Alta no preço da carne de cordeiro causa aumento no rebanho de ovinos

O preço da carne de cordeiro agrada os criadores paulistas. São Paulo responde por menos de 3% da produção nacional, mas tem um bom mercado. Por isso, o rebanho de ovinos está crescendo no estado.

A criadora Sônia Martin, que começou a trabalhar na atividade há 5 anos, tem 150 matrizes na fazenda em Irapuã, São Paulo e já começou a investir. Ela criou novas áreas de confinamento para o período de seca, construiu um novo galpão para guardar a ração e agora conta com o apoio do Sebrae. O melhoramento genético é outra novidade na propriedade. A criadora usa o cruzamento das raças santa inês e white dorper. A mistura gera boa adaptação ao clima e grande quantidade de carne.

Na fazenda em Nova granada, a área dedicada a ovinocultura também cresceu mais de 30% nos últimos anos. Hoje, são mil cabeças. Até dezembro, a administradora da propriedade pretende comprar 50 novas matrizes.

O aumento na procura pela carne e a elevação dos preços tem atraindo um número cada vez maior de criadores. Do ano passado para cá a arroba da carne de cordeiro subiu mais de 20%. Em junho de 2011, o produto custava R$ 180. Hoje, está em torno de R$ 220. De acordo com o IBGE, nos últimos 10 anos o rebanho de ovinos no estado de São Paulo dobrou de tamanho.

“Esses preços acabam atraindo bastante o produtor. É importante lembrar que os custos são maiores, mas é uma atividade que permite aproveitar áreas”, diz Alexandre Pinto César, presidente da Associação de Criadores de Ovinos no Noroeste Paulista.

Informações editadas pela equipe da ANCO

Produtores do Acre apostam na ovinocultura.

Na comparação com a carne bovina, a de cordeiro apresenta vantagens. Menos calorias e mais proteínas a cada 100 gramas de carne. Ocupa menos espaço, permite maior lucratividade por área ocupada. Valorizada, saborosa e suave, o produto tem mercado garantido, há demanda sobrando. Além disso, é um animal que não exige grandes cuidados e que diversifica a produção familiar. Por isso tem ganhado espaço nas pastagens do Acre. De fato, a produção de carne de cordeiro é uma das apostas do Governo Tião Viana para o setor produtivo e o incentivo à atividade significa um investimento de R$ 2,5 milhões, beneficiando 660 famílias.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seap), entregou o primeiro lote de carneiros para os produtores do município de Brasileia. Trinta famílias foram beneficiadas com 12 fêmeas da raça Santa Inês e um macho da raça Dorper. É um bom começo. O Secretário Mauro Ribeiro explica que o Santa Inês já está bem adaptado ao clima e às pastagens e o cruzamento com o Dorper garante precocidade e carne abundante.

Antes, o Governo já distribuíra ovinos em Capixaba, também para 30 famílias.

Cada produtor, escolhido para o programa, através das associações de produtores, compromete-se a construir um aprisco adequado para os animais, fazer um curso de orientações sobre o manejo do rebanho e devolver, dentro de dois anos, a mesma quantidade de animais que recebeu.

A prefeita Leila Galvão dá o tom: “O governador tem uma visão aguçada para o setor produtivo. Quem diz que o Acre não produz está enganado. Estamos vivendo hoje ações que foram gestadas lá atrás. São várias cadeias produtivas que estão sendo desenvolvidas e aqui em Brasileia temos o frango, o peixe, e agora os carneiros”.

Carneiro verde

Animal gosta de recebem um “bom dia” e um “boa-tarde”, diz o veterinário da Seap, Alan Palu. “O carneiro exige cuidados mínimos: remédios se adoecer, vermífugos para prevenir doenças e pasto para se alimentar. No Acre nós temos praticamente um carneiro verde, criado livre, se alimentando exclusivamente de pastagem”, explica. “Não há segredos, pois o produtor já sabe como criar animais”.

Em cada hectare de pasto de boa qualidade são criados de 15 a 20 animais. A gestação é rápida, de cinco meses, e com oito meses de vida o carneiro está pronto para o abate. Hoje o preço pago pelo quilo é R$ 6 a fêmea e R$ 7 o macho, que tem a carne mais valorizada.

Alguns produtores já vendem car­neiros para a Bolívia e o Peru, embora não seja de forma contínua. “Sempre tem quem compre e o preço não é ruim. Agora a nossa melhor solução é reunir os produtores, formar um lote grande e vender diretamente para o frigorífico de Rio ­Branco (Anassara), que vem buscar na porteira”, diz um criador.

Vou ser grande produtor

Samuel de Souza mantinha poucas cabeças de gado no pequeno pasto do ramal Cajazeira, em Capixaba. Nos roçados, cultivava macaxeira, milho, feijão e ia tocando a propriedade com a ajuda da família. Resolveu apostar na criação de ovelhas mesmo sem nunca ter lidado com os animais e já faz planos de ser um grande produtor, comprando mais 10 animais para acelerar o crescimento do rebanho.

Já faz um ano que Samuel recebeu seu lote de ovelhas. As 12 fêmeas pariram 16 filhotes.

“Vendi quatro animais pra poder construir o aprisco. As ovelhas pagaram a própria casa. É um investimento. Agora a produção pode aumentar que tem espaço. Depois a gente aumenta de novo”, disse o produtor.

Em um ano lidando com os animais, o produtor já aprendeu algumas características do bicho. Lições que o dia a dia ensinou ao pastor das ovelhas: “Elas pelaram muito”, disse. Isso quer dizer que “sofreram com o sol bravo”. É a fotossensibilização à braquiária. Aprendeu a lição, mudou o capim. Agora plantou grama Estrela, Pue­rária e Humidícola. Também aprendeu as vantagens das ovelhas em pequenos pastos onde o gado não vai, e em maior quantidade.

Carneiro na merenda escolar

Já são 4.000 kg por mês, ou R$ 119,6 mil investidos todo mês, 170 escolas beneficiadas: o carneiro já faz parte do cardápio da merenda escolar na rede pública de ensino. Duas vezes por mês a carne é servida para diversificar a alimentação e oferecer proteína para as crianças. A compra é feita através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A carne de suíno também entrou na merenda escolar e, em breve, o peixe fará parte da alimentação dos estudantes. Cordeiro na merenda é muito bom.

Até hoje, o Acre já investiu R$ 2,5 milhões em 8.000 ovinos, nesta primeira etapa em que foram beneficiados 660 produtores. O Governo gostou e pretende ampliar, comprando mais 12.000 ovinos. Com 20.000 ovinos, o Governo acha que os produtores poderão levar adiante a criação, por conta própria.

Dificuldades

A Assistência Técnica é sempre o principal problema, devido à grande umidade amazônica, mas os acreanos contam com muitos criadores no vizinho Estado da Rondônia, onde há muitos criadores antigos, com experiência. Lázaro José da Silva, de Extrema de Rondônia, diz que “o Acre está de parabéns, pois mudou da água para o vinho, com a administração dos irmãos Viana”.

O importante foi feito: dar esperança e começar com o pé no chão!

Revista O Berro nº 156 – foto: Angela Peres – Agência de Notícia do Acre

Estratégias de coordenação das cadeia produtiva de caprinos e ovinos foram temas do Pecnordeste

Começou hoje as atividades do XVI Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste), que congrega diversos segmentos, dentre os quais a caprinocultura e a ovinocultura. A programação de palestra do segmento foi aberta pelo pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Juan Ferelli, que abordou as estratégias de coordenação da cadeia produtiva.

A cadeia produtiva é formada por diversos integrantes que, interligados, completam uma sucessão de fases de produção, desde a criação dos animais até a distribuição dos produtos já processados. A estratégia de organização dessa cadeia depende das características de cada mercado.

Juan explica que, hoje, no Brasil, a mais habitual é a estratégia de mercado à vista, na qual o produto é negociado diretamente em feiras. O modelo não permite o estabelecimento de preços formados a partir do custo da produção, mas sim pelos valores praticados no mercado, o que desestimula o produtor a adotar tecnologias para diferenciação do produto e aumento da produtividade. Por outro lado, é a estratégia mais barata.

Os contratos ou acordos informais são uma segunda possibilidade. Tornam-se interessantes, por exemplo, quando o produtor realiza algum investimento na criação e depende de um preço mínimo de venda para evitar prejuízos. Para o comprador, o acordo prévio assegura o prazo de entrega. O interesse mútuo pode levar a custos compartilhados ou pagamento adiantado ao produtor. No entanto, a segurança do negócio está baseada na reputação de ambas as partes, pois não há respaldo legal em caso de atitude oportunista ou quebra de contrato. A estratégia de contrato formal oferece condições semelhantes, mas confere segurança jurídica.

A quarta forma de organização é a integração horizontal, estratégia baseada no cooperativismo. O sistema gera renda e desenvolvimento local, vantagem importante para a caprinocultura e a ovinocultura do Brasil. Uma cooperativa organizada e bem gerida reduz os riscos e os custos do produtor, que passa a ter poder de barganha nas aquisições coletivas de equipamentos e insumos e também na venda dos produtos. A adoção de tecnologias que aumentam a produtividade e o valor agregado do produto é viável. No entanto, a margem individual de lucro é menor, já que as negociações, da mesma forma, são baseadas no interesse coletivo.

Há, ainda, a integração vertical, quando os produtores são ancorados por uma indústria e o nível tecnológico é alto. A produção torna-se diferenciada, muitas vezes com propriedades, insumos e equipamentos cedidos pela indústria e, em contrapartida, obtenção de um produto final com alto padrão e oferta regular. Trata-se de uma estratégia pouco explorada na caprinocultura e na ovinocultura nacionais, apesar de haver alguns exemplos no país.

fonte: www.accoba.com.br

Ministro incentiva vacinação no Nordeste e visita áreas afetadas pela seca.

Engajado em demonstrar a importância de se vacinar o rebanho de bovinos e búfalos do Brasil, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, participou da abertura da primeira etapa da campanha em Pernambuco e no Ceará nesta sexta-feira, 1º de junho. Nos dois estados – assim como Alagoas, Maranhão, Pará (parte centro-norte) e Piauí – a vacinação foi transferida de maio para junho em razão das seis unidades estarem participando do inquérito soroepidemiológico para avaliar se há ou não circulação do vírus da febre aftosa na área.

A agenda do ministro começou com a solenidade de lançamento da vacinação no município de Venturosa, no agreste pernambucano. Reunido com produtores e autoridades, Mendes Ribeiro destacou a importância do empenho de todos na imunização e verificou os prejuízos que a estiagem vem provocando na região. Para amenizar a falta de alimentação enfrentada pelos animais, foi anunciada a venda de milho ao produtor, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Estima-se a redução do rebanho em 30% por causa da retirada dos animais para outros estados em razão da seca.

Ele também assinou um convênio de defesa sanitária vegetal de R$ 5,6 milhões, realizou a entrega do Cartão do Produtor – que permitirá a emissão da Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA) pelo próprio pecuarista – e fez a entrega simbólica de 33 veículos para a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro).

“Estamos tendo avanços significativos e essa mudança de status possibilitará superar a crise provocada pela seca. Isso vai atrair empresas, gerar empregos e até permitir a exportação de carne”, destaca Mendes Ribeiro.

À tarde, o ministro acompanhou a abertura da campanha no Ceará. Ele participou de uma cerimônia no Parque de Exposição João Passos Dias, no município de Sobral, e também aplicou a vacina em um animal. Na conversa com autoridades, produtores e representantes do setor agropecuário, ele reforçou a importância do envolvimento de todos no processo de imunização e garantiu que não faltará apoio do governo federal para que os estados sejam reconhecidos como livres de aftosa com vacinação em breve.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) espera que 158,8 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta primeira fase em todo o Brasil e que o índice de cobertura vacinal alcançado na mesma etapa em 2011 (97,4%) seja superado.

Em Pernambuco, 2,4 milhões de bovinos e bubalinos estarão envolvidos nessa fase. O rebanho cearense que será vacinado é de, aproximadamente, 2,6 milhões de bovídeos. Ambos apresentaram índice médio de cobertura vacinal de 94,7% e de 92,2% em 2011.

Os cuidados necessários para uma adequada imunização do gado são: vacinar dentro do período estabelecido; adquirir vacinas em revendas autorizadas; conservar em temperatura correta (de 2 a 8°C) até o momento da aplicação; aplicar a dose certa (5 ml) na região da tábua do pescoço com agulhas e seringas em bom estado e limpas e manejar os animais com o mínimo de estresse e nos horários mais frescos do dia.

Após o término da vacinação, os pecuaristas têm até o dia 15 de julho para entregar a declaração nas Unidades Veterinárias Locais (UVLs) ou nos Escritórios de Atendimento à Comunidade (EACs) dos seus estados. Os produtores que não cumprirem com as suas obrigações serão impedidos de movimentar seus animais até regularizar a situação, terão a vacinação acompanhada e serão autuados.

Fonte: MAPA

PROPOSTAS DO SETOR AGROPECUÁRIO PARA A RIO+20

 

 

 

 

Criação de um índice global de desenvolvimento sustentável, que permita a abertura de mercados para países que adotam práticas ambientais corretas, além de um fundo internacional para financiamento e difusão de tecnologia que contribua para o desenvolvimento agrícola e pecuário com respeito ao meio ambiente. Essas são duas das propostas do setor agropecuário para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. “O Brasil, que produz comida de qualidade e barata, ocupando apenas 27,7% do seu território, tem autoridade moral para, na Rio+20, defender novas propostas que garantam o crescimento sustentável da produção mundial”, afirma a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu. Nesta segunda-feira (18/06), no Espaço AgroBrasil, no Píer Mauá, a senadora Kátia Abreu detalhou o documento de posicionamento do setor para a Rio+20, consolidado pela Confederação a partir de contribuições obtidas em três grandes debates, que reuniram lideranças rurais, técnicos, produtores, universidades e instituições do agronegócio em março e abril deste ano.
A presidente da CNA explica que, a partir da criação do índice global de desenvolvimento, os países que produzem de forma sustentável poderão obter remunerações mais adequadas para manejo e comercialização de seus produtos, premiando os serviços ambientais gerados. “A idéia é dar viabilidade econômica ao processo, inserindo socialmente maior número de produtores, para permitir a superação da pobreza”, afirma. A erradicação da pobreza, um dos temas centrais da Rio+20, depende, no caso das áreas rurais do Brasil, de políticas que garantam o acesso a tecnologias, sementes, crédito, capacitação e extensão rural, especialmente nas classes mais pobres. “Aumentar a classe C no campo ajudará a produzir mais alimentos e, paralelamente, a erradicar a pobreza”, afirma a senadora Kátia Abreu.

Tecnologia e inovação, economia verde, trabalho decente e meio ambiente são os temas que norteiam o documento apresentado, nesta segunda-feira, pela CNA na Rio+20. Todos esses tópicos têm como pano de fundo o compromisso dos produtores rurais com a ampliação da oferta de alimentos e a preservação ambiental, que, no Brasil, é de 61% em todos os biomas. Ao detalhar o documento elaborado pelo setor agropecuário, a senadora Kátia Abreu ressalta que a expansão da agricultura brasileira não depende, exclusivamente, da abertura de novas áreas e que, além de ter vegetação nativa nas propriedades privadas, o Brasil possui, como diferencial, uma extensa área de pastagens – 158,7 milhões de hectares -, além de áreas degradadas que podem ser recuperadas. “Com o uso de tecnologia e a recuperação de áreas degradadas, o Brasil poderá liberar até 70 milhões de hectares, nos próximos anos, para produzir cerca de 400 milhões de toneladas de grãos e fibras”, afirma.

Para a presidente da CNA, também é tema prioritário no debate da Rio+20 a preservação dos recursos hídricos. Neste sentido, defende a criação de um conceito mundial de Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens dos rios, proposta que tem sido apresentada pela CNA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) em fóruns internacionais e que será tema de debate no Espaço AgroBrasil. Neste sentido, a entidade propõe que os governos implementem ações de saneamento básico urbano, de modo a evitar a poluição dos recursos hídricos, garantindo assim a qualidade da água ao consumo e à produção de alimentos.

A matéria é da assessoria de Comunicação CNA, adaptada pela Equipe AgriPoint.

 

 

 

 

 

Cuidados com cordeiros para garantir boa produtividade.

Além de cuidados com fêmeas gestantes, é preciso também tomar algumas medidas depois do nascimento de cordeiros. Essas medidas podem garantir a boa produtividade e evitar prejuízos no bolso do produtor. Segundo Carla Fabrícia Cordeiro, professora de Zootecnia do Instituto Federal de Alagoas IFAL, o manejo de cordeiros se inicia antes do nascimento. Ela diz que é preciso ter um cuidado com a mãe para que o cordeiro tenha boa formação e nasça com um peso ideal. Isso porque os cordeiros que nascem leves são desmamados também mais leves e terminados mais leves, o que traz prejuízos econômicos.

Os cordeiros, ao nascerem, precisam de alguns cuidados, como a desobstrução das vias respiratórias e massagem pulmonar para ativar a respiração. Também é preciso abrigá-los do frio, da chuva e da corrente de vento, evitando a pneumonia, além de oferecer o colostro, ou seja, direcionar os animais diretamente ao peito das fêmeas — afirma Carla.

Nesse caso, de acordo com ela, há a passagem de forma passiva de anticorpos de mãe para filho, fazendo com que o filhote não fique com a imunidade suprimida. Ela explica que isso é muito importante para que ele comece a desenvolver as defesas do organismo.

Existem ainda vários outros cuidados, como higienização da instalação e verificação da habilidade materna das mães, período que transcorre até o desmame. O desmame está diretamente relacionado com a produção, pois influencia bastante nos níveis de produção, e pode acontecer de duas formas. Existe o desmame precoce, que acontece entre 21 e 45 dias de idade, o semi precoce, que é bastante empregado e acontece de 60 a 100 dias de vida do cordeiro, e o desmame tardio, que acontece em criações extensivas, onde os animais ficam permanentemente soltos. Esse desmame acontece entre 100 e 150 dias de idade — diz a professora.

O desmame precoce, como afirma Carla, é adotado hoje em função de várias vantagens. Ela conta que, com esse tipo de desmame, esgota-se menos a fêmea, pois ela consegue atingir o escore de produção corporal mais rapidamente, atingindo a condição ideal para reprodução antes do tempo.

Com o desmame precoce, diminui-se também os índices de verminoses, pois as fêmeas lactantes são mais sensíveis a esses problemas. Já em relação à produtividade, se os cordeiros nascem 10% menos pesados, quer dizer que teremos uma terminação com 10% menos carcaça — diz.

Carla conta que, entre os principais erros cometidos pelos produtores, está a falta de hábito de criar um cocho privativo para os cordeiros. Esse cocho é responsável por fazer com que eles se desapeguem aos poucos da mãe, comecem a abandonar o hábito da amamentação e passem a ingerir alimentos. O desmame precoce, de acordo com ela, irá beneficiar o ganho de peso.

Para mais informações, basta entrar em contato com o IFAL através do número (82) 2126-7000.

Ovinos fizeram a diferença e movimentaram a superagro 2012.

Cabras e ovelhas premiadas recentemente em cinco exposições no interior de Minas estarão presentes na Superagro 2012, na mostra intitulada “Pequenos notáveis, a grande diferença”. A iniciativa é da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Accomig), que terá vinte animais representando as dez raças existentes de caprinos e ovinos. O objetivo da mostra, de acordo com Aurora Gouveia, médica veterinária e presidente da Accomig, é divulgar para o público consumidor as vantagens nutritivas dos produtos da caprinovinocultura (leite de cabra e carne de cordeiro). Ao mesmo tempo, ao apresentar animais selecionados  para os produtores rurais que estarão no Parque da Gameleira,  a Associação quer estimular o investimento na melhoria dos rebanhos. Para isso serão utilizados  painéis explicativos com as características e origem dos animais, produção média anual de lã, carne e leite.

Minas possui 110 mil cabeças de caprinos e 280 mil cabeças de ovinos, de acordo com o IBGE. Em 2010, o Estado produziu cerca de 120 mil litros de leite de cabra/mês. Carne de cordeiro e leite de cabra são produtos considerados nobres e possuem um espaço a ser conquistado no mercado. “Queremos que o leite de cabra chegue a todas as classes econômicas, não apenas aos chefes de cozinha ou para as pessoas que são alérgicas ao leite de vaca. Para isso, precisamos conquistar os consumidores, divulgando as qualidades nutritivas destes produtos. Ao mesmo tempo, é preciso criar mecanismos de estímulo para o aumento da produção por parte dos criadores”,argumenta.  A Accomig possui, atualmente, 120 associados comerciais e 600 cadastrados. Além disso, há dois mil produtores cadastrados no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Reduzir custos – De acordo com Gouveia, os produtos de ovinos e caprinos são insuficientes para atender à demanda e este pode ser um dos motivos para que os preços “ainda sejam  três vezes mais caros em relação àqueles da  bovinocultura”. Com produção aquém, Minas ainda importa leite e lã . “Nossa meta é reduzir em até 30% os custos da cadeia produtiva de ponta a ponta. Para se ter uma ideia, o custo de produção do litro do leite de cabra varia de oitenta centavos a um real e cinquenta. Para o consumidor, o preço chega a três reais o litro . No caso de um cordeiro de 45 kg, o custo de produção é de cerca de R$ 110,00, para ser comercializado por  R$ 250 pelo produtor.

O produtor de cabras leiteiras e presidente executivo da Accomig, Pedro Paulo Vasconcelos Leite, está há 20 anos na atividade, mantendo duas fazendas nos municípios de Florestal e Alfenas, com a criação de 400 cabeças de cabras e produção de 500 litros de leite/dia, sendo 80% deste montante direcionado à produção de queijos. De acordo com ele, o número de produtores aumentou nos últimos cinco anos e o setor estima resultados positivos para o futuro, principalmente pela alta do poder aquisitivo da população. “Porém, a maior dificuldade é não contarmos com uma estrutura ampla para atender os grandes mercados”, alertou o produtor, destacando que a produção é basicamente concentrada nos derivados do leite, como o queijo de cabra, seu carro-chefe.

 

Fonte: Portal do agronegócio

Exportações de carne ovina dos EUA tiveram resultados abaixo das metas.

As exportações de carne ovina (incluindo cortes de músculos e miúdos) dos Estados Unidos caíram 31% em volume (4.243 toneladas) e 16% em valor (US$ 8,2 milhões) até abril, em parte devido à fraca demanda do Caribe. O volume exportado em abril (948 toneladas) caiu 55% com relação ao ano anterior, enquanto o valor caiu 48%, para US$ 1,8 milhão.
O principal mercado de exportação da carne ovina norte-americana até abril foi o México, que comprou 3.150 toneladas (-1%) por US$ 4,089 milhões (+5%). Em segundo lugar veio Caribe, comprando 568 toneladas (-47%) por US$ 1,815 milhão (-28%). Em terceiro esteve o Canadá, que apresentou uma queda de 73% nas compras em volume, para apenas 270 toneladas, e uma queda de 1% em valor, para US$ 1,285 milhão.

Os dados são do site da USMEF (www.usmef.org), traduzidos e adaptados pela Equipe FarmPoint.

CNA DIVULGA DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO PARA A RIO + 20.

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, apresentará o documento de posicionamento do agronegócio brasileiro para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, em entrevista coletiva, no próximo dia 18 de junho, às 12h, no Espaço Agrobrasil, no Píer Mauá S/A – um dos endereços oficiais da Conferência -, localizado na Avenida Rodriguez Alves, 10, Praça Mauá, Rio de Janeiro, entre os armazéns 01 e 02 (área externa).

Este documento recebeu contribuições de lideranças rurais, técnicos, produtores, universidades e instituições do agronegócio, durante três workshops de orientação, organizados pela CNA para a coleta de subsídios, em Brasília (18/04), Uberaba/MG (02/05) e São Paulo (08/05). Durante os workshops foram abordados temas como meio ambiente, inovação e tecnologia, educação no meio rural, segurança alimentar e nutricional e erradicação da pobreza. As sugestões foram organizadas e consolidadas em propostas, que serão entregues oficialmente, pela presidente da CNA, às autoridades e negociadores durante a Conferência.

 

No espaço AgroBrasil, local onde se realizará a coletiva, os jornalistas também poderão conhecer projetos e tecnologias desenvolvidos pelo Sistema CNA/SENAR com o objetivo de estimular a produção de alimentos com preservação ambiental, entre eles o Projeto Biomas, lançado internacionalmente durante a COP 16, em Cancún, no México. Também será possível conhecer a história da agropecuária no Brasil, as vantagens da agropecuária sustentável e cases de sucesso com o uso de tecnologias de baixo carbono. 

 

Assessoria de Comunicação CNA

 

 

 

 

 

AUSTRÁLIA: EXPORTAÇÕES DE CARNE DE CORDEIRO QUEBRAM RECORDE EM MAIO.

As exportações de carne de cordeiro da Austrália de 1-28 de maio totalizaram 15.116 toneladas – já excedendo o maior volume reportado para o mês de maio (em 2007) e faltando ainda três dias para terminar o mês – de acordo com o Departamento de Agricultura, Pesca e Silvicultura. Nesse ritmo, as exportações de carne de cordeiro para maio de 2012 deverão ser uma das cinco maiores mensais já registradas – tradicionalmente lideradas pelos meses de outubro e novembro.

O total atual é 5% maior do que o volume de maio do ano anterior, continuando a tendência vista desde o começo de 2012, à medida que uma maior produção apoia os maiores envios. As exportações ao Oriente Médio e Grande China deverão terminar o mês à frente do ano anterior, enquanto as exportações aos Estados Unidos deverão terminar levemente menores.

As exportações nos primeiros quatro meses de 2012 foram 19% maiores que no ano anterior, de 55.409 toneladas, lideradas por um crescimento significante nos envios ao Oriente Médio e Grande China.

 

fonte: Farm Point