença. Explorações intensivas e semi-intensivas apresentam maior frequência da enfermidade, pois a forma de contaminação é através da ingestão dos oocistos, os quais são eliminados pelas fezes e ficam presentes nas pastagens, água ou cochos de alimentação. Quanto maior a lotação, então, maior será a concentração de oocistos por área.

Sintomas

Os animais acometidos apresentam os seguintes sintomas:
l depressão;
l pelos secos e arrepiados;
l sensibilidade abdominal;
l febre;
l perda de apetite;
l diarreia usualmente fétida e com sangue, a qual permanece por vários dias (pode durar até 2 semanas);
l emagrecimento ou diminuição do potencial de ganho de peso.

O diagnóstico é baseado nos sintomas, os quais podem ser seguramente confirmados pela contagem de oocistos, através do exame parasitológico de fezes (OPG, ou “Ovos Por Grama”).

Prejuízo

Pesquisas na área de nutrição demonstram que cordeiros Santa Inês em confinamento possuem potencial para ganho de peso na faixa de 250 a 300 g/dia. Dois exemplos são os experimentos de Morais et al. (1999) e Susin et al (2000) onde foram conseguidos ganhos de peso de 297 e 268 g/dia, respectivamente.

Outros dois trabalhos com animais de mesma raça e rebanho foram conduzidos por Rocha et al. (2004) e Turino et al. (2007), sendo que, os resultados foram de 227 e 233 g/dia, respectivamente. Os autores de ambos os trabalhos afirmam que o ganho de utilizados nos experimentos provavelmente seriam maiores se não houvesse ocorrido uma infestação por Eimeria sp (controlada através de intensificação da higienização das instalações e administração de droga coccidiostática), pois este parasita danifica a mucosa intestinal, resultando em uma reduzida absorção de nutrientes.

Pesquisa

Para elucidar o impacto da Eimeriose sobre o desempenho animal, os autores realizaram pesquisa com 60 cordeiros da raça Santa Inês, em confinamento, que foram acometidos por Eimeriose nos primeiros 28 dias. Medicados, melhoraram o desempenho no restante da pesquisa, dos 28 a 56 dias. Estes dados são das pesagens intermediárias do trabalho publicado em 2007 (para a publicação não foram utilizados os dados intermediários).

Logo no início do confinamento (período 1) ocorreu um surto de Eimeriose, provavelmente devido à diminuição da resistência imunológica dos animais, devido ao desmame e também pela não-­desinfecção das instalações do confinamento. Os animais foram medicados e houve grande controle da higiene das instalações deste ponto (final do período 1) até o encerramento do confinamento. Observa-se que os cordeiros apresentaram ganho de peso 49,27% superior e conversão alimentar 20,19% menor (mais eficiente) no período 2 (situação em que os animais estavam com a doença controlada).

Em termos econômicos pode-se concluir que animais que possuem Eimeriose acarretam prejuízos por aumentarem o custo do ganho de um kg de carne (conversão alimentar mais alta do que animais sadios), além de elevar os custos da propriedade com medicação.

Prevenção

A prevenção é feita por meio da adoção de medidas sanitárias, de manejo e pelo uso preventivo de drogas coccidiotásticas. São indispensáveis a limpeza e desinfecção das instalações, comedouros e bebedouros.

Os animais devem ser separados de acordo com a idade e, sempre que possível, evitar grandes concentrações em pequenas áreas por longos períodos. Comedouros e bebedouros devem ser colocados de maneira a não se contaminarem com as fezes. A remoção de fezes e camas deve ser feita com frequência para reduzir a disponibilidade de oocistos no meio ambiente.

O uso de coccidiostáticos na ração dos animais jovens também constitui boa forma de prevenção da enfermidade na fase mais susceptível dos animais.

Você está fazendo um bom controle da coccidiose em sua propriedade? Para ter certeza de que sua prevenção não tem furos, basta acompanhar o “check-list” do quadro, pensando no manejo sanitário e preventivo da propriedade.

Basta confrontar o sistema de produção com as informações ­mencionadas e será possível encontrar onde estão as falhas no controle da enfermidade. Para finalizar é importante lembrar que “Desinfecção” e “Higiene” são as palavras-chave para aumento de lucro e minimização dos custos do controle da doença.

Vicente de França Turino, de Piracicaba (SP); H. Costa – de São Paulo (SP).

Revista O Berro nº157 – Vicente de França Turino e H. Costa

19 a 23 de Setembro Porto Seguro vai sediar primeira exposição especializada em ovinos.

 

CIRCULAR EXPOAGRO PORTO SEGURO 2012.

R$ 15.000,00 (QUINZE MIL) EM PREMIOS

Seguem as informações necessárias para a sua participação na EXPOAGRO PORTO SEGURO 2012, no período de 19 de Setembro de 2012 a 23 de Setembro de 2012.

  • Premiação proporcional à quantidade de animais por raça em pista de julgamento.


1) – DATA DE VENDA DO BOX:

A – A venda dos boxes será realizada pela ACCOBA, sem reservas, a partir do dia 23 de Agosto de 2012.

B – A escolha das baias e stands será efetuada pela ordem de pagamento dos mesmos.

2) – PREÇO BOX:

TIPOS

       CAPACIDADE    

PREÇOS

Baia de Ferro

8 Animais

R$ 50,00

* Os criadores de outros estados terão o privilegio da compra de baias com os mesmos preços de sócios da ACCOBA

*Será cobrado R$ 5,00 por animal inscrito para julgamento.

*Será obrigatória a apresentação do recibo de pagamento dos boxes fornecidos pela ACCOBA, na admissão dos animais no parque.    

*Os participantes associados deverão estar em dia com a ACCOBA.   

* A DATA BASE PARA CÁLCULO DE IDADE SERÁ NO DIA 19 DE SETEMBRO DE 2012.                                    

3) – ESCOLHA BOX:

A partir do dia 23 de Agosto de 2012 por ordem de chegada para compra e pagamento dos boxs. Obs.: Não serão aceitos cheques pré-datados.

4) – JULGAMENTO:

Cada expositor poderá inscrever para julgamento a quantidade de animais determinada, em conforme com os regulamentos da ABSI, ABCC, ABC Dorper, ou seja:                                                                                                                     

*Ovinos Santa Inês, no máximo 20 animais por expositor.                                                          

*Caprinos, máximo 30 animais por expositor, por raça. 

*Ovinos da raça Dorper e White Dorper, 28 animais por expositor, por raça. Conforme regulamento ABC Dorper.

 

 

 

 

5) – DOCUMENTOS EXIGIDOS:

5.1 – Ovinos: Para o animal até 08 meses, será exigido o comunicado de nascimento juntamente com a Inspeção ao pé da mãe ou Carta de Apto (caso não haja registro definitivo). OBS: Não serão admitidos animais inaptos com idade superior a 8 meses.

5.2 – Caprinos: Para os machos até 18 meses, será exigida a apresentação do RGN ou Ficha de Campo. Para os animais acima de 18 meses, será exigido o RGD ou Ficha de Campo. Para as fêmeas até 18 meses, será exigida a apresentação do RGN ou Ficha de Campo.Para os animais acima de 18 meses ,será exigida a apresentação do RGN,com prenhes confirmadas,ou RGD.


6)-EXIGÊNCIAS SANITÁRIAS

*GTA (para todos os animais)
*Nota Fiscal (animais procedentes de outros estados)

Caprinos:
Exame Negativo para CAE, macho e fêmea acima de 12 (doze) meses de idade, realizado no máximo até 180 (Cento e Oitenta) dias antes da data de encerramento do evento.

Ovinos:
Não será permitida a entrada ao parque de animais portadores de Linfadenite, Ectoparasito, Mastite ou Úbere Perdido e que se encontrem debilitados.
7) –  ENTREGA DE DOCUMENTOS

A entrega dos documentos será, impreterivelmente, até o dia 10 de setembro de 2012 Acompanhados do pagamento da taxa de inscrição.

8) – HORÁRIO DE CHEGADA

Todos os animais deverão chegar ao parque no máximo, até as 24:00h da Terça Feira (18 de Setembro 2012)

09) – EXAME ANDROLÓGICO

Será obrigatório o exame andrológico para machos acima de 12 meses. Recomendamos que os expositores tragam os exames com prazo de validade até 60 dias do inicio do evento.

10) – EXAME ULTRASOM

Será obrigatório o atestado de prenhes (ultra-sonografia) para as fêmeas a partir de 18 meses (7° Categoria). As fêmeas que estiverem vazias e solteiras terão que trazer Comunicado de Nascimento e respectiva Inspeção ao Pé ou Carta de Apto do seu último produto.

11) – PROGRAMAÇÃO EXPOFEIRA 2012

Data

Descrição

Dia da Semana

Horário

17 e 18

Entrada dos animais

Segunda e Terça

08:00 às 24:00h

19/09/2012

Pesagem para ovinos e caprinos

Quarta

08:00 às 20:00h

20/09/2012

Julgamento todas as raças

Quinta

08:00 às 20:00h

21/09/2012

Julgamento de todas as raças

Sexta

08:00 às 20:00h

22/09/2012

Leilão

Sábado

A partir das 21:00h

23/09/2012

Encerramento

Domingo

20:00h

 

 

OBSERVAÇÕES:

A) Saída dos animais no dia 23 de Setembro de 2012 (Domingo), A partir das 18:00h.

*Em caso de interesse, favor entrar em contato com a ACCOBA, para obter maiores detalhes.

B) Não será permitido corte de palma nos corredores, como também colocação de capim, ração e feno.

C) As placas de identificação de baias não poderão conter divulgação comercial de produtos/empresas e só poderão ser fixadas da testa superior das baias para baixo.

D) A data base para cálculo de idade será no dia 19 de Setembro de 2012.

E) Exposição de fomento com pontuação dobrada para o ranking Baiano 2012.

Contamos com a sua presença. A crescente participação dos amigos criadores e/ou expositores, bem como dos seus familiares, em muito tem engrandecido a nossa EXPOAGRO PORTO SEGURO.

Aguardamos você para juntos realizarmos uma grande festa.

 

José Teodomiro Teixeira Gesteira

Presidente da ACCOBA

MS possui três frigoríficos adequados ao abate da carne ovina

As indústrias de Nova Andradina, Cassilândia e Campo Grande são inspecionadas pelo Governo Federal o que garante a carne, o SIF, que é o selo do Sistema de Inspeção Federal.  Das 8.777 cabeças abatidas em 2011, 80% seguiu para abastecer os consumidores de São Paulo. “O valor pago pelos consumidores paulistanos acabam fazendo com que a carne ovina vá para lá. Muitas vezes, mesmo com os frigoríficos locais compensa ao produtor arcar com o valor do frete”, apontou Fernando Alvarenga, palestrante do programa Proovinos, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/MS.

Durante a palestra Alvarenga expôs que a carne ovina é considerada uma iguaria, muito apreciada devida sua maciez, sabor e suculência. “Os gaúchos em Mato Grosso do Sul trouxeram o hábito de comer a carne de cordeiro, que está em franco crescimento em MS”, finaliza.

O produtor de ovino tem vantagem na hora da comercialização do produto, uma vez que o preço pago pela carne varia entre 20 e 40% acima da bovina para o produtor. Os valores em MS podem variar de R$ 5 a R$ 10 o quilo, dependendo da idade do animal e qualidade do produto, porém o custo de criação e manejo do ovino também superior quando comparado à pecuária bovina.

Conforme os dados do Infoagro, revista anual organizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS – FAMASUL e que será lançada em julho deste ano, a criação de ovinos está presente em 17% do total de propriedades no MS. “A atividade pode se tornar em pouco tempo um negócio lucrativo, poderá ser uma o portunidade de diversificação para o produtor rural, porém a falta de organização e de integração da cadeia produtiva acaba dificultando a geração e a difusão de tecnologias e a estruturação de canais de comercialização necessários para o bom andamento da atividade”, aponta a assessora de economia da FAMASUL, Adriana Mascarenhas, uma das responsáveis pela produção da revista.
fonte: ANCO

Demanda por ovino e caprino não é atendida

O Ceará vive expansão no setor produtivo de caprinovinocultura, mas ainda é tímida em relação à procura por derivados, carne e leite, de ovinos e caprinos. A oferta está longe de atender à demanda regional. “O setor é crescente, expande-se a uma média anual de 10%, mas o que produzimos não atende a necessidade do mercado consumidor”, observa o coordenador do segmento de caprinovinocultura e presidente da Associação dos Criadores de Caprinos de Leite (Caprileite), Daniel Pimentel. “Estamos na época da informação e o evento vai proporcionar momentos de aprendizagem para usos de novas tecnologias de criação”, emenda.

O mercado é amplamente favorável, asseguram os especialistas no setor de criação de ovinos e caprinos. “Tudo o que se produz no Ceará é vendido”, observa Pimentel. “Na verdade, estamos atrás de produtores e em particular de leite de cabra”. A produção leiteira é muito insuficiente para atender à demanda que vem se ampliando com a aquisição do produto por programas de compras governamentais.

No Ceará, segundo avaliação de Pimentel, ocorreu o contrário do que se verifica em geral na atividade econômica. “Primeiro, criamos o mercado consumidor e, agora, estamos atrás do produtor”, destaca. No município de Umirim, uma unidade produtora foi instalada com o objetivo de manter uma criação de 50 mil cabeças e já chegou a 14 mil animais. “Precisamos dar uma alavancada”, alerta Daniel Pimentel, que também é criador no Município de Horizonte.

Em decorrência da melhoria genética e de alimentação adequada, além dos cuidados de sanidade, um cordeiro atinge o peso de 36 quilos em 120 dias, o ideal para o abate. “Houve um aumento no consumo de carne de ovinos e a tendência do mercado é de manter essa expansão”, frisa Pimentel.

Os caprinos e ovinos são animais resistentes e têm adaptação ao clima do sertão nordestino. Entretanto, neste ano de seca, muitos criadores enfrentam dificuldades e estão vendendo parte do rebanho por preço reduzido. “Isso demonstra a falta de reserva de alimentação com base em proteína e silagem”, avalia. “Precisamos incentivar a criação de reserva estratégica de silagem nas unidades produtoras”.

A ovinocultura e a caprinocultura são atividades tradicionais no Nordeste, região que concentra 57% dos ovinos e 91% dos caprinos do Brasil. A baixa adoção de tecnologia, aliada à pouca ou nenhuma organização dos produtores tem perpetuado o setor como atividade de subsistência, sem maiores chances de se tornar opção de renda ou de negócio. Ao mesmo tempo, existe uma demanda pela carne ovina no Interior e maior ainda nas cidades turísticas litorâneas.

Informações da ANCO  editadas pela equipe da nildão comunicação.