Expointer termina com mais de R$ 2 bilhões em vendas

Para surpresa até dos mais otimistas, a Expointer foi encerrada neste domingo, no parque Assis Brasil, em Esteio, com anúncio recorde de R$ 2,036 bilhões, frente ao R$ 1,089 bilhão em 2011. Segundo o presidente do Simers, Cláudio Bier, além da valorização da soja, a redução do juro anual do Finame PSI de 5,5% para 2,5% no meio da feira turbinou os negócios. A busca por equipamentos de irrigação, como pivôs, também colaborou. O incremento foi de 142% em relação as intenções de compra de 2011. Na venda de animais, subida de 15,86% para R$ 13,62 milhões e 1.861 exemplares. A agricultura familiar também cresceu de R$ 1,1 milhão para R$ 1,25 milhão.

Após quase um ano de estiagem, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, estava vibrante. “Somos todos sorrisos, essa foi a maior Expointer, o maior investimento que tivemos, uma feira fantástica.”

Apesar de lembrar que parte dos pedidos não vira compra, o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, disse que o resultado espelha a confiança no futuro. “Não é fácil chegar a R$ 2 bilhões, mostra que apesar da seca o produtor está vislumbrando o mercado”.

Adaptada pela Equipe Capril Virtual com informações Correio do Povo

EXPORTAÇÃO RECORDE DE MILHO NÃO AFETARÁ OFERTA NO PAÍS, DIZ GOVERNO

O volume recorde de milho exportado não deverá afetar o abastecimento interno do Brasil, afirmou o Ministério da Agricultura em nota divulgada nesta terça-feira (04). As exportações de milho do Brasil em agosto totalizaram um recorde mensal de 2,76 milhões de toneladas, com os exportadores escoando uma grande safra em meio aos altos preços dos grãos no mercado internacional.

Além disso, a quebra de safra dos Estados Unidos, como resultado da forte seca que atingiu o país, elevou a demanda externa pelo produto brasileiro. Segundo o diretor de Comercialização do ministério, Edilson Guimarães, o volume embarcado está dentro da previsão para as exportações do ano e, portanto, não comprometerá o fornecimento do produto para avicultores e suinocultores do país.

O anúncio foi feito um dia depois de o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) afirmar que o grande volume das exportações levaria o governo a monitorar os embarques dos produtos que registraram recordes de vendas, como o milho. “Existem comentários de que as exportações é que estão fazendo o preço subir no mercado interno. Isso não é verdade. O preço está alto por diversas razões, principalmente a perda de 100 milhões de toneladas provocada pela seca nos Estados Unidos. Não temos como controlar isso”, disse Guimarães, em nota.

No acumulado do ano, o Brasil exportou 6,26 milhões de toneladas de milho, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), alta de 37 por cento ante o mesmo período do ano passado. O ministério afirmou ainda que o país deverá fechar o ano com o maior estoque de milho de sua história, de cerca de 13 milhões de toneladas, após a safra recorde.

Segundo Guimarães, a produção brasileira somada aos estoques iniciais deverá disponibilizar 78 milhões de toneladas do grão neste ano. O consumo interno está estimado em 50 milhões de toneladas e as vendas externas em 15 milhões de toneladas, um volume também recorde. O diretor lembrou que o governo vem tomando medidas para amenizar os prejuízos dos produtores de aves e suínos, que sofrem com custos maiores.

“Entre as ações que já foram promovidas estão a liberação de 200 mil toneladas (com previsão de mais 250 mil toneladas) e de 400 mil toneladas para venda balcão nas regiões Sul e Nordeste, respectivamente, e leilões de Valor de Escoamento de Produto (VEP) de 30 mil toneladas cada”, disse o ministério e nota.

As informações são da Reuters

AGRICULTURA APROVA REGULAMENTAÇÃO DE COMPRA DE TERRAS POR ESTRANGEIROS

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou nesta quarta-feira o substitutivo do deputado Homero Pereira (PSD-MT) ao Projeto de Lei 2289/07, do deputado Beto Faro (PT-PA), que regulamenta a compra de terras brasileiras por pessoas e empresas estrangeiras.

O texto veda a aquisição de imóveis rurais por organização não governamental (ONG) com atuação no território brasileiro que tenha sede no exterior ou ONG estabelecida no Brasil, cujo orçamento anual seja proveniente, na sua maior parte, de uma mesma pessoa física estrangeira, ou empresa com sede no exterior ou, ainda, proveniente de mais de uma dessas fontes quando coligadas

Capital estrangeiro

Também ficam proibidos de comprar terras no Brasil os fundos soberanos de outros países. O projeto, porém, não impõe restrições às empresas brasileiras constituídas ou controladas direta ou indiretamente por estrangeiros e às companhias de capital aberto com ações negociadas em bolsa de valores no Brasil ou no exterior.

O deputado Homero Pereira explicou que o texto procura dar um tratamento de empresa brasileira da mesma forma como qualquer investidor. “Mesmo que ela seja controlada por capital estrangeiro, é uma empresa brasileira. Nós temos investidores estrangeiros que vêm para o Brasil investir na indústria, para vender carro, para investir em telefonia e em uma série de setores do nosso País. Por que nós não podemos também ter capital deles nas terras? Ele é bem-vindo, desde que venha aqui gerar emprego e renda.”

O texto aprovado teve os votos contrários dos deputados Jesus Rodrigues (PT-PI) e Josias Gomes (PT-BA). Para Rodrigues, que chegou a apresentar um voto em separado, o parecer comete um equívoco com um patrimônio brasileiro. “De todos os países do mundo, o Brasil é o que tem a maior capacidade de ampliar sua produção agropecuária. Isso é estratégico para o Brasil e para o mundo. Alguns países não permitem a aquisição de terras por estrangeiros. Eu não vejo porque o Brasil permitir a aquisição de terras por estrangeiros com critérios tão flexíveis, com regras tão fáceis de serem trabalhadas para a montagem de grandes áreas em mãos de pessoas físicas e jurídicas estrangeiras.”

Arrendamentos

O texto veda o arrendamento por tempo indeterminado, assim como o subarrendamento parcial ou total por tempo indeterminado de imóvel rural por pessoa física ou jurídica estrangeira.

A aquisição de imóveis com áreas inferiores a quatro módulos fiscais e o arrendamento de áreas com menos que dez módulos fiscais ficam dispensadas de qualquer autorização ou licença. Entretanto, a soma das áreas rurais pertencentes e arrendadas a pessoas estrangeiras não poderá ultrapassar a um quarto da superfície dos municípios onde se situem.

O substitutivo também convalida as aquisições e os arrendamentos de imóveis rurais celebrados por pessoas físicas ou jurídicas brasileiras durante a vigência da Lei 5.709 de outubro de 1971. Essa lei limitou a compra e o arrendamento de terras no País por estrangeiros a 50 módulos de exploração indefinida, medida que varia de 5 a 100 hectares, dependendo da região.

Porém esse limite deixou de valer por uma década para as empresas brasileiras de capital estrangeiro, quando vigorou um parecer da Advocacia Geral da União nesse sentido.

Tramitação

A proposição ainda terá de ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive no mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo.
O texto aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Agricultura se assemelha a outro projeto (4059/12), de autoria da própria comissão, que está atualmente na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

 

fonte: farmpoint

Prêmio Santa Inês 2012 – Os melhores da Raça Santa Inês.

01 de Dezembro de 2012 foi realizado no restaurante Barbacoa a festa de entrega da premiação melhores da raça Santa Inês 2012. Estiveram presente cerca de 80 associados. Na oportunidade foi assinado o convênio de cooperação entre ABSI  e a Embrapa.

Confira a abaixo o melhores do ano nas seguintes categorias:

  • Melhor Criador PO 2012 : REBANHO SIM PECUÁRIA LTDA.
  • Melhor Expositor PO 2012 : CLÁUDIO DE LAURO
  • Melhor Novo Criador  PO 2012:  ANTONIO JORGE BELTRÃO
  • Melhor Novo Expositor  PO 2012: ANTONIO JORGE BELTRÃO
  • Melhor Criador PC 2012:  JOAQUIM ARTUR PEDREIRA NETO
  • Melhor Expositor PC 2012: JOAQUIM ARTUR PEDREIRA NETO
  • Melhor Novo Criador PC 2012: JOAQUIM ARTUR PEDREIRA NETO
  • Melhor Novo Expositor  PC 2012: JOAQUIM ARTUR PEDREIRA NETO
  • Melhor Fêmea PO 2012: TAM TE 305
  • Melhor Macho  PO 2012: AGROPECUÁRIA VARRELA TE 1253
  • Melhor Fêmea PC 2012: JAN TE 414 PC
  • Melhor Macho PC 2012: CARPA 2100 PC
  • Melhor Matriz 2012: QUICK TE 512
  • Melhor Reprodutor 2012: DI LARI URUCUM TE 639
  • Melhor Conjunto Familia  PO 2012: DI LARI ORQUESTRA 1358

EMBRAPA ARTICULA PARCERIAS PARA PROJETO DE TRANSIÇÃO PRODUTIVA E SERVIÇOS AMBIENTAIS

Os pesquisadores Evandro Holanda Júnior e Rafael Tonucci, ambos da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), e Luciano Mattos, da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), tiveram, nos dias 26 e 27, reuniões em Fortaleza (CE) para articulação de parcerias voltadas à atuação no projeto de Transição Produtiva e Serviços Ambientais, cuja pré-proposta ao Macroprograma 2 – linha de financiamento da Embrapa para projetos de Competitividade e Sustentabilidade Setorial – foi aprovada na última chamada de editais da empresa. No dia 26, a reunião foi com órgãos governamentais do Estado do Ceará e da União. Já no dia 27, os encontro reuniram técnicos do Banco do Nordeste, pela manhã, e representantes da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece) e ONGs à tarde.

Os três encontros serviram para apresentação da proposta de trabalho do projeto, que terá Luciano como líder e a participação de Rafael à frente de um dos planos de ação, além de ter a Embrapa Caprinos e Ovinos como Unidade que coordenará ações no bioma caatinga. O objetivo da proposta é estabelecer ações em quatro biomas brasileiros para combater de forma gradativa o uso do fogo em áreas de plantio e estabelecer uma metodologia para cálculo e pagamento de serviços ambientais, que possa servir de subsídio para políticas públicas.

No dia 26, a proposta foi mostrada a integrantes do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Conpam), Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) e Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT). “É interessante que o projeto envolve muitas áreas de conhecimento, inclusive a de resíduos sólidos”, considerou Maria Dias Cavalcante, coordenadora de Desenvolvimento Sustentável do Conpam. Para Walmir Severo, diretor técnico da Ematerce, o projeto é “empolgante”, pela opção de remunerar serviços ambientais a partir de uma perspectiva de adoção de novas tecnologias.

No dia 27, foi a vez de técnicos do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste conhecerem o projeto. Na reunião, foi indicada uma proposta de que representantes do Etene participem da equipe técnica do projeto e colaborem na construção de indicadores para seus resultados. O Banco também demonstrou interesse em avaliar a futura proposta para uma possível disponibilização de recursos para as ações em regiões de caatinga.

À tarde, na sede da Fetrace, a apresentação do projeto se deu para membros da diretoria da Federação e representantes da Cáritas e do Projeto Dom Hélder Câmara. Para Germano dos Santos, da secretaria de Políticas Agrárias e Meio Ambiente da Fetraece, o projeto é baseado em princípios que a entidade sempre defendeu, como o incentivo à agricultura orgânica.

Após as reuniões, ficou definida a realização de uma reunião técnica entre as entidades participantes em Crateús (CE), em setembro, para acertar detalhes da atuação em conjunto e iniciar a organização de um seminário que acontecerá em novembro, em local a definir. O Território de Inhamuns-Crateús, no Ceará, também foi indicado para receber as ações do projeto piloto para transição produtiva na caatinga brasileira, principalmente por já convergir ações de outros projetos das instituições participantes como o Mata Branca (Conpam) e o Rota do Cordeiro (Embrapa). A versão final do projeto deverá ser enviada também em setembro, ao Macroprograma 2 da Embrapa.

Adilson Nóbrega

Embrapa Caprinos e Ovinos

Seca no Nordeste causa perda de quase 90% na safra de grãos do Ceará

Sem chuvas regulares desde o segundo semestre do ano passado, os Estados do Nordeste contabilizam perdas na agricultura e na pecuária. No Ceará, houve redução de 87% na safra de grãos de 2012, em comparação com o ano anterior. Na Bahia, a produção do leite já apresenta queda de quase um terço, representando diminuição de 1,5 milhão de litros por dia. Os produtores de Pernambuco também enfrentam perdas.

Desde setembro de 2011, não chove regularmente no semiárido nordestino. A seca atual, considerada a pior dos últimos 30 anos, atinge cerca de oito milhões de pessoas na região, de acordo com dados do Ministério da Integração Nacional. Um total de R$ 2,7 bilhões foram liberados pelo governo federal para serem aplicados em ações emergenciais para amenizar as consequências da estiagem.

Atualmente, cerca de 700 mil agricultores distribuídos em 800 municípios nordestinos recebem recursos do Bolsa Estiagem, que paga R$ 400,00 a cada família, em até cinco parcelas. Dos 178 municípios do Ceará, 162 tiveram perda de mais de 50% na produção de grãos, segundo dados do Comitê de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Ceará. Os grãos mais cultivados no estado são feijão, milho, mamona, arroz e algodão.

A pecuária também sofre as consequências da estiagem prolongada no Nordeste. Sem chuva, os pastos secaram e falta alimento para os animais. Os mais prejudicados são os pequenos produtores nordestinos, que praticam a pecuária semiextensiva. No Ceará, o volume de chuvas entre os meses de março e junho no semiárido foi, em média, 47% menor que em 2011.

Na Bahia, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) avalia que a pecuária de corte, assim como a de leite, apresenta sinais de redução de oferta de animais para abate. A previsão é que, em 2013, haja uma menor oferta de bois prontos para serem comercializados, devido à antecipação de animais que só seriam ofertados no próximo ano.

A Faeb estima ainda perda significativa nas safras de feijão e milho, por falta de condições de plantio. O prejuízo é sentido também nas culturas permanentes, a exemplo da cacauicultura e da fruticultura.

Em Pernambuco, as perdas na produção de carne chegaram a R$ 824 milhões, além de mais R$ 32 milhões na pecuária de leite, entre os meses de março e abril, totalizando R$ 856 milhões, de acordo com dados da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco. A estimativa de perda de peso dos animais nesses três meses é de 30% para os bovinos e de 15% para os caprinos e ovinos.

Agência Brasil

Produção acreana foi destaque na Expoacre 2012

O excelente resultado do agronegócio na Expoacre 2012 contribuiu para que as metas propostas para o volume de negócios neste ano fosse alcançada. Os números mostram a potencialidade do evento que tem se consolidado e mantem a tradição de superar os anos anteriores. E neste ano não foi diferente, foram movimentados durante os nove dias de feira R$ 131 milhões. Dentro deste volume de negócios fechados, os leilões e os produtos agropecuários somaram R$ 27 milhões.

“O balanço é muito positivo. Mais uma vez a Expoacre mostrou sua força, sendo favorável para o setor agropecuário. Com destaque para a pecuária de corte, o leilão foi um sucesso. E desta vez foi transmitido ao vivo para o interior do Estado, o que possibilitou a participação dos produtores. As casas agropecuárias também fecharam bons negócios”, destacou o secretário de Produção, Lourival Marques.

Os programas destinados ao fomento da agricultura familiar que estão em curso pelo Governo do Estado também foram destaque durante a Expoacre. Os produtores rurais participaram ativamente da Feira, trazendo animais para exposição. Os visitantes puderam conhecer um pouco do trabalho desenvolvido em várias propriedades rurais do Estado, como a ovinocultura, suinocultura, piscicultura, dentre outros.

Na ovinocultura, por exemplo, a Seaprof deu início ao programa de incentivo, que já beneficiou 330 produtores, com a entrega de 3.290 animais. A meta é de que os selecionados, por meio de busca ativa ou através das associações de produtores, recebam oito mil animais. Já está em andamento o projeto da segunda etapa do programa de ovinocultura, que vai oferecer mais 12 mil ovelhas, beneficiando 1.500 famílias.

Os irmãos Falqueto do município de Plácido de Castro fizeram parte do grupo de expositores da Expoacre. Eles venderam todos os animais que levaram para o evento. “Criar ovelhas é oportunidade de mais uma renda. Tínhamos toda a estrutura”, explica José Carlos Armini Falqueto.

E como o objetivo era o de mostrar a produção do Estado, a piscicultura não poderia ficar de fora do conjunto de informações que estavam sendo repassadas à população. No local que chamou a atenção dos visitantes foram expostos vários tipos de peixes. O espaço institucional serviu para divulgar detalhes de um dos programas de maior alcance na área de produção. O projeto que já beneficiou diretamente mais de mil produtores, com a escavação de 1.500 tanques em diversos municípios do Estado. Até o final deste ano serão incluídos mais 500 tanques, sendo que a meta é de seis mil até 2014.

O Programa de Piscicultura tem a proposta de fomentar a atividade, de forma com que o Acre se torne referência na criação de peixes. E uma das principais metas é a implantação do Complexo Industrial de Piscicultura, em Rio Branco. Ivan Barbosa, é um dos sócios da Peixes da Amazônia S/A e expôs na Expoacre. Com experiência de vários anos na criação de peixes, ele trabalha com 80 hectares de água e tem projeto para expandir a criação para 200 hectares de lâmina d’água. “Temos estrutura para tocar nosso negócio. Este programa beneficia os grandes produtores de forma indireta e a criação do Complexo irá potencializar as atividades. Temos a meta de expandir nossa produção e alcançar o mercado internacional”, destacou o produtor.

Apoio ao setor produtivo

Durante a Expoacre o governador Tião Viana participou da solenidade de assinatura de contrato de créditos rural e empresarial entre o Banco do Brasil e produtores rurais e empresários. O Banco da Amazônia também foi responsável pela liberação de crédito para fomentar a produção rural no Estado.

Através do Plano Safra, lançado pelo governo federal, foram disponibilizados R$ 18 bilhões ao setor, os recursos devem ser destinados à investimentos e custeio para a agricultura familiar. Cabe ao governo estadual aperfeiçoar as politicas públicas com foco na organização econômica e na sustentabilidade.

“As operações de custeio e investimento do Pronaf do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013 amplia a capacidade de investimento e fortalece a agricultura familiar. A presença das instituições bancárias na Expoacre aproxima as instituições dos produtores rurais”, comentou o secretário Marques.

Estímulo à produção familiar e a preservação do meio ambiente

O programa de Melinocultura e Apicultura do Acre foi lançado durante a realização da Expoacre 2012. A proposta é consolidar mais um grande investimento no setor de produção familiar. Serão investidos R$ 6 milhões, beneficiando 5 mil produtores que terão mais uma alternativa de renda, a estimativa é de que eles possam incorporar R$ 800 por mês.

A ação é compartilhada entre a Seaprof, a Secretaria de Pequenos Negócios e a Secretaria de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens). O programa já está em andamento e a proposta é atingir todo o Acre tendo como prioridade as famílias que vivem na zona rural, em áreas isoladas, famílias ribeirinhas, que vivem em parques ambientais e áreas de reservas.

O governador Tião Viana observou que este é um trabalho que enriquece a vida no campo. O programa torna-se mais uma fonte de renda para as famílias da zona rural. Tião declarou que a criação de abelhas gera uma oportunidade diferente por não degradar o meio ambiente e por fazer com que as abelhas contribuam com a diversidade na floresta.

Investindo na produção

O presidente da Federação da Agricultura, Assuero Veronez, declarou que o ato que marcou o lançamento deste programa revela a importância que o Governo do Estado tem dado ao setor de produção.

“Tudo que puder ser feito é válido. Essa vontade que o governador Tião Viana tem de apoiar a produção é inédita na história do Acre e espero que nós tenhamos muito sucesso com os resultados destes investimentos no setor”, comentou Veronez.

Adaptada pela Equipe Capril Virtual com informações Agência de Notícias do Acre

EUA planejam comprar US$ 170 milhões em carnes para ajudar produtores.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nesta semana um plano de ajuda a produtores rurais que prevê a compra de até US$ 170 milhões em carnes suína, ovina, de frango e de peixes, conforme reportagem publicada pelo Wall Street Journal. Segundo um representante da Casa Branca, o objetivo é atenuar os prejuízos causados pela forte seca no país.

Os produtos, que serão comprados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), serão repassados a programas de assistência alimentar. O governo desembolsará US$ 100 milhões com derivados de carne suína, US$ 50 milhões com frango e US$ 10 milhões tanto com produtos de carne ovina e peixes. “Os produtores terão a oportunidade de aumentar as vendas de seus produtos neste momento difícil e os preços aos consumidores serão mais acessíveis”, disse a autoridade.

Obama está em visita ao Estado de Iowa, onde aproveitou para fazer, no último sábado, um novo apelo ao Congresso para a aprovação de uma nova lei agrícola (Farm Bill), em razão da mais intensa seca cinco décadas nos Estados Unidos.

As informações são da Dow Jones, publicadas na Agência Estado, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

EXPORTAÇÕES DO MILHO CRESCEM 431,4% EM JULHO.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, destacou nesta terça-feira, 14 de agosto, o aumento de 13,2% das exportações brasileiras do agronegócio nos últimos doze meses. Nesse período, o Brasil exportou US$ 97 bilhões e importou cerca de US$ 17 bilhões, cifras que resultaram em um saldo positivo recorde de US$ 80 bilhões. Destaque para as vendas do milho no mês de julho, com ampliaram 431,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

“A escassez externa provocou a elevação das exportações do milho, principalmente devido à queda de produção dos Estados Unidos. No entanto, o Ministério da Agricultura [Mapa] está atento no sentido de garantir o abastecimento deste importante insumo para a produção de aves e suínos, no Brasil”, afirmou Mendes Ribeiro.

As exportações do agronegócio brasileiro em julho deste ano atingiram US$ 8,98 bilhões. Somada à queda de 14% nas importações, o saldo comercial do setor no período foi de US$ 7,76 bilhões.

O complexo soja foi responsável por 35% do total das exportações do agronegócio brasileiro no mês de julho de 2012, sendo tal participação de 30,1% no mesmo mês de 2011. A soja em grão teve uma elevação de 10,5% em quantidade, passando de 3,74 milhões de toneladas para 4,13 milhões de toneladas, e 10,6% no preço médio (de US$ 492 por tonelada para US$ 545 por tonelada). As vendas de farelo de soja aumentaram 52,2%.

As fortes vendas do complexo soja possibilitaram a expansão da Ásia nas vendas externas brasileiras, com aumento da participação de 35,6% para 37,8% (+2,2 pontos percentuais). A União Européia manteve a participação de 23,2%. Os países do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), por sua vez, aumentaram as aquisições em 44,3%.

Entre os 20 (vinte) principais países importadores dos produtos do agronegócio brasileiro no mês de julho de 2012, destaque para Córeia do Sul (+201,7%); Taiwan (+84,5%); Tailândia (+83,5%); Egito (+73,1%); Estados Unidos (+52,5%); e Espanha (+36,9%).

A China elevou as aquisições em 14,2%, mantendo sua expansão na participação das exportações brasileiras, que atingiram 23,9%. Os Estados Unidos aumentaram a participação de 5,9% para 8,5%.

fonte:  Equipe AgriPoint.