Regulamento 2013 – Reunião dia 28 de novembro as 19:00 na sede da ACCOBA.

Durante a nacional da raça Santa Inês que acontece durante a FENAGRO em Salvador durante o período de 24 de nov a 02 de dezembro. Estaremos realizado uma reunião para discutirmos as adequações do regulamento da raça Santa Inês para o ano de 2013.

A Reunião será exclusiva para sócio em dia com suas obrigações perante a Associação de Brasileira de Santa Inês – ABSI, na ocasião serão postas em debate as sugestões dos criadores de Santa Inês e posteriormente levadas ao conselho técnico da ABSI.

Adab planeja operações de fiscalização do trânsito nas estradas da Bahia

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, já tem programadas ações de fiscalização do trânsito até janeiro de 2013. A iniciativa da Coordenação de Barreiras Sanitárias da Agência tem contribuído para a diminuição do comércio ilegal de material clandestino nas estradas estaduais e federais em território baiano. Nos últimos dois meses as equipes inspecionaram 568 veículos que transportavam produtos de origem animal, vegetal e animais, totalizando 507 fiscalizações.

Todas as operações contaram com o apoio de 31 policiais militares, 29 Médicos Veterinários, 13 Engenheiros Agrônomos, 43 Auxiliares de Fiscalização e oito balanceiros nas várias Coordenadorias da Adab. As equipes fiscalizaram cerca de 740 mil animais, quase três toneladas de produtos de origem vegetal e 54 toneladas de produtos de origem animal. Os produtos apreendidos na BR-101 e impróprios para consumo foram destruídos no local ou conduzidos ao aterro sanitário mais próximo dos lugares da apreensão.

“Os alimentos destruídos ofereciam risco à saúde da população e à agricultura do Estado”, explica o Diretor Geral da Adab, Paulo Emílio Torres. “Por isso, as ações das barreiras sanitárias fixas e móveis nas estradas são de extrema importância. Os profissionais que atuam nessas operações também são responsáveis pela segurança alimentar na medida em que impedem a circulação de produtos impróprios ao consumo”, enfatiza Torres, lembrando que o Estado da Bahia possui uma extensa área territorial, fazendo divisa com oito unidades da federação.

“Esta condição implica em alta vulnerabilidade à introdução de pragas e doenças de importância econômica e quarentenária”, completa o Coordenador de Barreiras Sanitárias da Adab, Roberto Pacheco. “Desta maneira torna-se necessário o fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica, intensificando as fiscalizações móveis e fixas, visando disciplinar o trânsito de animais, vegetais e produtos de origem animal, garantindo assim a segurança sanitária da agropecuária baiana”, destaca Pacheco, ressaltando que as equipes das barreiras sanitárias foram estrategicamente posicionadas e em algumas rodovias estaduais.

A operação também resultou em informações sobre a circulação de material de origem agropecuária no Estado. “Pudemos observar a mapear a especificidade de cada área, constatando as necessidades de fiscalização para as regiões fiscalizadas”, esclarece o Diretor de Defesa Animal da Adab, Rui Leal. “O trabalho foi bastante proveitoso e positivo. A partir de agora as fiscalizações no trânsito serão intensificadas nas estradas em todo território baiano para garantir a sanidade do rebanho, a fitossanidade das lavouras e a segurança alimentar da população”, finaliza Leal.

fonte: Agencia de comunicação do estado da Bahia

BB ajusta estratégia para cooperativas

Depois de encerrar agosto com desempenho recorde em sua carteira de crédito destinada às cooperativas, o Banco do Brasil decidiu criar uma gerência executiva para desenvolver ações capazes de promover um crescimento de 20% ao ano. No total, a carteira do banco para associações agropecuárias, crédito rural e transportes alcançou R$ 6,8 bilhões em agosto, índice 18,36% superior ao mesmo mês do ano passado. A previsão para o fim de 2012 é chegar a R$ 7 bilhões. O plano de dar mais ênfase às cooperativas foi idealizado pelo vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do BB, Osmar Dias.

Por meio dessa nova gerência, o objetivo é fortalecer a integração entre as cooperativas e o Banco do Brasil, aumentando os financiamentos. “As cooperativas podem atuar como um catalisador do banco ao pegar uma linha de crédito e distribuí-la entre seus cooperados”, afirmou o gerente-executivo da Gerência de Negócios com Cooperativas (Genec), Álvaro Tosetto.

Ainda em fase de avaliação, a Genec estuda o atendimento dado pelas agências bancárias às cooperativas em todo o país. Porém, foi identificado nos primeiros levantamentos a necessidade de melhorias na utilização dos serviços do banco. “Pretendemos sair somente do crédito para caixas automáticos, cartões, seguros, entre outros. Dessa maneira, Tosetto avalia que uma cooperativa tem condições de usar mais produtos. “E fazer todas as suas transações em um só lugar, com uma só pessoa”, reforça.

Segundo o gerente, por enquanto não foi detectada a necessidade de criação de novas linhas de crédito. A ideia é trabalhar diretamente com as cooperativas mostrando como realizar projetos para liberação de financiamentos. “Na semana passada visitamos a Coopercitrus, em Bebedouro (SP), e mostramos como funciona o programa ABC – plano do governo para estimular a adoção de práticas agrícolas mais parceiras do meio ambiente. Tosetto avalia que o encontro auxiliou a cooperativa a fazer diferentes projetos para serem apresentados aos produtores.

“Uma cooperativa pode contratar um crédito para vender insumos e revendê-los para seus associados. O produtor pode se beneficiar com preços menores provenientes de uma grande compra”, explicou o executivo.

Entretanto, Tosetto compreende que é necessário o treinamento das equipes das agências para que elas ofereçam mais serviços e de forma simples. Em todo o Brasil, existem cerca de 6,5 mil cooperativas e mais de 10 milhões de cooperados, segundo dados do ano passado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O BB trabalha com 598 delas, mas quer aumentar esse número nos próximos anos.

fonte: valor economico

OVINOCULTURA CONTINUA CRESCENDO EM MATO GROSSO

De acordo com o zootecnista e coordenador estadual da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) Paulo de Tarso, o Estado tem potencial para se transformar no maior produtor do país, porém precisa vencer alguns desafios.

Entre eles a necessidade da implantação de ações voltadas ao incentivo do consumo, além de levar conhecimento ao produtor de que a atividade pode ser rentável, com o atrativo de ocupar um pequeno espaço na propriedade. O coordenador aponta como um dos principais ganhos este ano a entrada da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) nas atividade do setor.

O primeiro dia de campo do setor Famato em Campo reuniu aproximadamente 200 pessoas na Fazenda Herkapi, em Sorriso. O presidente da Famato, Rui Prado, ressaltou que a entidade está empenhada em incentivar outras atividades econômicas, como a produção leiteira, a ovinocultura e também a piscicultura. Prado disse ainda que Estado oferece inúmeras oportunidades para diversificar a produção e desenvolver outras cadeias produtivas com potencial, mas que ainda são consideradas pouco expressivas, como a ovinocultura.

O Estado possui um rebanho de 1,4 milhões de cabeças de ovinos, de acordo com dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado Mato Grosso (Indea), e cresce a uma taxa de 27% ao ano, respondendo por cerca de 11% do rebanho nacional, que é de 17 milhões de animais. Na avaliação de Paulo de Tarso, a partir de planejamento e eficiência na criação, como pilares para a boa produção, a atividade pode ser uma alternativa para diversificar a geração de renda no campo.

A fazenda Harkapi é considerada modelo na criação de ovinos e na integração lavoura pecuária. A família Piccoli entrou na atividade em 2006 com 30 animais. Hoje são 2.500 cabeças das raças Santa Inês, Dorper, Lacaune, White Dorper e Texel que ocupam apenas 35 hectares da propriedade. Segundo o proprietário, Hernandes Piccoli, o mais interessante é mostrar que é possível criar ovinos em integração com outras culturas, como soja e milho e também a pecuária de corte ocupando áreas mais acidentadas, que não são mecanizáveis.

Paulo de Tarso destaca ainda a implementação da comercialização como outro incentivo para os produtores, que até pouco tempo não tinham onde vender sua produção. Recentemente foi dado início às obras de um frigorífico em Terra Nova do Norte – com Inspeção Federal – e ainda há dois grandes frigoríficos em Rondonópolis e outro em Alta Floresta, além de haver compradores de outros estados vindo buscar o produto em Mato Grosso. “Não podemos mais reclamar que existe só um comprador, as opções a cada dia que passa aumentam”.

As informações são do jornal A Gazeta, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

ILPF em ovinos: animais são mais seletivos

Para facilitar a vida do produtor rural e melhorar cada vez mais a qualidade da produção, seja animal ou vegetal, diferentes sistemas de produção são estudados para gerar informações cada vez mais relevantes para o homem do campo. Um desses sistemas é a Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que promete facilitar a vida do produtor de ovinos a partir do momento que não exige diversas renovações de pastagem. Segundo Tânia Luisa Maldaner, pós-graduanda da Universidade de Brasília (UNB), os cuidados de manejo no ILP, seja para bovinos, caprinos ou ovinos, são praticamente os mesmos. A única diferença é que caprinos e ovinos exigem alguns cuidados a mais, pois eles são animais mais seletivos que os bovinos.

Com relação à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, devemos tomar cuidado com as árvores que implantamos porque, dependendo da espécie, os animais podem vir a comer o caule das árvores e morrer. Já em relação ao pasto, o Tifton 85 seria uma pastagem boa para fazer a integração — afirma a pós-graduanda.

Com relação às árvores mais indicadas, Tânia explica que as frutíferas, como a manga e a laranja, seriam um empecilho. Isso porque, às vezes, os animais podem vir a comê-las, já que a casca é palatável. Já o eucalipto não apresenta problemas até certa altura porque eles não conseguem comer as folhas.

A Integração Lavoura-Pecuária traz várias vantagens. Uma delas é a renovação da pastagem. Se tivéssemos uma pastagem normal, teríamos que ficar renovando a pastagem de tempos em tempos. Quando fazemos a ILP, renovamos e adubamos o solo dessa pastagem, não sendo mais necessária a renovação — diz.

Tânia afirma ainda que o sistema exige os mesmos cuidados, tanto para ovinos, quanto para bovinos, principalmente quando a questão é cuidar bem da pastagem. Como exemplo, ela fala que, ao fazer a lavoura no período da chuva, deve-se deixar os animais em um espaço menor.

A lavoura deve ser feita em outro espaço e, nesse espaço, colher o milho ou o que for. Depois, na época da seca, os produtores vão utilizar esse espaço para colocar os animais. Portanto, os cuidados são os mesmos de uma pastagem normal. Diferenciam-se apenas na época da integração, ou seja, os animais devem ficar em outro espaço quando as plantas estiverem em um período no qual eles possam comer suas folhas — orienta.

Para mais informações, basta entrar em contato com a UNB através do número (61) 3107-3300.

Cana é alternativa para substituir milho na alimentação de cabras e ovelhas.

Pesquisa. Segundo estudo da Unesp, com alto teor energético, a cana-de-açúcar serve para animais de baixa produção em época de escassez de silagem

A cana-de-açúcar in natura pode ser uma alternativa mais barata de alimentação para cabras leiteiras em períodos de escassez de alimento para os animais de pequena produção, em substituição à silagem de milho. Foi o que mostrou o estudo da Unesp de Botucatu, com colaboração Câmpus de Jaboticabal, de autoria do pesquisador Gil Ignácio Lara Canizares, que testou a dieta em animais da fazenda experimental de Botucatu e em diferentes proporções – 100% silagem de milho no volumoso; 33% de cana e 67% de silagem; 67% de cana e 33% de silagem; e 100% de cana-de-açúcar.

Nos quatro casos, não houve variação na produção de leite das cabras, que mantiveram uma produção diária de 1,7 litros por cabeça. “Foi uma sugestão como uma substituição parcial no volumoso da silagem de milho, que muitas vezes fica inviável economicamente para o produtor. A cana pode ser substituída em pequenas quantidades para nutrição de cabras que não têm alta produção, em épocas críticas de produção de alimento”, afirma.

Apesar de possui um alto valor energético e da facilidade de obter o produto em algumas regiões, a cana apresenta algumas ressalvas que devem ser levadas em consideração pelo produtor na hora de substituir a alimentação do rebanho. “Uma das coisas que dificulta o uso da cana-de-açúcar para alimentação das cabras leiteiras é o seu alto teor de fibras. A cana-de-açúcar tem um potencial de digestão de cerca de 50%, enquanto a silagem de milho tem entre 65% a 70%”, explica Canizares.

Além do alto teor de fibras, outras desvantagem da cana é o seu baixo teor de proteínas. “Por isso, uma ideia é diluir um pouco de uréia como parte do concentrado para formar parte da dieta”, orienta.

Embrapa

A Embrapa Caprinos e Ovinos também vai começar, ainda este ano, um estudo com a utilização da cana-de-açúcar para a alimentação de cabras leiteiras de baixa produção como alternativa mais econômica.

“A gente sabe que a cana é um alimento energético, rica em carboidratos solúveis, mas, ao mesmo tempo, tem um teor de fibra alto, o que compromete um pouco a ingestão. Então vale a pena a gente pensar em trabalhar por conta desse aspecto positivo (alimento energético) em fornecer a cana para os animais”, afirma o pesquisador da instituição, Marcos Cláudio Pinheiro.

Segundo ele, a importância de analisar o potencial da cana-de-açúcar como alternativa está relacionada ao sistema agroindustrial do país e à região onde naturalmente há uma produção de cana.“Toda vez que você trabalha com alimentos alternativos, a ideia é ver o valor nutritivo e a disponibilidade regional, porque é isso que vai fazer com que alguém tome a decisão de substituir um alimento tradicional por um alternativo”.

Pinheiro ressalta, ainda, que é possível verificar, no site da Embrapa, outras alternativas de alimentação para caprinos e ovinos com estudos já realizados pela empresa com subprodutos de frutas como o maracujá, abacaxi, acerola e algumas plantas forrageiras.

“Cada tipo de subproduto tem uma caracterização própria para o produtor. Então, ele pode acessar o site da Embrapa Caprinos e conferir as pesquisas realizadas com cada produto e, a partir daí, tomar uma decisão com o que ele espera substituir”, destaca.

 

fonte: accoba

O que é e como evitar a manqueira nos ovinos e caprinos?

Manqueira é como é popularmente conhecido o Carbúnculo Sintomático, causada pelo Clostridium chauvoei, esta enfermidade é classificada como uma clostridiose, tema já abordado por essa coluna em edições anteriores.

Nos ovinos, a manqueira, quase sempre é originada por infecção de feridas cutâneas durante a tosquia, o corte de cauda e do umbigo, ao nascimento, podem provocar o desenvolvimento de lesões locais. Nas ovelhas adultas infecções da vulva e vagina durante o parto podem provocar surtos graves. A ocorrência da doença em carneiros de até um ano de idade ocorre provavelmente devido a infecções cutâneas ocasionadas por brigas. A melhoria do estado nutricional com o incremento indevido no fornecimento de proteínas aumenta à suscetibilidade a doença.

Nos animais com lesões na musculatura dos membros provocadas pelo carbúnculo sintomático, observa-se marcha rígida, e o animal não mostra intenção de mover-se devido à intensa claudicação. Nos casos que a infecção se dá por feridas na pele, vulva ou vagina há uma extensa lesão no local. O edema com crepitação subcutânea somente é observado após o óbito. Em todos os casos há febre alta, anorexia, depressão e a morte ocorrem rapidamente. Ovinos acometidos por miosite cardíaca causada pelo Cl. chauvoei geralmente são encontrados mortos. Os animais acometidos podem ser tratados com antibioticoterapia intravenosa e com a remoção cirúrgica das áreas de lesão. A vacinação correta é importante para a prevenção.

Em caso de surtos da enfermidade na propriedade um médico veterinário da região deve orientá-los para um melhor protocolo de manejo e de vacinações para o controle dessa doença.

AgroValor Responde – Edson Serqueira Campos

MG: ovinocaprinocultura encontra-se em franca expansão

A regulamentação da produção mineira de derivados provenientes da ovinocaprinocultura, aprovada pelo governo mineiro em 2011, através do projeto de lei “Leite Legal”, trouxe novo fôlego à atividade. Produtores que antes trabalhavam na ilegalidade estão investindo na estruturação e ampliação da atividade. A criação de núcleos regionais e a identificação de indústrias âncoras são ações consideradas fundamentais para dar segurança aos investimentos na atividade.

De acordo com a presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Caprileite/Accomig), Aurora Maria Guimarães Gouveia, as expectativas em relação à expansão da atividade são positivas. “Com a regulamentação da produção de derivados ficou mais seguro investir na atividade. Minas Gerais possui grande tradição na criação de caprinos e ovinos e mercado demandador, o que faltava era a regulamentação. Agora que a produção foi legalizada, estamos priorizando a criação de núcleos regionais e parcerias para que os produtores possam investir com segurança, tenham uma indústria para processar e mercado para comercializar os produtos”, diz.

Ainda segundo Aurora, já foram instaladas em Minas Gerais cinco unidades regionais, e deste total quatro serão voltadas para a atividade leiteira e uma para a produção de carne.

O núcleo do Nordeste do Estado, com sede no município de Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha, irá direcionar os trabalhos para a produção de carne. No município de Poté, próximo ao núcleo, será construído um frigorífico que, além do abate de bovinos e suínos, também irá abater caprinos e ovinos.

Adaptação – A expectativa de investimento na adaptação das estruturas do frigorífico para o abate dos animais será de R$ 300 mil, e a construção deve ser iniciada em outubro. Atualmente, os produtores que já desenvolvem a atividade destinam os animais para serem abatidos no Rio de Janeiro.

“Vamos buscar junto ao governo do Estado incentivos, como financiamento, para a instalação do frigorífico. O projeto original visava apenas o abate de bovinos e suínos, mas conseguimos firmar parceria para que o abate fosse estendido para os caprinos e ovinos. A medida será fundamental para aumentar a produção na região, uma vez que a atividade já é desenvolvida, possui rebanho apropriado para o corte e ainda existe grande demanda no mercado pela carne”, avalia.

Existe também para a região projeto de instalação de uma usina para processamento do leite em sistema de agricultura familiar. O trabalho será baseado no desenvolvido na Bahia, onde os produtores utilizam as cabras para a subsistência e comercializam o leite excedente. A produção é destinada à merenda escolar, asilos e creches. O objetivo é ampliar a renda dos envolvidos na atividade.

Nos demais núcleos, os trabalhos serão voltados para o processamento do leite. O objetivo é ampliar o número de agroindústrias para gerar segurança e incentivar os aportes por parte dos produtores. As unidades estão instaladas em Florestal, Itabirito, ambas na região Central, e Caxambu, no Sul do Estado. A de São Gotardo, no Alto Paranaíba, será aberta em janeiro de 2013.

Rentável – Para o proprietário do criatório Capril Caprivama e da indústria de processamento Viscon Lácteos, Pedro Paulo Vasconcelos Leite, as expectativas em relação à caprinocultura de leite são excelentes. “Com a instalação dos núcleos, o incentivo à industrialização e o aumento da produção de leite, vamos ganhar escala de produção e garantir o abastecimento. O desenvolvimento da atividade será fundamental para ampliar as opções de marcas disponibilizadas no mercado e, com isso, tornar o produto mais competitivo, o que incentiva o consumo e a geração de renda”, ressalta.

Segundo Vasconcelos, a atividade é rentável e os custos de produção são inferiores aos da atividade bovina. O produtor recebe em média R$ 1,50 por litro de leite e no caso do comércio de queijo o preço médio é de R$ 40 por quilo. De acordo com a Caprileite/Accomig, a produção de leite de cabra em Minas Gerais é crescente e deve triplicar até o final do ano. A média produtiva é de 30 mil litros de leite formal por mês. Atualmente são 2 mil produtores cadastrados no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

As informações são do Diário do Comércio de Minas Gerais, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

Austrália suspende exportação de ovinos vivos para o Oriente Médio

A Austrália suspendeu nesta quinta-feira as exportações de ovinos vivos para o Oriente Médio. O governo australiano quer esclarecer os termos dos acordos comerciais com os seus maiores clientes. Três navios ficaram parados no porto de Fremantle, em Western Australia, e outro em Adelaide, South Australia, segundo o vice-secretário do Departamento de Agricultura do país, Phillip Glyde. As embarcações aguardam para carregar mais de 250 mil ovinos e 10 mil cabeças de gado para o Oriente Médio.

Enquanto isso, mais de 21 mil ovinos estão sendo sacrificados no Paquistão depois que o Bahrain os rejeitou no mês passado por suspeita de doença. O departamento de Agricultura australiano suspendeu as exportações enquanto tenta esclarecer as disposições dos acordos diplomáticos com seus clientes que dizem respeito ao desembarque de animais, mesmo se houver dúvidas em relação à sanidade.

Glyde destacou que os exportadores australianos já haviam optado por suspender embarques para o Bahrein, terceiro maior cliente no mercado de ovinos vivos, devido a temores de que os animais fossem rejeitados novamente. O vice-secretário disse ainda que o departamento tinha certeza da saúde dos animais destinados à exportação e não sabia explicar por que eles haviam sido rejeitados. “O risco de rejeição inesperada é visto como grande demais, então a indústria decidiu não fazer embarques para o Bahrein no futuro próximo”, afirmou.

O Oriente Médio é o maior mercado consumidor de ovinos vivos da Austrália. A região respondeu por quase todos os 2,5 milhões de animais que a Austrália vendeu ao exterior em 2011, segundo dados da associação industrial Livecorp. As exportações de animais vivos renderam 328 milhões de dólares australianos (US$ 343 milhões) à Austrália em 2011.

Críticos já haviam denunciado exportações de animais vivos como cruéis e desnecessárias. O senador australiano Lee Rhiannon disse que o governo “perdeu o controle” da cadeia produtiva. Também pediu a suspensão das vendas externas de animais vivos e o aumento do suporte à indústria de carne processada australiana.

O vice-secretário destacou, no entanto, que as exportações de animais vivos têm perspectiva de crescimento no longo prazo por causa do aumento da demanda por carne no Oriente Médio e na Ásia. Camberra está perto de assinar um acordo com o Irã para viabilizar as exportações de animais vivos, segundo Glyde. “Sempre estamos interessados em abrir novos mercados, assim como a indústria”, destacou. “Não há motivos para impedir o início das negociações.”

A executiva-chefe do Conselho dos Exportadores de Gado da Austrália, Alison Penfold, disse que o problema com os ovinos pode afetar a reputação dos produtores e exportadores de carne bovina do país. Ela argumentou que a Austrália tem um dos mais rígidos padrões sanitários para exportação de animais do mundo. “As vendas ao exterior são vitais não apenas para os exportadores, mas também para os produtores”, disse Penfold. “Muitos produtores têm direcionado seus negócios para fornecer gado para exportação de animais vivos. A pressão está aumentando sobre os produtores de ovinos, especialmente.”

As informações são da Dow Jones, publicadas na Agência Estado e adaptadas pela farmpoint

MAPA: produtores de caprinos e ovinos conhecem plano de trabalho do Denacoop

O setor produtivo de caprinos e ovinos conheceu em detalhes o Plano de Trabalho do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foi durante reunião da Câmara Setorial da cadeia, nesta quarta-feira, dia 19 de setembro, em Brasília.

O técnico do Denacoop Luiz Lesse explicou o funcionamento do departamento, os eixos estratégicos, bem como as linhas de atuação do Denacoop. O objetivo da Câmara, segundo o presidente Francisco Edilson Maia da Costa é que as entidades envolvidas na criação de cabras, bodes e ovelhas no país identifiquem a contribuição que o associativismo e o cooperativismo podem dar para impulsionar o setor.

No Brasil são seis mil cooperativas, com nove milhões de associados e geração de emprego estimada em 300 mil. As cooperativas agropecuárias têm papel importante dentro desse negócio, são mais de 1,5 mil cooperativas no País e, muitas delas, responsáveis pela exportação direta de US$ 6,1 bilhões. Entre os setores que mais contribuem para o volume comercializado no exterior, o sucroalcooleiro, soja e café.

As entidades também discutiram a situação atual do projeto que está desenvolvendo a planta de referência para abate desses animais, a captação de oportunidades para os setores de ovinocultura e caprinocultura, assim como o estudo zoossanitário da caprinocultura e da ovinocultura no Brasil, desenvolvido pelo Mapa, em parceria com a Embrapa.

As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe FarmPoint.