De 25 de Outubro a 03 de Novembro.
Exposição oficial da Raça Santa Inês, o julgamento ficará a cargo do jurado Antonio Valadares Neto.
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“A atual safra brasileira deve ultrapassar as 200 milhões de toneladas e, em breve, o país deve se tornar o maior produtor mundial de carnes”, afirmou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, nesta quarta-feira, 2 de outubro, durante a abertura da Semana Nacional da Carne Suína, em São Paulo.
Além de ressaltar a importância de aumentar o consumo interno de carne suína, o ministro ainda lembrou que a remuneração do setor voltou a ser atraente recentemente, com a queda do custo de produção, após um período recente para os produtores em 2012 e no início deste ano.
Hoje, o terceiro maior setor exportador do agronegócio brasileiro é o de carnes. Em agosto deste ano, a carne suína teve receita de US$ 132 milhões, exportando 52 mil toneladas.
A Semana Nacional da Carne Suína foi criada para promover o consumo do produto e trazer sustentabilidade ao setor, que emprega diretamente mais de 700 mil pessoas.
O consumo de carne suína no Brasil é de 15,6 kg per capita, enquanto a média nos Estados Unidos e nos países da Europa é superior a 30kg. Por isso, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) quer elevar o consumo de carne suína aos 18 kg, per capita, até 2015.
Na semana passada, durante passagem pela Argentina, Antônio Andrade esteve em reunião com o ministro da Agricultura argentino para ampliar as exportações de carne suína para a Argentina.
A Semana Nacional da Carne Suína acontece até o dia 16 de outubro e é uma parceria entre a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Grupo Pão de Açúcar e Extra, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e Sebrae Nacional.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
Diovana Miziara
diovana.miziara@agricultura.gov.br
A 8ª edição da Festa do Bode que aconteceu no último final de semana na cidade de Batalha, ao norte de Teresina (PI), movimentou R$ 220 mil com a venda de ovinos e caprinos. Cerca de 450 animais de pequenos e grandes produtores piauienses e de outros estados foram expostos. Durante o evento foram realizados os concursos de vaca leiteira, cuja campeã produziu uma média de 38 litros/dia, e de cabra leiteira, na qual a campeã produziu 5,4 litros/dia. Segundo os organizadores da feira a Festa do Bode foi um sucesso.
“O Festa superou as expectativas tanto em relação às exposições quanto ao turismo, porque nos outros anos ou não era feito, ou era feito de forma muito tímida. Houve um volume de venda de R$ 220 mil em vendas de ovinos e caprinos. A Festa aqueceu o comércio local”, ressaltou Patróculo Silveira, um dos organizadores.
Durante três dias, o público pode apreciar uma vasta culinária à base de bode, além de eventos culturais e esportivos, e ainda shows com várias bandas musicais. Estima-se que mais 40 mil pessoas tenham passado pela Festa do Bode.
O evento foi realizado pela Prefeitura de Batalha e Sebrae/PI, com apoio do Governo do Estado, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Upmed e Norte Sul Alimentos.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou nesta sexta-feira (18) a proposta de uma agenda de desenvolvimento para as cadeias de caprinocultura e ovinocultura no Ceará à Câmara Setorial de Ovinocaprinocultura do estado. A proposta foi apresentada pelo chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), Evandro Holanda Júnior, na reunião da Câmara que aconteceu na sede do Instituto Agropolos, em Fortaleza (CE), e tem como destaques a melhoria contínua das características produtivas dos rebanhos; a implementação de planos para aperfeiçoar os serviços de assistência técnica, a comercialização, a promoção da qualidade dos produtos; a criação de programas estaduais de sanidade animal e de capacitação continuada.
Segundo Evandro, a ideia é consolidar núcleos de excelência em produção no estado, favorecendo práticas como a certificação de produtos, a organização e diversificação dos mercados e o melhoramento genético. No caso deste último, com propostas como feiras agropecuárias e linhas de crédito específicas para animais testados em programas de melhoramento animal. Ele tomou como exemplo a Nova Zelândia como país que, apesar da quantidade do rebanho ter diminuído nas últimas décadas, tem mantido a boa produtividade e os altos níveis de exportação, tendo o melhoramento genético como um dos fatores para este sucesso.
“O Ceará tem rebanhos, tem diversidade genética, tem conhecimento para fazer isso e se fizer, vai exportar produtos para o mundo” afirmou ele, sobre o potencial para que o estado desenvolva os programas de melhoramento, que podem resultar em vantagens como a oferta de reprodutores e matrizes testados, de maior produtividade e resistência a doenças. Para Evandro, a agenda estadual deve ter preocupação com muitos desafios, como a necessidade de fortalecimento da inspeção sanitária, a diminuição de consumo entre o jovem urbano, o preconceito contra produtos de caprinos e ovinos. Ele ressaltou, porém, que há oportunidades se criando com a tentativa de melhor organização do setor produtivo (da qual a criação da Câmara Setorial seria um exemplo) e as potencialidades de produtos como os lácteos funcionais e as carnes, que podem ser inseridos em mercados socialmente construídos e em circuitos gastronômicos ligados ao turismo e a festividades em diversas regiões do estado.
Evandro tomou como referência, também, o crescimento do Centro-Oeste como produtora de ovinos no Brasil: há a perspectiva de que em 2020 a região passe do terceiro para o segundo maior rebanho de ovinos no país, passando de 7% para 22% do total nacional. Mais que o crescimento, para ele, é importante observar que alternativas a região adotou para crescimento da produtividade. “A tendência é que o Centro-Oeste e também o Sul reduzam custos de produção, regularizem oferta e melhorem a qualidade dos produtos”, afirmou ele.
Evandro apresentou, ainda, indicadores para evidenciar a importância das cadeias da caprinocultura e da ovinocultura no Ceará. “O estado é hoje o terceiro maior produtor de ovinos no Brasil, atrás somente do Rio Grande do Sul e Bahia, e tem três regiões entre as dez de maior densidade de rebanho por território”, exemplificou, acrescentando que as duas atividades movimentam hoje 77 mil estabelecimentos rurais no estado, ocupando 322 mil pessoas.
A proposta da Embrapa será avaliada pela Câmara Setorial, como subsídio para criação de um projeto de desenvolvimento das atividades que deverá ser encaminhado ao Governo do Estado e ao Banco do Nordeste. Segundo o presidente da Câmara, Amílcar Silveira, a contribuição da Embrapa é fundamental para que as tecnologias possam chegar ao setor produtivo, em um trabalho conjunto com as entidades de assistência técnica e extensão rural. Esta foi a primeira reunião de trabalho da Câmara após sua criação, que aconteceu no dia 1º de outubro deste ano. A Embrapa é uma das entidades participantes.
Adilson Nóbrega
MTB/CE 01269JP
(88) 3112.7487
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| No último final de semana os criadores de caprinos e ovinos de Rajada e comunidades vizinhas se reuniram para discutir a criação de uma cooperativa de produção e comercialização. A reunião foi realizada na sub-sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina-PE (STR-PE) localizada em Rajada e contou com a participação da diretoria provisória do STR, além de 20 agricultores familiares.
O objetivo da criação da entidade é organizar e fortalecer a cadeia produtiva, abrangendo produção e comercialização. Depois desse encontro, a próxima reunião será realizada no dia 27 deste mês, onde o estatuto da cooperativa deverá ser elaborado com a participação dos agricultores, além dos representantes da União das Cooperativas da Agricultura Familiar de Pernambuco (Unicafs), Cooperativa de Crédito e Economia Solidária de Pernambuco (Ecosol) e do STR Petrolina. |
| A Conab comercializou, só no 4º bimestre deste ano, cerca de 140 mil toneladas de milho por meio do programa Vendas em Balcão, que vem atendendo, de forma prioritária, pequenos criadores de animais do Nordeste que ainda enfrentam os efeitos da forte seca que assolou a região. Deste total, 128.300 toneladas são oriundas dos leilões de venda do Balcão Especial, criado por medida provisória e portarias interministeriais em abril deste ano, para socorrer a região abrangida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Do início do ano até agosto, já adquiriram o milho da Conab 415.054 criadores de quase todo o País, levando a um movimento de comercialização de cerca de 512 mil toneladas do grão. Os estados da Bahia (83.342 t e 70.239 clientes), Ceará (71.644 mil t e 75.978 clientes ) e Rio Grande do Norte (65.138 mil t e 59.454 clientes) foram os que mais adquiriram o produto, que foi oferecido em leilões de compra e remoções dos estoques da Companhia na região Centro-Oeste. O programa atende, de forma prioritária, pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos e ovinos, situação em que se enquadram as famílias de moradores das regiões de atuação da Sudene que utilizam o produto na ração animal. |
Para a senadora Kátia Abreu, do ponto de vista econômico, a clonagem tem grande potencial na reprodução de animais geneticamente superiores, tanto para a pecuária de corte, quanto para a produção de leite. “Trata-se de um promissor segmento da economia, baseado no conhecimento”, afirmou.
Além do mercado de elite, a técnica de clonagem é importante para o desenvolvimento de animais geneticamente modificados, em especial aqueles que se destinam à produção de substâncias de interesse da indústria farmacêutica. Cita como exemplo casos das vacas geneticamente modificadas que produzirão insulina e leite com características do leite materno, técnica desenvolvida por cientistas argentinos.
De acordo com o Projeto de Lei 5010/2013, poderão ser clonados somente os animais domésticos de interesse zootécnico: bovinos, búfalos, cabras, bodes, ovelhas, cavalos, asnos, mulas, porcos, coelhos e aves. O texto permite, ainda, a produção de clones de animais silvestres nativos do Brasil, com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O PL foi apresentado originalmente pela senadora em 2007, sob o número 73, tendo sido aprovado pelas comissões técnicas do Senado e encaminhado para apreciação dos deputados.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) defende a aprovação do PL e lembrou que a senadora Kátia Abreu baseou-se nas potenciais aplicações da clonagem em diferentes áreas, como a multiplicação de animais de alto mérito genético e de animais em risco de extinção, produção de animais geneticamente modificados.
O projeto dá as garantias, segurança e transparência necessárias aos atores envolvidos, particularmente aos consumidores e parceiros comerciais do Brasil. Estabelece que a comercialização dos clones deverá ser controlada durante todo o ciclo de vida. Ao mesmo tempo, o governo federal terá de manter um banco de dados com acesso público contendo informações genéticas capazes de assegurar o controle e garantir a identidade e a propriedade do material genético animal e dos clones.
Fiscalização e penalidades – Será responsabilidade do governo a fiscalização da produção e comercialização dos clones, levando-se em conta itens como condições sanitárias e de segurança nas as produções a serem feitas. As penalidades para quem desrespeitar a legislação irão de advertência e multa de R$ 1,5 mil a R$ 1,5 milhão, podendo chegar até a destruição material genético animal. Dependendo da grave da infração, poderá haver cancelamento da autorização para a prática e a esterilização dos clones. As punições não impedirão que os transgressores respondam, eventualmente, a ações penais na Justiça.
Pelo projeto fica revogada a lei 6.446/77 que trata da inspeção e fiscalização de sêmen parta inseminação artificial em animais domésticos. A matéria, que tramita em caráter terminativo e prioritário nas comissões técnicas da Câmara dos Deputados, ainda terá de ser analisado na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento e na de Constituição, Justiça e Cidadania.
As informações são da Assessoria de Comunicação CNA.
Nos últimos 20 anos, o número de ovinos nos Estados Unidos caiu pela metade. De fato, o número vem declinando desde o final dos anos quarenta, quando a indústria americana de ovinos alcançou seu pico. Hoje, o rebanho ovino doméstico tem um décimo do tamanho que tinha durante a Segunda Guerra Mundial.
O declínio é resultado de fatores econômicos e culturais juntos. Isso faz com que os produtores se perguntem: quando vamos chegar ao piso? Ambos os produtos – carne de cordeiro e lã – vêm apresentando queda no consumo nos Estados Unidos. As pessoas estão usando cada vez menos roupas de lã e mais de fibras sintéticas. O mesmo ocorre com a carne de cordeiro. No começo dos anos sessenta, uma pessoa média nos Estados Unidos comia cerca de 2 quilos de carne de cordeiro em um ano. Isso caiu para menos de 0,45 quilos em 2011.
Ao mesmo tempo que a indústria ovina americana declina, as importações de lã e carne de cordeiro da Austrália e da Nova Zelândia aumentam, entrando em nichos de mercado que os produtores americanos estão tendo dificuldades para preencher.
Os produtores estão sentindo a contração da indústria, seja ela causada pela seca, pela escassez de alimentos animais, pelos invernos rigorosos ou pela volatilidade de preços.
As nevascas e a seca nos últimos três anos reduziram o rebanho de Albert Villard, produtor de ovino em Craig, Colorado, para seu menor tamanho em um longo tempo. Recuperar isso não tem sido fácil. “A indústria como um todo, eu acho, está tentando aumentar os números, mas existem tantos fatores envolvidos. Eu não acho que podemos culpar uma coisa só”.
Uma das maiores companhias de engorda de ovinos do país, Double J Feeders, em Ault, Colorado, também apresentou declínio. O confinamento pode ter até 50.000 ovinos em um dado momento e engordá-los antes de abater.
Uma parte do declínio pode ser pela mudança das terras agrícolas no país. As fazendas estão ficando maiores, mais avançadas em termos de tecnologias e há também uma menor quantidade de fazendas familiares. “Há trinta ou quarenta anos atrás, cada produtor no período do inverno comprava 1.000 cordeiros, forneceria a eles alimentos, como beterraba, milho, e, então, eles vendiam esses cordeiros na primavera. Bem, tudo isso mudou”, disse o dono da Double J Feeders, Jeff Hasbrouck. De acordo com ele, a maioria das fazendas não são mais cercadas e cresceram tanto que manter um rebanho ovino não faz mais sentido econômico. “Traz mais problemas do que vantagens para um grande produtor agrícola”.
O confinamento de Hasbrouck é parte de Mountain States Rosen, uma grande cooperativa que comercializa cordeiros para companhias frigoríficas e determina preços. Porém, a indústria de carne de cordeiro e de carneiro ainda está muito volátil. Mudanças nos preços são normais e quando o risco é muito alto, os produtores tendem a se retirar.
Outro problema que tem afetado a indústria é a percepção sobre a carne de cordeiro por alguns consumidores. Os produtores de ovinos colocam a culpa no fornecimento do produto aos soldados na volta da Segunda Guerra Mundial. “As tropas foram alimentadas com carne de carneiro enlatada e, quando voltaram para casa estavam aversivos com relação às carnes de cordeiro e de carneiro. E aí vimos um firme declínio”, disse o gerente de fornecimento de gados da Mountain States, Brad Anderson.
Esse declínio firme no número de ovinos começou ao mesmo tempo em que a produção de carne bovina, de frango e suína se tornou mais eficiente e a carne de cordeiro não consegue competir. Então, enquanto as pesquisas transformaram a produção de carne bovina em um empreendimento altamente lucrativo, Anderson disse que o mesmo não ocorreu com a carne de cordeiro. “Lidamos com apenas uma porcentagem de orçamento que outras proteínas têm para pesquisa”, disse Anderson.
Porém, há esperança para os produtores ovinos. Como muitas operações de carneiros e cordeiros tendem a ser pequenas, o crescimento nos mercados rurais e dos alimentos locais tem beneficiado os produtores. Um terço de toda a carne de cordeiro vendida nos Estados Unidos agora é de venda direta do produtor ao consumidor, de acordo com a Associação Americana da Indústria Ovina. Existe um espaço enorme para crescimento nas grandes cidades também.
Com pouco tempo para se preocupar com o futuro, Villard está focado no próximo ano. Os preços aumentaram recentemente, mas, saindo de uma seca, ele acredita que outros produtores desistam da atividade. “Muitos ovinocultores podem liquidar seus rebanhos porque não querem lutar mais com isso, o que, na minha perspectiva, como preciso comprar mais ovinos, pode ser uma coisa boa”. Com menos produtores jovens se unindo à produção, a indústria diminui a cada ano e isso é uma má notícia para a atividade.
A reportagem é do http://hppr.org, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.
Vários programas de incentivo a ovinocultura tem sido criados pelo País, mas um em especial vem chamando a atenção por seu propósito de aumento de rebanho.
O programa Mais Ovinos no Campo, do Rio Grande do Sul, chega ao seu segundo aniversário com um saldo positivo. O rebanho gaúcho contou com incremento de quase 300 mil cabeças, a natalidade também aumentou de uma média de 700 mil cordeiros ao ano para 940 mil.
Os incentivos do programa para os produtores que optassem por manter matrizes no campo são apontados como principais motivadores para esse incremento. A natalidade aumentou pelo fato de as matrizes terem sido mantidas a campo. A taxa de abate de fêmeas, que há dois anos era 82% maior do que a de machos caiu para 19% em 2011 e fechou 2012 bem abaixo.
A linha de credito disponibilizada para retenção de matrizes variam na taxa de 5,75% ao ano aos produtores empresariais e 2% ao ano aos produtores familiares. Para aquisição de matrizes e reprodutores as taxas são de 1% a 2% ao ano para produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de acordo com o valor tomado (até R$ 10 mil; R$ 20 mil e R$ 50 mil, respectivamente), 5% ao ano para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 5,5% ao ano para os demais produtores.
Os reflexos desses números são vistos a campo e também nas feiras e leilões por todo o Estado. Vem demonstrando também uma ascensão da ovinocultura, resultado do mercado aquecido, o que tem levado a uma retomada do rebanho, com novos criadores ingressando na atividade pelas boas oportunidades de negócios.
Em Goiás não temos programa de incentivo deste porte rodando no Estado, mas os profissionais do corpo técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com seus cursos teóricos e práticos vêm de maneira heroica levando tecnificação e conhecimento da ovinocultura para os quatro cantos do estado.
Para finalizar, insiro aqui dois gráficos que demonstram a atual presença do rebanho ovino nacional no mercado interno e a falta que as fêmeas abatidas, por anos, estão fazendo.
O volume de abates sob inspeção federal em 2013 alcançou apenas 60,2% da escala registrada no primeiro semestre de 2012.
Por sua vez, o volume das importações apresentou uma alta bastante significativa. Com relação à 2012, as importações de produtos cárneos ovinos cresceram 74,5% e tiveram como origem o Uruguai, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Austrália.
Até quando vamos nos contentar em ser o produtor de ovinos do futuro…

André Rocha, médico-veterinário,especialista em biotecnologia da reprodução (TE e IA) associado ao Colégio Brasileiro de Reprodução Animal (CBRA), inspetor técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco) e membro do colegiado de jurados da raça Santa Inês