Projeto vai estudar a integração entre eucalípto e ovinos de corte

A instalação de sistemas integrados de produção de madeira de eucalipto com a produção de ovinos de corte por pequenos produtores, em condições viáveis do ponto de vista econômico, financeiro e técnico, é o objetivo de projeto inédito que será desenvolvido em Itapetininga pela Apta Regional Sudoeste Paulista, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) – órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec). Para isso serão avaliados os sistemas silvipastoril com fileira única e com duas fileiras de eucalipto e faixa de 12 metros. Esses serão comparados com os sistemas de ovinocultura em pastagens exclusiva e eucaliptocultura exclusiva.

Como resultados serão publicados os dados econômico-financeiros comparativos, bem como as informações técnicas que possibilitem a implantação desses sistemas pelos pequenos agricultores, em cartilhas informativas a serem distribuídas aos interessados. Além disso, o projeto servirá de aprendizado aos alunos do curso de tecnologia em agronegócios sobre as questões gerenciais desses sistemas complexos, oferecendo estágios e oportunidades para o desenvolvimento de trabalhos de conclusão de curso.

Desenvolvimento regional

A contribuição para o desenvolvimento regional é evidente na medida em que os sistemas silvipastoris surgem como alternativa para agricultores familiares, diz a pesquisadora Cristina Maria Pacheco Barbosa, coordenadora do projeto. Isso porque possibilita o rendimento contínuo, além do máximo aproveitamento da terra, garantindo também benefícios para o meio ambiente.

No entanto, observa a pesquisadora, esses sistemas são complexos e precisam ser avaliados quanto à sua viabilidade técnica e econômico-financeira antes de serem divulgados como alternativa aos pequenos produtores. Cabe aos órgãos competentes dar essa segurança aos produtores rurais por meio de estudos. É aí que entram instituições como a Agência Paulista deTecnologia dos Agronegócios (Apta), por meio da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Itapetininga; a Fatec (Unidade Itapetininga) e a Cati. A UPD de Itapetininga, por exemplo, realiza estudos na área de caprinocultura e ovinocultura.

Resultados esperados

Os resultados desse projeto serão disseminados por capacitações realizadas pelo grupo de pesquisa e em ações específicas de cada área (dias de campo, palestras, cursos de curta duração, fôlderes, boletins técnicos, implantação de unidades demonstrativas em propriedades parceiras, dentre outros). Como o estudo tem a participação de alunos e professores da Fatec, os resultados também serão disseminados via trabalhos de conclusão de cursos e monografias, por exemplo.

O término do projeto está previsto para dezembro 2014. Além da publicação em periódicos específicos, os dados de pesquisa serão apresentados em eventos importantes como Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia (2011, 2012, 2013 e 2014) e Congresso Internacional de Sistemas Silvopastoriles, na Argentina (2012).

Sistemas agroflorestais

Sistemas agroflorestais, com a utilização de Eucalyptus spp. para a produção de madeira, podem ser considerados como uma alternativa para pequenos produtores no Sudoeste Paulista, conforme a pesquisadora. Não apenas integram a produção de madeira de alto valor no mercado, porém com ciclos produtivos longos (de seis, sete anos), com a produção de alimentos, como também permitem ao pequeno agricultor obter renda contínua, reduzindo o impacto ambiental das plantações em grande escala.

A principal limitação para o desenvolvimento destes sistemas integrados para o pequeno produtor é a falta de informações técnicas na região para possibilitar sua implantação. A região de Itapetininga apresenta condições edafoclimáticas muito favoráveis ao cultivo do eucalipto, com a produtividade regional entre as maiores do Brasil e do mundo (35-55 m3 de madeira/ha/ano-1).

O preço da madeira de eucalipto tem aumentado significativamente nos últimos anos, tornando a cultura altamente rentável na região, observa Cristina. “No entanto, essa vantagem econômica é muito pouco aproveitada pelos pequenos agricultores pela falta de informações técnicas sobre o plantio de eucalipto, que majoritariamente é plantado como maciços florestais por empresas de grande porte ou por agricultores em sistemas de fomento florestal, dificultando seu plantio pelo pequeno agricultor.”

Outro entrave é o fato de essa cultura possuir um ciclo longo. “O pequeno agricultor que precisa de fonte de renda contínua para garantir seu sustento não tem condições financeiras de esperar até o final do ciclo para obter o retorno financeiro .”

Além de Cristina Barbosa, a equipe do projeto reúne a bióloga Luciana Ruggiero González, professora assistente do Curso Superior de Tecnologia em Agronegócios da Fatec; a zootecnista Ana Paula Roque, assistente agropecuária da Cati; e os bolsistas Pâmela Suellen Santos Nogueira e Roney Willian Santos Nogueira (Fapesp), Jucimara de Jesus Brito e Wagner Pereira (CNPq).

Emepa realiza visita técnica para apresentar modelos alternativos de Sistema de Produção

A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) realizou, na semana passada, na Estação Experimental “Benjamin Maranhão”, localizada no município de Tacima, uma visita técnica com o objetivo de conhecer os Sistemas de Ovinos de Corte e Terminação de Cordeiros e Cabritos que estão sendo desenvolvidos como modelos alternativos de produção.

Na ocasião, foram apresentadas e discutidas as tecnologias que estão sendo utilizadas nos modelos alternativos de produção de carne, e que após a validação serão disponibilizadas para os setores produtivos. Estiveram presentes, autoridades públicas e privadas, produtores rurais, representantes dos setores de comércio e indústria e técnicos extensionistas.

Segundo o coordenador do Agrocapri, Wandrick Hauss de Sousa, a região do Agreste paraibano tem um excelente potencial para ser um dos principais polos produtores de cordeiros de qualidade. O setor precisa primeiramente se organizar na sua base produtiva, pois, hoje, a maior dificuldade é regular a oferta e oferecer produtos com qualidade.

Os Sistemas de Produção de Ovinos de Corte e Terminação de Cordeiros e Cabritos fazem parte do projeto Agrocapri, que tem como proposta criar um padrão para a produção de carne, além de modernizar e estimular o desenvolvimento desses setores no Semiárido paraibano.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Agamenon Vieira da Silva, a parceria entre as instituições públicas, em contrapartida com as empresas privadas, permitirá a continuidade do projeto, que os produtores rurais tenham os resultados desejados e que a Paraíba se destaque nos setores da caprino e ovinocultura.

De acordo com o ex-superintendente do Ministério da Agricultura na Paraíba, Hermes Ferreira Barbosa, esse projeto é uma excelente alternativa de produção, pois além de mostrar um avanço em termos de pesquisas, já apresenta bons resultados. O presidente da Emepa, Manoel Duré, destaca a necessidade de uma maior integração entre as instituições e estratégias mais efetivas para se ter uma ampliação do setor agropecuário na Paraíba, isso irá permitir que esse projeto não sofra solução de continuidade.

Ovinocultura será um dos temas da Dinapec 2014

De 12 a 14 de março, os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos que atuam no Núcleo Regional Centro-Oeste (Campo Grande, MS) participam da Dinapec – Dinâmica Agropecuária, evento promovido anualmente pela Embrapa Gado de Corte, que tem o objetivo de promover um encontro da Embrapa com o produtor rural.

De acordo com o pesquisador Fernando Reis, serão apresentados resultados atuais de desempenho dos cordeiros desmamados a pasto com suplementação e confinamento; além de dados da estação de monta das ovelhas pantaneiras resistentes à verminose e suplementadas. “Esperamos cerca de 150 participantes, entre produtores e caravanas de acadêmicos, nos dois dias de roteiro tecnológico do evento”, afirma Fernando. Outros temas abordados nos roteiros tecnológicos de ovinos são a utilização do cão de pastoreio Border Collies e a integração lavoura-pecuária com ovinos.

Este ano, o tema do evento é “Sustentabilidade: Eficiência Produtiva e Responsabilidade Ambiental” e na programação serão oferecidos minicursos, clínicas tecnológicas e roteiros tecnológicos temáticos abordando leite, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens degradadas, sistemas agroflorestais, sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, melhoramento genético animal, sanidade e nutrição animal. Também haverá oficinas práticas ministradas por instrutores do Senar/MS. De acordo com os organizadores do evento, espera-se que em 2014 haja uma maior interação e troca de informações entre visitantes e pesquisadores.

Serviço

Dinapec – Dinâmica Agropecuária class
Data: 12 a 14 de março de 2014
Local: Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS)
Informações: (67) 3368-2141 e http://cloud.cnpgc.embrapa.br/dinapec2014/
Adriana Brandão – MTb CE01067JP
Jornalista – Embrapa Caprinos e Ovinos
(88) 3112.7413

Produção de ovinos está em crescimento no Brasil

Um dos trabalhos realizados pela Embrapa que tem chamado atenção dos produtores está relacionado à produção de ovinos e será um dos temas do Roteiro Tecnológico. “A demanda pela carne de ovinos tem crescido no Brasil e não temos como atender os consumidores”, diz o pesquisador Fernando Reis, um dos especialistas que conduz as pesquisas com ovinos no Estado de MS. Na opinião do pesquisador, um dos problemas do crescimento lento da produção no MS está na organização do setor.

Para atender o mercado interno há necessidade de importar o produto, um dos motivos dos preços altos da carne ovina. Enquanto a arroba do boi está em torno de 120 reais a de ovino está entre 140 e 190 reais e no supermercado a diferença de preço acompanha, como exemplo citamos a costela ovina que não sai por menos de 22 reais o quilo e a paleta de 25 a 26 reais, e não é em todo supermercado que se encontra a carne de carneiro, cordeiro ou ovelha.

Um dos motivos do aumento de consumo da carne ovina, acredita Fernando Reis, está relacionado aos problemas sanitários que acometeu os bovinos como a Febre Aviária (Ásia), Mal da Vaca Louca (Europa) e Febre Aftosa (Brasil) que reduziu a oferta mundial desse produto, além de o consumidor optar por um produto mais saudável e isento de problemas sanitários.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA; aponta o Brasil como 14° maior produtor mundial de ovinos com um plantel de 15 milhões de cabeças e com um crescimento anual aproximado de 2,5% ao ano em sua produção.

Os produtores brasileiros têm dificuldade em aumentar sua produção e torna-la mais rentável por uma série de barreiras, tais como a inexistência de um mercado constante, de uma oferta regular de matrizes para recria, de frigoríficos adequados para atender esses animais, comercialização entre outros.

O que cabe à pesquisa tem sido feito e divulgado, como acontecerá durante a DINAPEC onde serão mostrados resultados de pesquisas feitas com alimentação de ovinos, sanidade e manejo desses animais, além da oportunidade de os visitantes conversarem com os pesquisadores para tirarem dúvidas.

fonte: ANCO

Congresso Brasileiro de Santa Inês – Submissão de Trabalhos

NORMAS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS MODALIDADE: PÔSTER

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO:
• Data limite para submissão: 01/05/2014
• Data para divulgação dos trabalhos aceitos: 10/05/2014
Taxa de inscrição R$200,00 (profissional) R$100,00 (estudante, através de comprovação)
• Para submeter o trabalho, o autor deverá encaminhar um e-mail para:  congressosantaines9@gmail.com – de acordo com as instruções no item: Instruções para o envio do trabalho científico.

IMPORTANTE: o tema do trabalho deve ser exclusivamente sobre ovinos da raça Santa Inês.

PÔSTER:
1. O resumo deverá seguir as normas abaixo:

  •  Programa Word for Windows.
  •  Formato folha A4
  •  Margem superior e esquerda: 3 cm, margem inferior e direita 2 cm.
  •  Fonte: Times New Roman, tamanho 12.
  •  Espaçamento entre linhas: simples.
  • Alinhamento do texto: justificado.
  •  Título em maiúsculo e negrito, centralizado e fonte Times New Roman, tamanho 14
  •  Nome completo do(s) autor(es) e instituição com alinhamento à direita, separados do título por um espaço simples.
  • Serão aceitos até 02 autores por trabalho.
  • Texto do resumo inserido em um único parágrafo, separado do nome do(s) autor(es) por um espaço simples, com no mínimo 300 palavras e no máximo 400 palavras.
  •  O resumo deverá conter: introdução, objetivo(s), material e métodos, resultados e discussões, considerações finais e referencial teórico (de acordo com a ABNT)
  •  O arquivo (para envio) deve ser salvo no formato: “.doc” (nome do trabalho científico.doc).
  •  O não cumprimento de um dos itens acarretará a desclassificação do trabalho.
  • Os pôsteres deverão ter a seguinte dimensão: 0,90m x 1,20m e será de responsabilidade dos autores.
  •  Serão de responsabilidade exclusiva do autor, os dados cadastrais informados no ato de sua inscrição. A coordenação científica do IX Congresso de Santa Inês não se responsabiliza por quaisquer atos ou fatos decorrentes de informações incorretas ou incompletas fornecidos pelo(s) autor(es), bem como os erros de grafia e concordância.
  • O texto é de responsabilidade do(s) autor(es), portanto, os trabalhos deverão ser submetidos à correção gramatical por um profissional de língua portuguesa.

Informações gerais
1.1 Inscrição para a submissão de resumo
a) No caso de trabalhos com mais de um autor é necessário que apenas 1 dos integrantes (pode ser o autor-apresentador) inscreva-se na categoria “com resumo”, pague a taxa e submeta o resumo à análise.

Atenção: Se os demais autores/orientadores quiserem receber a programação impressa e o “e-Certificado de participação geral”, ou ainda fazer a matrícula em um minicurso, todos também deverão se inscrever na Reunião, mas na opção “sem resumo”, pois não será aceito submissão de resumo em duplicidade.
b) Cada inscrição permite submeter apenas 2 resumos.
c) Todos os resumos submetidos serão analisados por comitê assessor.
d) Todos os resumos aceitos serão programados para apresentação no formato de pôster, na Sessão de Pôsteres. Normas de apresentação do Pôster.
e) Não haverá sessão de comunicação oral.
f) Os autores de trabalhos aceitos e apresentados de acordo com as normas terão direito:

  1.  ao “e-Certificado de apresentação do pôster”, disponibilizado online/PDF ao autor que submeteu o resumo, responsável por enviar o PDF aos demais os autores (se for o caso).
  2. a ter o(s) resumo(s) publicado(s) nos Anais/Resumos, no formato de livro eletrônico online, no site da ABSI, a partir de julho de 2014.

g) Antes de efetuar a inscrição para a submissão de resumo, leia todas as normas que envolvem a submissão do trabalho.

Autorização legal
Recomendamos que os trabalhos que necessitem cumprir as exigências legais, com expedição de autorizações junto a Comitês de Ética ou Órgãos Ambientais, tenham descrito no resumo (em campo específico que haverá para esta informação) suas referências do cumprimento das exigências legais, número de autorizações ou protocolos expedidos (CEP/CONEP, CEUA, IBAMA, ICMBio, CGEN, IPHAN etc.). Em caso de dúvidas sugerimos que o autor busque instruções com o orientador ou por meio de sua instituição.

Resumos que “NÃO” serão aceitos

  • O resumo enquadrado em quaisquer dos itens a seguir não será aceito pela coordenação científica do IX Congresso de Santa Inês
  • Resumo de trabalho com mais 6 (seis) autores (contando o orientador).
  • Resumo que não se inclua nas características e no tema do trabalho do congresso, conforme informação acima.
  • Resumos baseados em um mesmo trabalho de investigação e fragmentados com resultados em diferentes resumos, com ou sem primeiros autores diferentes.
  • Simples descrição de projeto, intenção de trabalho ou trabalho com resultados preliminares.
  • Resumo que apenas descreva a realização ou resultado de eventos, publicação de vídeos, fotos.
  • Resumo de trabalho já publicado.
  • Resumo de revisão bibliográfica.
  • Resumo sem rigorosa revisão gramatical, ortográfica, de digitação, de conteúdo e dados da pesquisa, incluindo área, nomes dos autores, título etc.
  • Resumo com tabelas, gráficos, fotos, imagens de qualquer gênero ou de fórmulas matemáticas e químicas (se necessário, descrever por extenso).
  • Resumo sem cuidados em sua preparação ou com deficiências na pesquisa, com as informações desorganizadas e/ou com procedimentos/descrições inadequados ou equivocados, em quaisquer dos itens do resumo (título, introdução, material e métodos, resultados, conclusões e outros).

Cronograma do resumo

Até 01/05/2014: Inscrição do autor que enviará o resumo.
Até 05/05/2014: Pagamento da taxa de inscrição para submissão do resumo pelo autor que fez a inscrição “com” resumo.

Atenção: Sugerimos submeter o resumo o mais breve possível, evitando o período final do prazo, pois influenciará no prazo de resposta da análise, congestionamento de rede e imprevistos.

 

 

Cálculo renal em pequenos ruminantes

O uso de tecnologias na criação de ovinos e caprinos no Brasil tem crescido nos últimos anos sendo o confinamento uma delas. Alguns criadores acreditam que o seu uso evitará doenças e é pego desprevenido quando surgem animais doentes no confinamento, sendo o cálculo renal uma das enfermidades mais comentadas. Este texto busca esclarecer algumas dúvidas sobre essa doença, começando por sua definição, quais as categorias mais problemáticas, sintomas, tratamento e prevenção.

Como definição o cálculo renal ou urolítiase é uma doença que tem como característica a formação de cálculos urinários, orgânicos ou inorgânicos, compostos por fosfato de amônio de cálcio ou magnésio ou de outros materiais como oxalato. A formação dos cálculos pode ser metabólica ou ainda uma predisposição genética da raça ou animal.

Existem vários tipos de cálculos. Os cálculos formados dependem do tipo de alimentação recebida, por exemplo: em condições de pasto seco, onde a pastagem ou alguns tipos de fenos constituem a dieta básica, cálculos de silicato podem ser formados. Dietas ricas em cálcio produzem cálculo de calcita. O cálculo mais comum em animais em engorda com dietas ricas em concentrado com composição mineral erroneamente balanceado, com altos teores de fósforo e baixo em cálcio, irá formar os cálculos de fosfato podendo ser de cálcio, magnésio e de amônio.

Os cálculos podem ter uma superfície lisa ou áspera; podem ser sólidos, macios ou friáveis. Podem ter várias cores como branco, acizentados, amarelados ou marrons, dependendo da sua composição. Ainda podem ter diferentes tamanhos, sendo que os cálculos pequenos podem ser eliminados na urina, mas tipicamente os cálculos causam obstrução urinaria.

categoria animal com maior predisposição a doença são os animais em engorda, mas também pode acometer animais adultos em reprodução. Pode ocorrer tanto em machos como em fêmeas, mas é muito mais comum nos machos devido as diferenças anatômicas e hormonais. Uma vez os cálculos formados, normalmente são eliminados sem dificuldade pelas fêmeas, pois a uretra é ampla e curta. Já os machos possuem uma uretra muito estreita e o trajeto para o exterior é muito longo e tortuoso. Além disso, o diâmetro no arco isquiático, flexura sigmoide e no processo uretral complicam mais ainda, pior ainda nos bodes e carneiros. A castração de machos jovens retira a influencia hormonal necessária para o desenvolvimento do pênis e uretra, complicando ainda mais o problema, pois toda a região fica ainda mais estreita. Por isso se for castrar e depois engordar, fazer isso de preferencia após os seis meses de idade.

Os principais sintomas da doença iniciam-se (Figura 1) com desconforto abdominal e cólica, tentativas frequentes de micção seguidas por movimentos de cauda. Antes da oclusão completa, a urina pode gotejar pela uretra, o animal começa a se isolar, recusa-se a beber ou comer. Com o avanço da doença a região fica distendida (Figura 2), a coloração da pele fica vermelha, febril (Figura 3), a obstrução pode causar ruptura da uretra ou bexiga seguida da morte do animal. Todos esses eventos podem levar de 3 a 7 dias.

Em caso de ruptura uretral os tecidos envoltos estarão hemorrágicos e necróticos (Figura 4). No caso de rupturas na bexiga a urina se espalha no abdômen (Figura 5).

Figura 1. Micção normal com um livre fluxo contínuo de urina. O gotejamento de urina é altamente suspeito de obstrução uretral.

O tratamento com medicamentos ou outra intervenção só é viável se for diagnosticado no estagio inicial. A consulta ao um médico veterinário é sempre necessária. O tratamento cirúrgico só é recomendado para animais cujo valor comercial se justifique. Caso o animal esteja próximo da época do abate e não haja ruptura de bexiga ou perfuração da uretra é melhor optar pelo abate.

Importante na fase inicial é a interrupção do fornecimento do concentrado e o fornecimento de volumoso grosseiro, muita água limpa, fresca e de fácil acesso. A consulta a um zootecnista para a formulação adequada da dieta se faz necessária.

Como a nutrição pode influenciar e como o nutricionista deve agir?

A incidência é maior quando a dieta é rica em grãos e esta balanceada com uma proporção mais ou menos de 1:1 de cálcio e fósforo. A melhor forma de prevenir a doença é oferecer dietas bem balanceadas, água limpa, fornecimento adequado de vitamina A (pois há evidências que a sua deficiência predispõe os animais a doença).

O pH da urina influencia a produção de urólitos ou cálculos; urólitos de fosfato e de carbonato se formam mais prontamente em urina alcalina do que em urina ácida (a urina de ruminantes adultos é alcalina, com pH entre 7 e 9). No entanto, em alguns casos, cálculos de oxalatos são formados em pH ácidos.

É importante manter uma relação cálcio:fósforo da dieta acima de 1,5:1; o teor de magnésio da dieta deve ser mantido baixo, em alimentos concentrados utilizar até 3% de sal na sua composição (acredita-se que isso tenha mais um efeito iônico do que indutor de diurese). Tais dietas, ricas em concentrados, só devem ser usadas quando o fornecimento de água for à vontade e de qualidade. A adição de acidificados da urina ao alimento, como cloreto de amônia ou ácido fosfórico também podem ser útil.

Lembrando que alimentos como milho, farelo de soja, farelo de algodão, aveia, trigo, dentre outros, possuem um teor maior de fósforo e baixos teores de cálcio. Já alimentos como feno de gramíneas, cana-de-açúcar, polpa cítrica, dentre outros, possuem maiores teores de cálcio e menores de fósforo.

*Sarita Bonagurio Gallo é professora de Nutrição e Produção de Pequenos Ruminantes da USP – Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) – Departamento de Zootecnia. 

** Artigo extraído do site farmpoint.

Soro de leite de vaca pode ser usado na terminação de cordeiros

O soro do leite de vaca é uma alternativa eficaz, e mais barata, para alimentação dos rebanhos de ovinos no Ceará. É o que comprova o trabalho que pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos têm feito na região de Morada Nova, distante 167 km de Fortaleza.

De acordo com a pesquisadora Luciana Shiotsuki, o soro é um subproduto rico em proteína, muitas vezes descartado pela indústria leiteira, mas a sua utilização na dieta dos cordeiros pode reduzir os custos de produção. “Esta proteína é fornecida para equinos, suínos e bovinos de leite mas poucos a utilizam para alimentação de ovinos”, explica.

A inclusão de soro na dieta dos cordeiros participantes do 7º Teste de Desempenho de Ovinos Morada Nova, proposta pelo pesquisador Marcos Cláudio Pinheiro, tem demonstrado excelentes resultados que serão apresentados no encerramento do evento, entre os dias 28 a 30 de janeiro. Na ocasião, os pesquisadores vão comparar os benefícios de se utilizar uma dieta à base de ração de milho, sorgo, ureia e feno de capim tifton – considerada cara para a região Nordeste – e os ganhos obtidos com a utilização do soro do leite de vaca.

Outro diferencial desse 7º Teste em relação aos anteriores é a realização do exame andrológico através da coleta de sêmen dos cordeiros. Ao final do teste, além do certificado avaliando o potencial de crescimento, o animal será certificado pelo seu potencial como reprodutor. Este ano, além de criadores da região de Morada Nova, participam do Teste de Desempenho, que teve duração de 100 dias, criadores do baixo Jaguaribe, Sobral, Icó e Crato. Os 15 primeiros dias foram dedicados para adaptação dos animais, o restante do período foi a prova efetiva, em que os animais foram pesados a cada 15 dias. Os cordeiros foram confinados em quatro baias contendo de 7 a 8 animais, onde receberam alimentação três vezes ao dia, de acordo com o peso do lote.

Patrimônio municipal

Os animais da raça Morada Nova são Patrimônio Cultural, Histórico e Genético da cidade de Morada Nova – CE, instituído por meio da Lei Municipal Nº 1.597, e existe um pedido para que sejam considerados também patrimônio histórico cultural do Ceará.

Os ovinos Morada Nova foram primeiramente encontrados naquela região e apresentam características importantes como a rusticidade (adaptados, portanto, à região semiárida), excelente qualidade do couro e alta prolificidade (apresentam maior número de cordeiros por parto). Em virtude da inserção de outras raças exóticas no país, os ovinos Morada Nova chegaram perto de serem extintos.

Atendendo a uma demanda dos criadores e visando à preservação genética, a Embrapa Caprinos e Ovinos iniciou um projeto para recuperação da raça, em 2007. Uma das ações é o trabalho de melhoramento genético participativo com os criadores da região, que envolve o teste de desempenho, realizado anualmente.

As informações são da Embrapa Caprinos e Ovinos

Paraná investe na ovinocultura de corte

Os primeiros resultados do Programa de Fomento da Ovinocultura no Paraná começam a aparecer após investimentos do Governo do Estado. Produtores selecionados no município de Cascavel receberam no início de dezembro animais aptos para reprodução, para ampliar a produção de carne ovina no Estado. Os recursos vieram através de convênio com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, no valor de R$250 mil, que foram repassados para a Sociedade Rural do Oeste do Paraná para a compra dos animais.

Em ação desde 2004, o Programa de Apoio à Estruturação da Cadeia Produtiva de Ovinos desenvolveu outras ações em parceria com o Senar/PR, como a capacitação de mais de cinco mil produtores rurais, com foco em produção animal e gestão de negócios. Chefes de cozinha também passaram por treinamentos sobre consumo e preparo de carne ovina. Além disso, foram ajustados frigoríficos para o processo correto de abate, resfriamento e corte. “A ovinocultura era executada sem organização de cadeia produtiva, a comercialização era informal, sem constância de produção e oferta do produto para o consumidor”, analisa José Antônio Garcia Baena, coordenador estadual do programa.

Após ações de marketing e participação de produtores da área em feiras de alimentação, observou-se que a aceitação do consumidor pela carne ovina vem aumentando. Agora o programa entra na fase de ampliação da cadeia produtiva. Com o apoio do Instituto Emater, da Adapar, da Sociedade Rural do Oeste do Paraná e da cooperativa VICTA, os produtores selecionados estão recebendo em média 35 fêmeas cada um para reprodução. Quando as crias provenientes destas fêmeas estiverem aptas a reproduzir, os produtores deverão repassar a quantidade de 50% do rebanho recebido a outro produtor, ampliando assim a abrangência da ação. “O primeiro objetivo é consolidar a cadeia produtiva. Posteriormente poderemos trabalhar com o melhoramento genético das crias. Sabemos que a qualidade do processo produtivo é importante, oferecendo aos consumidores uma carne de animais precoces e de alta genética”, destaca Baena.

Atualmente o Paraná possui o 6º maior rebanho de ovinos do país, com 530 mil cabeças. Para aumentar sua produção, o governo estadual espera ampliar o programa para realizar a mesma ação nos municípios de Pato Branco e Castro.  

Projeto Amanhã capacitou 90 jovens da zona rural de Sergipe em 2013

Em 2013, o Projeto Amanhã, iniciativa social da Codevasf que busca inserir no mercado de trabalho jovens da zona rural, capacitou 90 alunos do estado de Sergipe. No ano em que o Projeto completou 20 anos de existência, foram oferecidos quatro cursos, que trataram de operação e manutenção de tratores agrícolas, práticas agroecológicas e uso de húmus de minhoca para produção orgânica de mudas.

“O Projeto Amanhã tem o diferencial de levar em consideração as demandas locais e os anseios dos jovens como aspectos para a escolha dos cursos ofertados. Com isso, busca se aproximar da realidade dos jovens e de suas famílias, promovendo ações que renovem o meio rural e contribuam para a melhoria da qualidade de vida e renda desse público”, explica Izabel Aragão, gerente de Desenvolvimento Territorial da Codevasf.

O curso de operação de trator agrícola, com duração de 60 horas, foi realizado em duas ocasiões, nos municípios de Gararu e Japoatã – neste, treinando estudantes da Escola Família Agrícola de Ladeirinhas. Durante a capacitação, os jovens conheceram o funcionamento de tratores e receberam instruções para realizar a manutenção dos veículos e utilizar corretamente implementos.
De acordo com Avercílio dos Santos, presidente da Associação Mantenedora da Escola Família Agrícola (Amefal), os cursos do Projeto são especialmente significativos na vida dos jovens devido a sua abordagem prática. “Com a capacitação os estudantes passam a ter mais oportunidades no mercado de trabalho e também podem levar para as famílias o que aprendem”, diz.

Também na Escola Família Agrícola de Ladeirinhas foi realizado o curso de agroecologia, que repassou a 40 jovens do ensino médio informações sobre uso adequado do solo, nutrição das plantas e técnicas de compostagem. No povoado Ponta de Areia, em Pacatuba, oito jovens da Associação de Produtores Orgânicos de Ponta de Areia (Apop) realizaram experimentos com húmus da minhoca para produzir mudas, em uma parceria entre a Codevasf e a Embrapa Tabuleiros Costeiros.

“O curso foi muito importante porque ajuda a gente a preservar o meio ambiente, a levar os conhecimentos para a horta da minha família e porque facilita nossa entrada no mercado de trabalho. O meu desejo é me formar técnico agrícola e desejo aprimorar cada vez mais o nosso conhecimento para ajudar toda a comunidade”, afirma Jailson Moreira dos Santos, aluno do Projeto Amanhã em 2013 e morador do povoado Miranda, no município de Capela (SE).

Em Sergipe, o Projeto Amanhã capacitou cerca de três mil jovens na faixa etária de 14 a 26 anos desde a sua criação, em 1993. Nesses 20 anos de existência, o Projeto ofertou cursos nas áreas de ovinocultura, apicultura, caprinocultura, fruticultura, horticultura, piscicultura, informática, produção de doces e corte e costura, entre outros.