Salvador será mais uma vez a Capital Nacional da Raça Santa Inês. De 30 de Novembro a 08 de Dezembro de 2013 acontece a FENAGRO 2013, Exposição Nacional da Raça Santa Inês.
Arquivos do Autor:absantaines
De 10 a 14 de abril – EXPOBAHIA 2013
Primeira etapa do 13˚ Campeonato de Ovinocaprinocultura do Estado acontece na Expobahia 2013
Cerca de 700 animais participam do evento
A Expobahia – Semana Baiana do Cavalo, que acontece entre os dias 9 e 14 de abril, no Parque de Exposições de Salvador, abre espaço também para os caprinos e ovinos. A primeira feira agropecuária do calendário soteropolitano dá início à primeira etapa do 13˚ Campeonato de Ovinicaprinocultura do Estado, no qual cerca de 800 animais serão avaliados em diversas categorias.
Promovido pela Associação de Criadores de Caprinos de Ovinos da Bahia (Accoba), o campeonato itinerante é realizado em 12 etapas, em diferentes cidades. A primeira fase começa na próxima terça-feira, 9, e segue até o sábado, 13, quando os grandes campeões serão julgados e premiados no valor montante de R$ 15 mil. Até a última etapa do Ranking 2013, que acontece durante a Fenagro, o valor acumulado chega a R$ 150 mil.
Participam dos julgamentos ovinos das raças Santa Inês, Dorper, White Dorper e Rabo Largo; e caprinos das raças Anglo Nubiana, Boer e Saanen. O Ranking é disputado nas categorias “Melhor Criador do Ano”, “Melhor Expositor do Ano”, “Melhor Macho do Ano”, “Melhor Fêmea do Ano”, “Melhor Reprodutor e Melhor Matriz”.
Para o diretor de eventos da Accoba, Anderson Pedreira, a presença da Ovinocaprinocultura na Expobahia 2013 é bastante significativa, sendo esse um dos principais segmentos da pecuária baiana. “A criação de caprinos e ovinos tem tudo para se tornar a maior força da pecuária da Bahia nos próximos anos, principalmente nas regiões semi-áridas, caracterizadas por longos períodos de estiagem, com os quais os animais conseguem se adaptar muito bem”, afirma.
IX Leilão Accoba Show – Durante à tarde do sábado, 13, acontece ainda a 9a edição do Leilão Accoba Show, no recinto Bambuzal do Parque de Exposições de Salvador. Trinta e oito lotes de animais devem ser apresentados, incluindo os campeões dentes de leite da Expobahia 2013, que serão premiados, durante a manhã, do mesmo dia. O evento é aberto aos visitantes da feira.
Regulamento oficial 2013.
Durantes os dias 18 e 19 de dezembro de 2012 o Colegiados de Jurados da Raça Santa Inês – CJRSI esteve reunido em Salvador para fazer as atualizações nos regulamentos de Exposição, Julgamento e Pontuação de julgamento. Na ocasião foi criado o Código de ética do Expositor bem como o Código de Ética do Jurado da ABSI.
Confira abaixo nos link todas as Mudanças e ajustes que passam a valer já na Expobahia – Exposição Oficial da Absi que este ano abre o Calendário do Ranking Nacional que acontecerá entre os dias 10 e 14 de Abril de 2013.
Regulamento Geral de Exposições 2013
TENDÊNCIA DE MERCADO PARA OVINOCULTURA SÃO DISCUTIDAS NA SECOB.
Nesta quarta-feira (5), segundo dia da VIII Semana da Caprinocultura e da Ovinocultura Brasileiras (SECOB), os participantes puderam discutir tendências de mercado para os produtos da caprinocultura e ovinocultura. O debate, realizado no Auditório Central da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), foi iniciado pelo professor Paulo Niederle, do Departamento de Economia Rural e Extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com sua palestra sobre a construção social de mercados para a pecuária familiar no Brasil. Ele apontou mudanças em padrões de consumo que podem favorecer produtos antes só comercializados em mercados muito específicos, como os orgânicos, tradicionais e os de indicação geográfica.
De acordo com Niederle, as noções dos consumidores sobre a qualidade dos produtos tendem a acrescentar variáveis como a preocupação com saúde e sustentabilidade, a justiça social no processo produtivo, a tradição e origem dos produtos. “Os produtos orgânicos e agroecológicos tinham, no início, mercados locais, feiras específicas, mas hoje estão sendo incorporados por grandes redes varejistas que, atualmente, já se tornaram os maiores vendedores deste tipo de produto no Brasil”, exemplificou o professor.
Na avaliação dele, produtos como os derivados do leite caprino e ovino e da carne desses animais têm potencial para inserção nestes novos mercados, desde que os arranjos produtivos favoreçam a agregação de valor e divulgação destes produtos. Ele tomou como exemplo o caso de marca coletiva do território de Alto do Camaquã (RS), onde a atuação conjunta da Embrapa, associações de produtores, Emater, governo estadual e universidades trouxe resultados como a “cesta” que inclui produtos e serviços, como carne de cordeiro, artesanato local e roteiros turísticos.
Após a palestra, o espaço foi aberto para mesa redonda com os participantes do evento e também com dois convidados que deram sua contribuição via videoconferência: os empresários do ramo de produção de leite de cabra Maria Pia Paiva (Capril Sanri) e Paulo Cordeiro (Caprilat). Maria Pia apontou que ainda há necessidade de informação sobre as preferências do consumidor do leite caprino e seus derivados a serem supridas. “Será que estamos fazendo os produtos que o consumidor prefere? Ainda não conhecemos bem nosso mercado, o que querem os compradores”, ponderou ela.
Paulo Cordeiro afirmou que a cadeia produtiva deve se preocupar com uma melhor divulgação dos derivados do leite de cabra e seus benefícios. O empresário cobrou também uma legislação específica referente à qualidade do leite caprino e a preocupação com a inserção de novos produtos no mercado nacional, como forma de ampliar as possibilidades de oferta. A mesa redonda do segundo dia contou ainda com participações de representantes de órgãos governamentais, laticínios, produtores rurais e empresas privadas.
Adilson Nóbrega
Embrapa Caprinos e Ovinos
O que a América Latina está desenvolvendo em pesquisas sobre conservação de forragens.
A cada 3 anos a comunidade científica pertencente aos assuntos relacionados à conservação de forragem se reúne em um congresso chamado International Silage Conference.
Este ano o evento foi realizado na Finlândia no mês de junho e teve participação de 35 países com publicações de 212 artigos com enfoque em conservação de forragens. A Figura 1 apresenta a proporcionalidade das publicações dividida entre as diferentes regiões do mundo. O grande destaque foi para os países pertencentes ao continente Europeu que apresentaram 59,4% dos trabalhos, seguido pela Ásia com 18,4% do trabalhos. A América Latina ficou em terceiro lugar com publicação de 24 artigos.

Figura 1. Proporção de trabalhos publicados em diferentes regiões do mundo.
A Figura 2 apresenta os países participantes da América Latina, onde se destaca a participação do Brasil com 70,8% dos trabalhos publicados dentro desta região, seguidos pelos países: Colômbia, Porto Rico e Nicarágua.

Figura 2. Proporção de trabalhos publicados dentro da América Latina.
Um ponto de destaque para a América Latina pode ser visualizado na Figura 3, onde é apresentado os 10 primeiros países com maior número de publicações. Apesar do continente Europeu e a Ásia terem apresentado maior quantidade de trabalhos, quando as publicações são apresentadas por países, o Brasil ocupa o quarto lugar em número de publicações, com 8,0% do total de trabalhos publicados, sendo inferior somente ao país sede da conferência (Finlândia), Alemanha e China, o que demonstra o grande enfoque que o país vem desempenhando nessa área de conhecimento.

Figura 3. TOP 10 países com maior número de publicações.
Apenas relacionando os trabalhos desenvolvidos na América Latina, o três principais temas abordados foram (Figura 4): 1) Nutrição; 2) Aditivos e 3) Vedação. Os trabalhos envolvendo nutrição estão relacionados aos efeitos de silagens com o desempenho animal, parâmetros ruminais, produção de bovinos de corte e bovinos de leite. O tema aditivos se refere ao estudo de bactérias utilizadas na fermentação das silagens, bem como o uso de ácidos e enzimas. O tema vedação traz consigo estudos relacionados com diferentes lonas e seus impactos na qualidade da silagem e sua deterioração.

Figura 4. TOP 3 áreas de estudo relacionados com a conservação de forragens.

Figura 5. TOP 3 grupos de silagens em estudo.
Na Figura 5 são apresentadas as principais silagens estudadas, as quais foram subdivididas em milho e sorgo, gramíneas e leguminosas e cana-de-açúcar. O grupo de maior quantidade de estudos está relacionado ao uso de milho e sorgo, com 41,7% dos trabalhos gerados. Com relação aos aditivos utilizados (Figura 6) nos trabalhos da América Latina, observa-se que as bactérias mais utilizadas foram o Lactobacillus plantarum e Lactobacillus buchneri, sendo que dentre os ácidos o único mencionado foi o benzoato de sódio.

Figura 6. Principais aditivos envolvidos nos estudos.
Deve-se ressaltar que a importância do tema conservação de forragens vem crescendo a cada ano, onde se observa incrementos no profissionalismo para a confecção desse tipo de alimento.
Conforme demonstrado acima se pode inferir que a América Latina vem apresentando destaque com o tema conservação de forragens, gerando conhecimento local aplicável as condições dessa região. O Brasil vem ganhando evidência e por essa razão, o país será o país sede para o próximo congresso em 2015.
farmpoint
ABARES: previsões para o mercado de carne ovina
De acordo com o último relatório sobre commodities agrícolas da Agência Australiana para Agricultura, Recursos Econômicos e Ciências (Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences – ABARES), os preços dos cordeiros caíram significantemente nos últimos meses na Austrália, refletindo uma maior disponibilidade e condições climáticas menos favoráveis. Em resposta, os produtores buscaram aumentar seus retornos, o que resultou em um grande aumento nas vendas diretas aos processadores.
Apesar do aumento nas vendas diretas aos processadores, o número de cordeiros vendidos em leilões permaneceram relativamente sem mudança com relação ao ano anterior, alcançando 3,4 milhões de cabeças em cinco meses até novembro de 2012. Para 2012-13 como um todo, o preço ponderado médio dos cordeiros deverá declinar 18%.

Nos dois últimos anos, as condições favoráveis permitiram uma forte reconstrução do rebanho, com o número de ovelhas estimado em cerca de 44 milhões em junho de 2012. Como resultado, os números de cordeiros comercializados em 2012-13 deverão ser aproximadamente 1 milhão de cabeças maior do que a média dos últimos cinco anos. Nos primeiros três meses de 2012-13, 5 milhões de cordeiros foram abatidos, 9% a mais que no mesmo período do ano anterior.
Abates de cordeiros e ovinos adultos deverão aumentar
Para 2012-13 como um todo, os abates de cordeiros deverão alcançar 21 milhões de cabeças, o maior nível desde 1971-72. Refletindo esse aumento, a produção de carne de cordeiro deverá aumentar 10%, para 460.000 toneladas em 2012-13.

Os abates de ovinos adultos deverão aumentar em 2012-13, refletindo o efeito de condições climáticas menos favoráveis e a previsão de menores retornos aos produtores de cordeiros e lã. Os abates de ovinos deverão aumentar 28%, para 6,6 milhões de cabeças, em 2012-13, produzindo cerca de 152.000 toneladas de carne de carneiro.
O aumento significante nos abates deverá desacelerar o crescimento no rebanho nacional. Em 2012-13, o rebanho deverá permanecer sem mudanças, de um número estimado de 76 milhões em 2011-12.
Exportações de carne de cordeiro da Austrália deverão alcançar recordes
O aumento esperado na produção de carne de cordeiro deverá resultar em um aumento de 15% nos volumes exportados em 2012-13, para um recorde de 200.000 toneladas (peso exportado). Estados Unidos, China e Oriente Médio deverão ser responsáveis pela maioria do aumento, à medida que os menores preços de exportação e as maiores rendas se combinam para apoiar uma maior demanda dos consumidores.
As exportações de carne de cordeiro aos Estados Unidos, maior mercado da Austrália, aumentaram 12% com relação ao ano anterior, para cerca de 15.200 toneladas, nos primeiros cinco meses de 2012-13. Além dos menores preços de exportação, os maiores envios refletem uma produção doméstica historicamente baixa nos Estados Unidos e melhores nos gastos dos consumidores. Uma forte demanda por exportações australianas de carne é esperada para o restante de 2012-13, apoiada pela recuperação da demanda pelos consumidores. As exportações de carne de cordeiro australiana aos Estados Unidos deverão ser de cerca de 38.000 toneladas em 2012-13, após os envios terem totalizado 34.737 toneladas em 2011-12.

As exportações ao Oriente Médio deverão crescer em 2012-13. Nos cinco meses até novembro de 2012, as exportações à região aumentaram 49% com relação ao ano anterior, com o crescimento principalmente direcionado pelos envios a mercados historicamente pequenos. Por exemplo, as exportações australianas ao Irã alcançaram 4.261 toneladas nos primeiros cinco meses de 2012-13, comparado com 3.233 toneladas em 2011-12 como um todo. Considerando o forte começo do ano, as exportações australianas ao Oriente Médio deverão exceder o recorde de 42.713 toneladas alcançados em 2011-12.
O valor das exportações australianas de carne de cordeiro deverá aumentar em 2012-13 em 2,8%, para A$ 1,1 bilhão (US$ 1,15). O efeito nos ganhos de exportação dos menores valores unitários deverá ser mais que compensado pelos aumentos significantes nos envios.
Os volumes exportados de carne de carneiro cresceram 37% com relação ao ano anterior nos primeiros cinco meses de 2012-13, alcançando quase 49.000 toneladas. Mais notavelmente, os envios a dois grandes mercados da Austrália, China e Arábia Saudita, aumentaram 226% e 76%, respectivamente, durante o mesmo período. Para 2012-13 como um todo, as exportações australianas deverão aumentar 31%, para 117.000 toneladas, refletindo maiores abates de ovinos. Esse aumento previsto nas exportações deverá mais que compensar os efeitos das quedas nos valores unitários sobre os lucros de exportação, resultando no valor das exportações de carne de carneiro aumentando 16%, para A$ 420 milhões (US$ 440,70 milhões) em 2012-13.
Maior produção e exportações da Nova Zelândia
Em sua mais recente previsão, o Beef + Lamb New Zealand previu que as vendas de cordeiros da Nova Zelândia na primavera de 2012 aumentarão 3,4%, refletindo principalmente as melhores condições climáticas, particularmente na Ilha do Norte. Como resultado desse aumento, a expectativa é que a produção de carne de cordeiro da Nova Zelândia aumente 4,1%, para cerca de 372.000 toneladas (peso carcaça) em 2012-13, o que levará a uma maior competição com a carne de cordeiro da Austrália nos mercados de exportação.
Considerando a expectativa de uma contínua fraca demanda na Europa, principal destino de exportação da Nova Zelândia, a maior produção neozelandesa deverá ser desviada a outros mercados. Entretanto, isso ainda não teve impacto significante nos volumes de exportação da Austrália. Na China, por exemplo, as exportações de carne de cordeiro da Nova Zelândia aumentaram 55% com relação ao ano anterior, para cerca de 14.100 toneladas nos quatro meses até outubro de 2012. Apesar dessa competição, os envios australianos à China também aumentaram no mesmo período, em 36%, para 9.948 toneladas.

A maior oferta da Austrália e da Nova Zelândia deverá manter a pressão sobre os preços de exportação no restante de 2012-13. Combinado com um crescimento na renda, os menores preços de exportação deverão apoiar contínuos aumentos na demanda dos mercados em desenvolvimento, particularmente China e Oriente Médio. Com a adição da recuperação nos gastos dos consumidores dos Estados Unidos, a demanda global deverá ser mais do que suficiente para absorver o aumento nos envios desviados dos mercados tradicionais da Nova Zelândia na Europa.
Ovinos vivos
As exportações de ovinos vivos da Austrália deverão declinar 22% em 2012-13, para cerca de 2 milhões de cabeças, após os envios terem totalizado 2,6 milhões de cabeças em 2011-12. O declínio previsto reflete uma combinação de menor demanda de alguns importantes mercados de exportação, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, problemas comerciais em outros mercados, incluindo Bahrain, e uma redução no número de ovinos disponíveis para exportação em pé, particularmente da Austrália Ocidental, que tradicionalmente fornece 75% das exportações totais de ovinos vivos do país. Como resultado, o valor das exportações de ovinos vivos deverá cair 27%, para A$ 250 milhões (US$ 262,32 milhões) em 2012-13.
fonte: farmpoint
FENAGRO 2012 FOI A MELHOR DOS ÚLTIMOS ANOS.
Considerada a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste e uma das cinco maiores do Brasil, a Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro 2012) superou as expectativas dos organizadores e expositores na sua 25a edição. O evento, realizado entre os dias 24 de novembro e 2 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador, registrou recorde de bilheteria e ultrapassou em 20% a movimentação financeira prevista, que era de R$100 milhões. Este ano, 21 leilões foram realizados, garantindo cerca de 25% do total faturado. Além disso, houve um aumento de 16% em ingressos vendidos em relação ao ano passado, num total de 300 mil visitantes nos nove dias de feira.
Feliz com os resultados alcançados, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, lembrou que no primeiro dia do evento havia fila de criadores desejando participar, mas a demanda foi muito grande e todas as baias e argolas foram utilizadas. “Apesar da seca que atingiu o Estado, o agropecuarista baiano mostrou sua força e competência, superando todos os obstáculos e dando exemplo para o mundo. Tenho certeza que recuperaremos nossos rebanhos e nossas pastagens, e voltaremos a produzir grãos e outros produtos com maior produtividade que antes da seca”, afirmou.
Para o diretor da Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (Accoba), Almir Lins, o alto padrão de qualidade da exposição é o principal motivo do sucesso. “A Fenagro é um evento que agrada a toda a família, pois oferece programação diferenciada para todas as idades. Tenho certeza que o público saiu tão satisfeito quanto os expositores, que já nos ligam para confirmar que fizeram bons negócios e que desejam estar presentes no próximo ano”, disse.
Participaram desta edição, 800 expositores com seis mil animais, entre bovinos, com 1,1 mil exemplares, eqüinos (800), caprinos e ovinos (três mil). Dentre os destaques da programação, vale ressaltar as Exposições Nacionais das Raças Santa Inês e Seanen, os tradicionais passeios de pôneis e charretes, além da homenagem ao centenário do cantor Luiz Gonzaga.
O evento, que trouxe a realidade vivida no campo para bem mais perto da cidade, ofereceu uma estrutura moderna e confortável aos mais de 300 mil visitantes. Entre Estes, mais de 30 mil estudantes das redes pública e particular de ensino percorreram o parque de exposições e viram de perto como funcionam 27 cadeias produtivas, e conheceram um laticínio, acompanhando desde a ordenha até a transformação do leite em queijo, bem como o funcionamento de uma fábrica de chocolate.
No “Ranchinho de Paia”, os alunos assistiram apresentações de teatro com a árvore animatrônica Dr. Liptus que, este ano, recebeu dois novos amigos para entreter a criançada: o Mandacaru e a Palma. Eles explicam sobre o processo da seca, suas conseqüências e tipos de alimentos que nestes períodos de estiagem são fundamentais para a vida dos animais. Da mão dos novos amigos, as crianças receberam carteirinhas de defensores da natureza, tornando-se responsáveis em levar adiante a mensagem do aprendizado sobre educação ambiental em defesa da natureza e dos animais.
RESULTADOS FENAGRO 2012
FEMEAS:
BORREGA DO FUTURO MENOR:
CAMPEÃ NACIONAL: SELEÇÃO MARIABONITA 056
Criador: Anderson Pedreira
Expositor: Anderson Pedreira
RES. CAMPEÃ NACIONAL: SANTA MONICA TE 575
Criador: Cláudio de Lauro
Expositor: Cláudio de Lauro
BORREGA DO FUTURO MAIOR:
CAMPEÃ NACIONAL: CP AGRO IA 842
Criador: CP Agropecuária Ltda
Expositor: Cláudio de Lauro
RES. CAMPEÃ NACIONAL : SANTA MONICA ESTELAMARES 532
Criador: Cláudio de Lauro
Expositor: Gentil de Lima Leite
GRANDE CAMPEONATO OVINO DO FUTURO:
GRANDE CAMPEÃ NACIONAL: CP AGRO IA 842
Criador: CP Agropecuária Ltda
Expositor: Cláudio de Lauro
RES. GRANDE CAMPEÃ NACIONAL: SANTA MONICA ESTELAMARES 532
Criador: Cláudio de Lauro
Expositor: Gentil de Lima Leite
BORREGA MENOR
CAMPEÃ NACIONAL BORREGA MENOR: DI LARI POESIA 1544
Criador: João Carlos Andrade Pedreira
Expositor: João Carlos Andrade Pedreira
RES. CAMPEÃ NACIONAL BORREGA MENOR: SIM DARA 4590
Criador: Rebanho Sim Pecuária ltda
Expositor: Almir Lins Rocha Júnior
BORREGA MAIOR
CAMPEÃ NACIONA BORREGA MAIOR: TAM TE 305
Criador: Tarcisio Angelo Mascarim
Expositor: Cláudio de Lauro
RES. CAMPEÃ NACIONAL BORREGA MAIOR: SI COLORADO MÁQUINA FIV 288
Criador: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
Expositor: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
OVINO JOVEM
CAMPEÃ NACIONA OVINO JOVEM: SIM CAMÉLIA 4390
Criador: Rebanho Sim Pecuária Ltda
Expositor: G e F maricultura Ltda
RES. CAMPEÃ NACIONAL OVINO JOVEM: SANTA MÔNICA DIVA 421
Criador: Cláudia de Lauro
Expositor: Gentil de Lima Leite
OVINO ADULTO
CAMPEÃ NACIONAL OVINO ADULTO: GÉO IA 424
Criador: Géo Agropecuária Ltda.
Expositor: João Carlos Andrade Pedreira
RES. CAMPEÃ NACIONAL OVINO ADULTO: TAM VAGUINETE FIV 264
Criador: Tárcisio Ângelo Mascarim
Expositor: Cláudio de Lauro
GRANDE CAMPEONATO:
GRANDE CAMPEÃ DA RAÇA: SIM CAMÉLIA 4390
Criador: Rebanho Sim Pecuária Ltda
Expositor: G e F maricultura Ltda
RES. GRANDECAMPEÃ DA RAÇA: TAM TE 305
Criador: Tarcisio Angelo Mascarim
Expositor: Cláudio de Lauro
MACHOS:
BORREGO DO FUTURO MENOR:
CAMPEÃO NACIONAL BORREGO DO FUTURO MENOR: SANTA MÔNICA ELITE IA 565
Criador: Cláudio de Lauro
Expositor: Cláudio de Lauro
RES. CAMPEÃO NACIONAL: TAKISU NERETES 147
Criador: Gilda Oliveira de Carvalho
Expositor: Gilda Oliveira de Carvalho
BORREGO DO FUTURO MAIOR:
CAMPEÃO NACIONAL: SI COLORADO FIV 299
Criador: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
Expositor: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
RES. CAMPEÃO NACIONAL : JUATANA F&J MAJESTOSO IA 0353
Criador: Fernando Mesquita
Expositor: Bomar
GRANDE CAMPEONATO OVINO DO FUTURO:
GRANDE CAMPEÃO NACIONAL OVINO DO FUTURO: SI COLORADO FIV 299
Criador: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
Expositor: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
RES. GRANDE CAMPEÃO NACIONALOVINO DO FUTURO : SANTA MONICA ELITE IA 565
Criador: Cláudio de Lauro
Expositor: Gentil de Lima Leite
BORREGO MENOR
CAMPEÃO NACIONAL BORREGO MENOR: BOMAR 377
Criador: G e F maricultura Ltda
Expositor: G e F maricultura Ltda
RES. CAMPEÃO NACIONAL BORREGO MENOR: CHICOTE LEGITIMO 849
Criador: Moacir Cavalcante de Albuquerque Sá
Expositor: Moacir Cavalcante de Albuquerque Sá
BORREGO MAIOR
CAMPEÃO NACIONA BORREGO MAIOR: SI COLORADO PAUL JACK IA 277
Criador: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
Expositor: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
RES. CAMPEÃO NACIONAL BORREGO MAIOR: AGROPECUÁRIA VARRELA TE 1279
Criador: Varrela pecuária Ltda.
Expositor: AVATAM
OVINO JOVEM
CAMPEÃO NACIONA OVINO JOVEM: DO TINGUI TK TE 5865
Criador: Ricardo Schmidt Facão
Expositor: João Carlos Pedreira Andrade
RES. CAMPEÃO NACIONAL OVINO JOVEM: SI COLORADO RACHA CUCA IA 235
Criador: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
Expositor: Marcelo Ribeiro de Mendonça e Outros
OVINO ADULTO
CAMPEÃO NACIONAL OVINO ADULTO: SIM ATOR FIV 4165
Criador: Rebanho Sim Pecuária Ltda
Expositor: Moacir Cavalcante de Albuquerque Sá
RES. CAMPEÃO NACIONAL OVINO ADULTO: AGROPECUÁRIA VARRELA TE 1253
Criador: Agropecuária Varrela Ltda.
Expositor: AVATAM
GRANDE CAMPEONATO:
GRANDE CAMPEÃO DA RAÇA: SIM ATOR FIV 4165
Criador: Rebanho Sim Pecuária Ltda
Expositor: Moacir Cavalcante de Albuquerque Sá
RES. GRANDE CAMPEÃO DA RAÇA: AGROPECUÁRIA VARRELA TE 1253
Criador: Agropecuária Varrela Ltda.
Expositor: AVATAM
Tendências de mercado para ovinocultura são discutidas na SECOB
Nesta quarta-feira (5), segundo dia da VIII Semana da Caprinocultura e da Ovinocultura Brasileiras (SECOB), os participantes puderam discutir tendências de mercado para os produtos da caprinocultura e ovinocultura. O debate, realizado no Auditório Central da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), foi iniciado pelo professor Paulo Niederle, do Departamento de Economia Rural e Extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com sua palestra sobre a construção social de mercados para a pecuária familiar no Brasil. Ele apontou mudanças em padrões de consumo que podem favorecer produtos antes só comercializados em mercados muito específicos, como os orgânicos, tradicionais e os de indicação geográfica.
De acordo com Niederle, as noções dos consumidores sobre a qualidade dos produtos tendem a acrescentar variáveis como a preocupação com saúde e sustentabilidade, a justiça social no processo produtivo, a tradição e origem dos produtos. “Os produtos orgânicos e agroecológicos tinham, no início, mercados locais, feiras específicas, mas hoje estão sendo incorporados por grandes redes varejistas que, atualmente, já se tornaram os maiores vendedores deste tipo de produto no Brasil”, exemplificou o professor.
Na avaliação dele, produtos como os derivados do leite caprino e ovino e da carne desses animais têm potencial para inserção nestes novos mercados, desde que os arranjos produtivos favoreçam a agregação de valor e divulgação destes produtos. Ele tomou como exemplo o caso de marca coletiva do território de Alto do Camaquã (RS), onde a atuação conjunta da Embrapa, associações de produtores, Emater, governo estadual e universidades trouxe resultados como a “cesta” que inclui produtos e serviços, como carne de cordeiro, artesanato local e roteiros turísticos.
Após a palestra, o espaço foi aberto para mesa redonda com os participantes do evento e também com dois convidados que deram sua contribuição via videoconferência: os empresários do ramo de produção de leite de cabra Maria Pia Paiva (Capril Sanri) e Paulo Cordeiro (Caprilat). Maria Pia apontou que ainda há necessidade de informação sobre as preferências do consumidor do leite caprino e seus derivados a serem supridas. “Será que estamos fazendo os produtos que o consumidor prefere? Ainda não conhecemos bem nosso mercado, o que querem os compradores”, ponderou ela.
Paulo Cordeiro afirmou que a cadeia produtiva deve se preocupar com uma melhor divulgação dos derivados do leite de cabra e seus benefícios. O empresário cobrou também uma legislação específica referente à qualidade do leite caprino e a preocupação com a inserção de novos produtos no mercado nacional, como forma de ampliar as possibilidades de oferta. A mesa redonda do segundo dia contou ainda com participações de representantes de órgãos governamentais, laticínios, produtores rurais e empresas privadas.
Adilson Nóbrega
Embrapa Caprinos e Ovinos
MTB/CE 01269JP
FAO: previsões para o mercado de carne ovina
Lutando com altos preços dos alimentos animais e com a estagnação do consumo, a produção global de carnes em 2012 deverá crescer menos de 2%, para 302 milhões de toneladas. À medida que a queda na lucratividade da indústria tem se traduzido em modestos ganhos de produção nos países desenvolvidos, a maioria da expansão mundial deverá ocorrer nos países em desenvolvimento, que agora são responsáveis por 60% da produção mundial. Acredita-se que todo o crescimento do setor em 2012 deverá vir dos setores de carne de frango e suína e que os ganhos nas produções de carne ovina e bovina devem ser modestos.
As preocupações sobre a lucratividade do setor de carnes têm sido geradas pelo enfraquecimento do crescimento dos mercados de exportação, com a expansão do comércio desacelerando para 2% a 8% em 2011. As exportações globais de carne deverão aumentar no futuro próximo principalmente sustentadas por maiores fluxos de carne de frango e suína e com grande parte da expansão de mercado sendo capturada nos países em desenvolvimento, em particular Brasil e Índia.
O aumento dos preços dos alimentos animais e a desaceleração do crescimento da produção de carne impulsionaram os preços internacionais da carne no final de 2012, para níveis próximos ao pico registrado em 2011. De acordo com isso, o índice de preços da carne da FAO, que aumentou 5% desde julho de 2012, ficou em média 174 pontos entre janeiro e outubro, que se compara a 176 no mesmo período do ano anterior. A maioria do aumento recente no índice de preços de carne reflete ganhos nos preços da carne de frango e suína, que aumentaram 9% e 12%, respectivamente, desde julho.
Os mercados de carne ovina e caprina se manterão estáveis, à medida que as maiores ofertas estimularão um declínio nos preços. Os mercados de carne ovina se recuperaram com relação ao declínio de dois anos, com a produção global devendo aumentar 1%, para 13,9 milhões de toneladas em 2012. As condições satisfatórias de pastagens induziram uma reconstrução do rebanho ovino em muitos dos países que são importantes produtores da Ásia e da África, incluindo importantes produtores como Paquistão, Irã, Índia e Turquia.
Na África, a produção em 2012 foi afetada pela seca, especialmente no Chifre da África e no Sahel no Oeste da África; entretanto, recentes regenerações de pastagens foram observadas nos últimos meses, levando à previsão de recuperação nos números de animais em 2013. Na África Central, os recorrentes surtos de pestes de ruminantes estão dizimando rebanhos ovinos e caprinos, gerando uma ameaça crítica a esses rebanhos regionais. A Síria é um dos maiores produtores do Oriente Médio e as disputas extremistas poderão levar à redução na produção. Ao mesmo tempo, a produção de carne ovina em países desenvolvidos, que representam quase 22% das ofertas globais, deverá aumentar levemente, com menor produção na Europa e na América do Norte compensada por um aumento de 4% na Austrália e na Nova Zelândia, que se beneficiaram de condições favoráveis de pastagens e altas safras de cordeiros.
A reconstrução dos rebanhos ovinos resultaram em mais animais e maior disponibilidade de carne ovina para exportação. Uma recuperação nas ofertas globais, combinado com maiores envios à China e forte demanda em muitos mercados do Oriente Médio, estão apoiando um aumento de 2% no comércio de carne ovina e caprina em 2012, para 757.000 toneladas. Apesar de certa reconstrução no rebanho ovino e da forte moeda, as exportações de carne de cordeiro da Nova Zelândia deverão aumentar 3%,. As exportações australianas estão se recuperando das ofertas reduzidas pela seca de três anos. Embora as importações pela União Europeia (UE), Estados Unidos e Canadá estejam caindo como resultado da menor demanda, as importações por países do Oriente Médio, em particular, Kuwait e Arábia Saudita, deverão manter aumentos, apesar do comércio sustentado de ovinos e caprinos vivos da Etiópia, do Sudão e da Somália.
As informações são da FAO, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

