30 de abril a 04 de maio – EXPOCEARÁ

Chegou a vez do Ceará sediar sua primeira etapa do ranking Nacional da Raça Santa Inês em 2014.

 

Maiores Informações:

Clube do Berro: Tel: (85) 32872011  99871047

 

 

Circular CB nº 002/2014

 

Fortaleza (CE), 19 de março de 2014.

 

 

Ref. EXPOCEARÁ – 2014

 

 

A Diretoria do Clube do Berro tem a honra de convidar V. Sa. a participar da EXPOCEARÁ – 2014 que será realizada nas dependências do Parque de Exposição Gov. César Cals, em Fortaleza/CE, no período de 28 de abril a 05 de maio de 2014.

Segue abaixo as instruções necessárias para vossa participação no aludido evento:

 

a)      VENDA DO DIREITO DE USO DOS BOXES/CURRAIS

 

  • A venda será realizada diretamente na Secretaria do Clube, dia 27 de março de 2014, a partir das 19:00 hs. As eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas através do Fone:( 85)3287.2011(fixo) ou Celular:( 85) 8705.0740 / 9987.1047, com a Sra. Rosângela;
  • A distribuição dos referidos espaços será através de sorteio (mesmo procedimento adotado na EXPOINVERNO/2013);
  • O pagamento poderá ser efetuado:

ü    Através de depósito bancário (Banco Caixa Econômica Federal – Agência nº. 031 – Conta nº. 6405-3 – Operação 003), com o qual o criador confirmará sua inscrição na secretaria;

ü     Em espécie na secretaria do Clube, podendo ser parcelado em até 02 vezes (50% no ato e 50% com cheque para o dia 27/04/14);

  • Após a confirmação do pagamento, não haverá em nenhuma hipótese a devolução de valores;
  • Para sua efetiva participação, o expositor/sócio deverá estar em dia com as suas mensalidades perante a tesouraria, até o mês de março/2014;
  • A participação de expositores de outros estados e municípios do interior do Estado do Ceará, somente será permitida, se o mesmo apresentar quitação atualizada de débitos das respectivas associações locais;
  • PREÇOS:
    • Para associados:

– Box Caprino/Ovino: Capacidade até 05(cinco) animais – R$ 200,00(duzentos  reais);

– Curral Caprino/Ovino – Capacidade até 25(vinte e cinco) animais – R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais);

– Argola Bovino – R$30,00 (trinta reais)/Cab;

– Curral Bovino – Capacidade para 15 (quinze) animais – R$1.000 (hum mil reais).

 

 

  • Para expositores não associados – haverá um acréscimo de 100% (cem por cento) nos valores cobrados aos associados;
  • Só será permitida a inspeção daqueles animais, cujo expositor apresentar ao desembarque: GTA, Recibo ou Comprovante de Quitação dos Débitos emitidos pela Secretaria do Clube, bem como recibo de compra do direito de uso do(s) box(es) e/ou do(s) curral(is).

b)      JULGAMENTOS:

 

  • Cada expositor poderá inscrever para julgamento a quantidade de animais conforme o regulamento oficial do evento, para a raça ou espécie;
  • Ovinos: Para cada raça, no máximo 20(vinte) animais por expositor;

Obs.: Obedecidas as regras dispostas no Regulamento Oficial de cada raça.

  • Caprinos: De acordo com o regulamento oficial de cada raça;

OBS.: Será facultada a inscrição de até 05(cinco) animais reservas, por expositor, por raça, devidamente identificados previamente.

 

c)      DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS PARA INSCRIÇÕES:

 

  • Ovinos:
  1.                                                        I.      Até 06(seis) meses de idade: Comunicação de nascimento (CDN) devidamente assinada pelo técnico credenciado pela ARCO, juntamente com a ficha de inspeção ao pé da mãe;
    1.                                                     II.      De 06(seis) meses a 12(doze) meses de idade: CDN e carta de apto, com o respectivo animal “APTO”;
    2.                                                  III.      Acima de 12(doze) meses: Registro definitivo ou CDN com respectiva ficha de confirmação.

 

  • Caprinos:
  1.                                                        I.      Machos até 18(dezoito) e fêmeas até 24(vinte quatro) meses de idade: Apresentação do Registro Genealógico de Nascimento (RGN) ou ficha de campo;
    1.                                                     II.      Machos acima de 18(dezoito) e fêmeas acima de 24(vinte e quatro) meses

de idade: Apresentação do Registro Genealógico Definitivo(RGD).

Observações:

a)      Animais que tenham sido adquiridos de outros criadores, deverão estar     transferidos para o expositor (com cópia do documento frente e verso) ou apresentar declaração da Associação Estadual pertinente, informando a tramitação da referida transferência. Caso a aquisição tenha sido realizada através de hasta pública, deverá o expositor apresentar documento de arrematação em seu nome, emitida pela empresa leiloeira interveniente;

.

b)      O prazo para as inscrições presenciais será impreterivelmente até o dia 29/04/2014, na Secretaria do Clube.

 

c)      EXIGÊNCIAS SANITÁRIAS:

 

 

  • Gerais:

 

  1.                                                        I.      Guia de Trânsito de animais – GTA, para todos os animais;
  2.                                                     II.      Atestado zoosanitário do plantel de origem;
  3.                                                  III.      Caso os animais procedam de propriedades que também criem bovinos e bubalinos, comprovação de vacinação contra a Febre Aftosa (relativa às duas últimas campanhas) daqueles animais.
  • Ovinos:

 

  1.                                                             I.      Acima de 06(seis) meses de idade: atestado clínico negativo de Epididimite.

 

  • Caprinos:

 

  1.                                                             I.      Acima de 12(doze) meses de idade (na data oficial de abertura do evento) para machos e fêmeas: exame negativo para Complexo Artrite Encefalite Viral (CAEV) ou atestado clínico negativo para CAEV.

Observações:

  • Recomenda-se que os exames sanitários exigidos na entrada dos animais sejam realizados com antecedência, de modo a evitar transtornos;
  • Não será permitida a entrada ao Parque de Exposições de animais debilitados, com suspeita de Linfadenite Caseosa, Ectoparasitos, Mastites e/ou outras impropriedades sanitárias, devidamente identificadas pela Comissão de Defesa Sanitária Animal;
  • Somente será autorizado o desembarque dos animais em local apropriado para esse fim, após comprovação da regularidade documental, por parte da Comissão de Defesa Sanitária Animal.
  • Bovinos:

                          .GTA

                         . Exame de Brucelose: machos – a partir do 8º mês de idade; e

                                                                fêmeas – a partir de 24  meses.

Obs.: as fêmeas com menos de 24 meses de idade, que foram vacinadas contra brucelose, deverão apresentar atestado de vacinação.
. Exame de Tuberculose: machos e fêmeas a partir da 6ª semanas de idade.
 

 

 

 

  • Eqüinos:

. GTA
. Exames negativos de A I E e Mormo, realizados 60 dias antes abertura do

Evento;

. Atestado de vacinação contra influenza.

 

d)     OUTRAS EXIGÊNCIAS PARA OVINOS E CAPRINOS:

 

  • DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO POR ULTRASONOGRAFIA

 

  1.                                                        I.      Para animais com idade igual ou superior a 18 meses que não possuam nenhuma comprovação de parição, será necessária a apresentação do atestado de prenhez por ultra-sonografia, o qual será realizado exclusivamente no recinto do parque nos dias 28 e 29 de abril de 2014. Esse exame será realizado pelo médico veterinário credenciado pelo Clube do Berro, ao preço unitário de R$ 15,00.

 

  • EXAME ANDROLÓGICO:

 

  1.                                                        I.      Para animais acima de 12 meses, recomenda-se aos Srs. Expositores que apresentem o referido exame com prazo de validade de até 60 dias da data oficial da abertura do evento. O andrológico deve estar de acordo com as normas estabelecidas no Manual de Exames Andrológicos para Animais Domésticos, publicado pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal (CBRA). Caso o exame não tenha sido feito antecipadamente, o mesmo deverá ser realizado pelo médico veterinário devidamente credenciado pelo Clube do Berro, nos dias 28 e 29 de abril de 2014, ao preço unitário de R$ 25,00

 

Observação:

Somente terão acesso à pista de julgamento os animais cujo proprietário apresentar os exames supracitados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e)      PROGRAMAÇÃO:

DATA

EVENTO

HORÁRIO

28/04/2014

SEGUNDA

ENTRADA DE ANIMAIS

08:00 às 18:00 h.

29/04/2014

TERÇA

ENTRADA E ADMISSÃO DOS ANIMAIS

08:00 às 18:00 h.

30/04/2014

QUARTA

ABERTURA DO EVENTO

18:00 h.

JULGAMENTO DE BOVINO – ZEBU

08:00 às 18:00 hs.

 

01/05/2014

QUINTA

1º CURSO DE ATUALIZAÇÃO DO COLEGIADO DE JURADOS DA RAÇA ANGLONUBIANA

  (aula teórica)

17:00 às 20:30 h.

LEILÃO BOVINO

14:00 h.

JULGAMENTO DE CAPRINO, OVINO E BOVINO (PARDO SUIÇO)

08:00 às 18:00 h.

 

 

 

02/05/2014

SEXTA

  

1º CURSO DE ATUALIZAÇÃO DO COLEGIADO DE JURADOS DA RAÇA ANGLONUBIANA

  (aula teórica)

08:00 às 12:00 h.

1º CURSO DE ATUALIZAÇÃO DO COLEGIADO DE JURADOS DA RAÇA ANGLONUBIANA

  (aula prática)

14:00 às 18:00 h.

LEILÃO CAPRINO

19:00 h.

JULGAMENTO DE CAPRINO, OVINO, EQUINO E BOVINO (SIMENTAL)

08:00 às 18:00 h.

 

 

 

03/05/2014

SÁBADO

JULGAMENTO DE CAPRINO, OVINO,  EQUINO E BOVINO (JERSEY)

08:00 às 20:00 h.

1º CURSO DE ATUALIZAÇÃO DO COLEGIADO DE JURADOS DA RAÇA ANGLONUBIANA

  (aula prática)

0800 as 18:30 h.

PROVA DE TAMBOR

17:00 h.

EXPOSIÇÃO DE AVES E CURIÓ

08:00 às 12:00 h.

LEILÃO EQUINO

19:00 h.

ENTREGA DA PREMIAÇÃO

16:00 h.

04/05/2014

DOMINGO

JULGAMENTO DO EQUINOS

08:00 às 18:00 h.

SAÍDA DOS ANIMAIS

24:00 h.

Observação:

  • Animais de venda só poderão sair do Parque de Exposições com autorização do Diretor Técnico do Clube do Berro.

Esperamos contar com a vossa participação para abrilhantar ainda mais nosso evento.

Colocamos a Secretaria do Clube à disposição de V. Sa. para maiores esclarecimentos.

 

Atenciosamente,

 

JOSÉ AMILCAR DE ARAÚJO SILVEIRA

PRESIDENTE DO CB

22 a 27 de abril EXPOAGRO – Recife – PE

Exposição oficial da raça Santa Inês com pontuação para o ranking nacional da Raça.

A Expoagro Recife será a primeira exposição oficial de 2014 em  Pernambuco, estado que sediará a Nacional da raça em Novembro.

As inscrições para julgamento já estão disponíveis aqui no portal da ABSI, não perca o prazo e inscreva seus animais. O prazo se encerra no dia 22 as 23:00hs.

RS: PROESO divulga documento que dá obrigatoriedade ao exame da epididimite ovina

Foi divulgado pelo Programa Estadual de Sanidade Ovina (PROESO) da Secretaria de Agricultura do RS, o documento que obriga os criadores a apresentar o atestado negativo para a epididimite ovina (Brucella ovis) para qualquer tipo de finalidade, menos abate, e emissão de GTA para movimentação de ovinos machos, inteiros, acima de 6 meses.

O documento foi publicado no Diário Oficial na última segunda, dia 24 e a exigência do atestado está valendo desde o dia 25 de março. Ainda segundo o documento, todos os animais positivos serão sacrificados. Maiores informações podem ser obtidas diretamente no Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) da Secretaria de Agricultura, com a Superintedência de Registro Genealógico ou com os inspetores técnicos da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO).

A epididimite causa inflamação que é automaticamente transmitida entre o rebanho. Nos machos não há cura por isso os animais precisam ser sacrificados, já as fêmeas se curam sozinhas no próximo ciclo. Importante ressaltar que a epididimite não é zoonose, por isso a carne dos animais sacrificados, pode ser consumida sem problemas.

As informações são da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), adaptadas pela Equipe FarmPoint.

Como reduzir custo de produção?

Sempre estamos falando sobre o tal custo de produção, como calcular, como monitorar, e agora chegou a hora de falarmos um pouco em como reduzir. Certamente, os leitores têm muitas experiências vivenciadas e seria muito interessante se compartilhassem, por isso, aguardamos comentários!

Por que é importante reduzir custos? Para essa questão há várias respostas, vejamos:

– Para ter maior lucro.
– Para aumentar a margem líquida.
– Para aumentar a lucratividade e rentabilidade.
– Para ser mais competitivo.
– Para ser mais eficiente.
– Para se manter no mercado.

Analisando o “ter mais lucro” precisamos pensar na estrutura da cadeia produtiva. O produtor de carne de ovinos ou caprinos produz carne, que na maioria dos casos é um produto comercializado de modo não diferenciado, sendo dessa forma considerado commoditie. Esse produtor normalmente é tomador de preços, ou seja, ele depende do mercado consumidor para o qual produz, e raramente consegue colocar preço final no seu produto (Montoya e Parré, 2000; Arbage, 2000). Então se o produtor não consegue controlar o preço pelo qual vende seu produto, significa que ele não consegue aumentar a receita pelo aumento do preço de venda. Diante desse cenário, a saída que resta é a redução do custo, já que o lucro é obtido a partir da subtração entre receita e custo de produção. Sendo assim, reduzir custo pode causar impacto direto no lucro.

Cabe destacar que alguns produtores têm ações individuais ou junto à cooperativas para diferenciar seu produto e com isso conseguir aumentar o preço de venda, tendo maior poder de precificação. No entanto, esse não é o caso da maioria dos produtores de carne. Voltando à nossa questão inicial: como reduzir custos de produção?

O primeiro passo é conhecer o custo! 

A partir do momento que o produtor identifica todos os itens que compõem seu custo de produção ele visualiza quais são os valores mais representativos e pode estudar formas de reduzi-los.

Já vimos em artigos anteriores os gráficos com as proporções que cada item do custo representa na composição do custo total de produção. Esses são importantes para facilitar nossa análise e identificarmos o que está “pesando” no custo. Uma lista com os itens que compõem o custo classificada do maior para o menor custo ajuda muito. Ela deve ser analisada para definir os planos de ação. É necessário focar nas categorias de custos realmente significativas. No entanto, devemos cuidar também dos pequenos custos, pois vários deles somados podem gerar uma quantia significativa. Então não descuide dos itens que estão no final da lista.

Todos os custos devem ser elencados e o ideal é manter um histórico para que seja possível fazer uma análise comparativa. E lembre-se, o controle de custo de produção sempre deve ser realizado, independentemente do tamanho da propriedade.

A compra de insumos

Planejar as compras pode reduzir custos, pois a aquisição pode ser feita em épocas de queda de preço. Não se pode esquecer de avaliar se compensa fazer estoque de alguns produtos. As compras conjuntas são uma boa opção. Se possível o produtor pode fazer parcerias para comprar em maior volume e com isso menor preço.

Pesquisar preços, pois pode haver grandes diferenças.

Avaliar sempre os valores de frete, pois o preço do produto pode até ser menor, mas ao incluir o frete a compra deixa de ser vantajosa. Em relação aos alimentos, quanto mais dependente a produção for do uso de concentrado, mais sofrerá com as variações dos preços dos produtos agrícolas. Como a alimentação dos animais tem forte influência no custo de produção, quedas no preço contribuem para a redução do custo, mas o inverso também ocorre.

A redução do desperdício

Evitar desperdício de insumos é fundamental.

Quanto à energia elétrica, seu uso deve ser otimizado e isso requer mudanças nas instalações e nos hábitos dos funcionários. Equipamentos mais novos e uso de luz natural contribuem para reduzir o gasto com energia. Em relação ao desperdício de tempo, ele pode custar caro. Por isso, analise as atividades da equipe e verifique se os processos podem ser otimizados.

Uso de tecnologias

O investimento em tecnologias pode contribuir na redução de custos. E aqui não precisamos pensar somente em tecnologias “de ponta” e de alto custo, pois muitas soluções podem gerar excelentes resultados com pouco investimento. Por isso é importante estar atento ao que o mercado disponibiliza e avaliar de acordo com a realidade da sua propriedade de modo a identificar o que pode efetivamente contribuir no seu contexto.

Qualificação profissional

Estudar, fazer cursos, ir à palestras e eventos da área, ler artigos, trocar experiências com profissionais da área, tudo isso contribui para uma gestão eficiente que pode ter impacto no custo de produção. Conhecer novas técnicas e métodos é importante. Por isso, fique atento para manter-se atualizado e sempre que possível também proporcione aos funcionários cursos e treinamentos, pois sempre são motivadores! E conte sempre com o apoio de um profissional experiente na área para assessorias.

Trabalho em equipe

Toda equipe envolvida na produção precisa ser responsabilizada, seja pelos bons resultados ou pela necessidade de melhorias. Ouvir os funcionários envolvidos no processo é essencial, pois muitas vezes eles sabem formas de reduzir desperdícios e trazem ideias que podem contribuir. Reuniões periódicas com a equipe de trabalho para discutir aspectos relacionados à custos e produtividade são importantes. Lembrar também de valorizar cada ideia nova que surja no processo.

Finalizando 

A redução de custos pode ser proveniente da soma de pequenas economias em várias área do processo produtivo, podendo ser citada como fonte, a troca de produtos (marcas ou fornecedores), economia na quantidade de insumos utilizados pela redução do desperdício ou mesmo da alteração do manejo dos animais. No entanto, lembre-se sempre de cuidar para não provocar ações que afetem negativamente a produtividade ou o bem-estar dos funcionários.

 

 autor

Carina Barros    Osasco – São Paulo

Médica veterinária Mestre em Ciências Veterinárias UFPR Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP Atuação na avaliação econômica e modelagem

Exportações de ovinos vivos da Austrália caem 17% em janeiro

De acordo com dados do Australian Bureau of Statistics, as exportações de ovinos vivos da Austrália durante o mês de janeiro foram 17% menores que no mesmo mês do ano anterior, em 204.250 cabeças. Já os dados do ano fiscal até janeiro alcançaram 1,12 milhão de cabeças, 10% a menos que no ano anterior.

O Kuwait foi o maior mercado para ovinos vivos, com 85.045 cabeças no mês, 22% a menos que no ano anterior, enquanto as vendas no ano fiscal até janeiro aumentaram 43% com relação ao ano anterior, para 526.106 cabeças. O número de ovinos vivos exportados a Qatar caiu 8% durante janeiro, para 60.000 cabeças, e as vendas de julho de 2013 a janeiro de 2014 caíram 10%, para 302.897 cabeças, enquanto os envios à Jordânia caíram 14% em janeiro, totalizando 30.000 cabeças.

As exportações de caprinos vivos para o ano fiscal até janeiro foram de 50.236 cabeças, 44% a mais que no mesmo período do ano anterior. Em janeiro, 6.358 caprinos foram exportados para a Malásia, 35% a mais que no mesmo mês do ano anterior.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA).

MG: primeira empresa de laticínios de leite de ovelha cadastrada recebe suporte técnico da Emater

Dona de um plantel de 60 ovelhas da raça Lacaune, sendo somente 20 em lactação, a produtora familiar Lara Dias, não tem do que reclamar quando o assunto é o empreendimento que montou na propriedade rural da família, em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A finalidade é processar o leite ovino, mas nesse primeiro ano de funcionamento, cautelosa, ela e a família optaram por investir inicialmente na fabricação de iogurte. “Focamos em apenas um produto até aumentar nossa produção”, avisa.

Contando com a ajuda e a mão de obra de familiares, como a mãe, o sobrinho e o irmão, além de um funcionário, Lara comemora os resultados da agroindústria batizada de Sabores da Ovelha. “A empresa está indo bem. Os custos estão sendo pagos. Nosso produto está em vários supermercados e em Belo Horizonte, negociamos também a venda do nosso iogurte na rede dos supermercados Verde Mar”, enumera. Outro ganho apontado pela produtora é a renovação do rebanho, com a compra de ovelhas melhoradas geneticamente.

Para Lara, o ditado “o menos vira mais” explica bem a visão que ela adotou para tocar o negócio e aproveitar ao máximo a capacidade do local onde está instalada. “Onde comem uma vaca, comem dez ovelhas e isso compensa o pequeno tamanho da propriedade”, justifica. Sobre a renovação do plantel como vem fazendo, com menos ovelhas e mais produtividade, a produtora argumenta: “enquanto se gasta de nove a dez litros de leite de vaca para produzir um quilo de queijo, o mesmo produto de ovelha, consome de quatro a cinco litros”. A diferença, segundo Lara Dias, está no fato de o leite de ovelha possuir mais sólidos (menos água).

O laticínio de leite de ovelhas de Itapecerica, que recebe o suporte técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) é o primeiro do tipo a funcionar de forma regulamentada, em Minas Gerais, após a lei estadual nº 19.476. Segundo a coordenadora técnica regional da Emater-MG de Belo Horizonte, Cinthya Madureira, a lei de 11 de janeiro de 2011, dispõe sobre a habilitação sanitária agroindustrial rural de pequeno porte.

O laticínio de Lara Dias, cujo projeto teve início em 2011, produz diariamente 200 potes de 160 gramas de iogurte e já está em importantes redes de supermercados de Belo Horizonte, Arcos, Itapecerica e Divinópolis. Na capital, o produto também pode ser encontrado em mais quatro pontos de vendas. Tudo isso acontece, apenas um ano após a obtenção do cadastro da agroindústria familiar junto ao Instituto de Agropecuária de Minas Gerais (IMA).

Outras atividades

Além da produção de leite, a empreendedora rural Lara Dias comenta também que todas as geleias que dão sabores ao iogurte de leite de ovelha são produzidas na propriedade Rancho Bela Vista. “Nosso produto leva em sua composição 20 gramas de geleia, que pode ser de ameixa, abacaxi, frutas vermelhas, goiaba e frutas da estação. São 20 gramas do doce, produzido pela minha mãe e 140 de iogurte”, revela.

Outra atividade da propriedade familiar de Itapecerica, segundo Dias, é o abate dos machos no abatedouro municipal. A carne é utilizada no bistrô montado na cozinha da sede da fazenda. “Meu irmão assumiu a cozinha e funcionamos de sexta-feira a sábado, a partir das 20 horas, com pratos feitos com carne de cordeiro. No domingo, abrimos para almoço e temos opções de outras carnes para os não amantes de cordeiro”, ressalta.

As informações são da Agência Minas, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

Kátia Abreu quer fim do contingenciamento de recursos para saúde animal e vegetal

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) defendeu nesta terça-feira (11), durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a aprovação do Projeto de Lei que veda o contingenciamento de recursos para a saúde animal e vegetal.

“Nós temos uma sensibilidade enorme por sermos um país gigante e de clima tropical. Talvez o Brasil seja um dos que mais corre risco de sofrer com doenças animais e vegetais”, argumentou.

O PL nº 591/2011, de autoria do senador Antônio Russo, altera o artigo 9º da Lei Complementar 101/2000 e proíbe limitação de despesas com saúde no agronegócio.

De acordo com a parlamentar, entre os anos de 2001 a 2012 foram investidos em media 0,01% do PIB do agronegócio em sanidade animal. Em 2013 a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi uma das afetadas pelo corte de R$ 10 bilhões no Orçamento Geral da União.

Por outro lado, segundo Kátia Abreu, o agronegócio é o setor de maior sucesso no país. “As projeções que temos para 2014 é que o agro deverá crescer 4% este ano, chegando a R$ 1 trilhão de reais. Caso se confirme este resultado, o PIB do setor terá um crescimento de 34% em dez anos. No entanto, nada por ser mais importante que a saúde animal e vegetal”, afirmou a senadora.

A votação do projeto foi adiada após pedido de vista coletiva. A senadora Kátia Abreu acredita que a matéria será votada nas próximas semanas.

As informações são do surgiu.com.br.

Com demanda em alta e estímulo financeiro, criadores de ovinos projetam temporada de bons negócios

O número de ovinos no Estado foi ampliado em 600 mil exemplares desde novembro de 2011, quando o Rio Grande do Sul amargava queda de quase duas décadas no tamanho do rebanho. O dado mais recente divulgado pela Secretaria da Agricultura mostra que atualmente são 4,1 milhões de animais, espalhados por cerca de
50 mil propriedades, a maior parte na Campanha. Há dois anos, esse número era de pouco mais do que 3,5 milhões.

Otimistas, representantes do setor esperam a manutenção do crescimento dos negócios em 2013, mas a maioria não arrisca a falar em cifras. Igualar os resultados do último ano é percebido como algo positivo – e um desafio para a temporada atual de remates.

Considerada termômetro dos negócios, a Feovelha, de Pinheiro Machado, realizada em janeiro, teve no ano passado resultado recorde de R$ 1,54 milhão, com quase 6 mil animais comercializados – 35% acima do registrado em 2012. A feira tradicionalmente registra o maior volume de negócios da temporada no Estado. Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Paulo Schwab projeta aumento de até 10% nos negócios para o período de leilões, que segue até março do ano que vem.

Percentual próximo é estimado para o crescimento do rebanho em 2013 – entre 7% e 8%. Nos últimos anos, houve redução na oferta de matrizes nos remates da temporada – um indicativo de que os produtores estão segurando fêmeas nas propriedades com objetivo de aumentar ainda mais o plantel.

– Nas feiras de primavera, o mercado é mais direcionado. Agora vão começar as grandes aquisições – avalia Schwab.

Com o avanço da agricultura em áreas tradicionalmente usadas para criação de animais, a pecuária no Estado se viu desafiada nos últimos anos a produzir melhores resultados. Beneficiada pela demanda em alta e com incentivos do governo, a ovinocultura reconquista criadores.

Preço do quilo reflete procura

O programa Mais Ovinos no Campo, criado em 2011 na tentativa de recuperar a atividade, chega ao final do seu terceiro ano com a aplicação de R$ 68 milhões dos cerca de R$ 100 milhões de crédito disponibilizados para retenção de fêmeas e aquisição de matrizes e reprodutores. De acordo com a Secretaria da
Agricultura, 2.676 contratos foram assinados, o que garantiu o financiamento de 365,3 mil animais.

A atratividade também é reflexo da maior demanda do consumidor por carne ovina, especialmente nos Estados do centro do país.A procura pela carne mantém o valor do produto em alta. Depois de trabalharem com preços entre R$ 4 e R$ 5 o quilo vivo do cordeiro nos últimos anos, alguns produtores estão pedindo – e levando – até R$ 6 pelo quilo vivo, afirma o presidente da Arco. E como o país ainda é dependente do Exterior para suprir a demanda brasileira pela carne (principalmente do Uruguai), a perspectiva é de que o mercado siga aquecido.

– A ovinocultura não vinha sendo tratada realmente como uma atividade econômica. Se for comparar com soja, arroz ou gado, a rentabilidade por hectare é superior. Quando o produtor enxergar a ovinocultura como uma atividade rentável, vai optar mais por ela – defende o coordenador da Câmara Setorial da Ovinocultura, José Galdino Garcia Dias.

Importação de pedigree para melhorar o plantel

A perspectiva de bons negócios com ovinos atrai novos interessados para a atividade e tem reforçado a atuação de criadores tradicionais, como Cláudio Pereira, de Bagé. Nesta temporada de remates, o produtor ofertará 620 animais da raça ideal – 600 fêmeas e 20 reprodutores – durante a 1ª Feira de Cordeiros do Pampa, que ocorre na segunda quinzena de janeiro.

A expectativa é de que os animais da raças de duplo propósito (produzem lã e carne) sejam disputados. A próxima meta do criador é aprimorar a qualidade genética dos 2,4 mil ovinos da raça corriedale. Para tanto, a intenção é importar da Argentina e do Uruguai cerca de cem animais de pedigree.

– O trabalho é intensivo, então tenho de optar por uma raça ou outra.A propriedade não comportava, mas continuo apostando em ovelha. É uma fonte de renda
extraordinária – comenta o criador.

Paraná investe na ovinocultura de corte

Os primeiros resultados do Programa de Fomento da Ovinocultura no Paraná começam a aparecer após investimentos do Governo do Estado. Produtores selecionados no município de Cascavel receberam no início de dezembro animais aptos para reprodução, para ampliar a produção de carne ovina no Estado. Os recursos vieram através de convênio com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, no valor de R$250 mil, que foram repassados para a Sociedade Rural do Oeste do Paraná para a compra dos animais.

Em ação desde 2004, o Programa de Apoio à Estruturação da Cadeia Produtiva de Ovinos desenvolveu outras ações em parceria com o Senar/PR, como a capacitação de mais de cinco mil produtores rurais, com foco em produção animal e gestão de negócios. Chefes de cozinha também passaram por treinamentos sobre consumo e preparo de carne ovina. Além disso, foram ajustados frigoríficos para o processo correto de abate, resfriamento e corte.

“A ovinocultura era executada sem organização de cadeia produtiva, a comercialização era informal, sem constância de produção e oferta do produto para o consumidor”, analisa José Antônio Garcia Baena, coordenador estadual do programa. Após ações de marketing e participação de produtores da área em feiras de alimentação, observou-se que a aceitação do consumidor pela carne ovina vem aumentando.

Agora o programa entra na fase de ampliação da cadeia produtiva. Com o apoio do Instituto Emater, da Adapar, da Sociedade Rural do Oeste do Paraná e da cooperativa VICTA, os produtores selecionados estão recebendo em média 35 fêmeas cada um para reprodução. Quando as crias provenientes destas fêmeas estiverem aptas a reproduzir, os produtores deverão repassar a quantidade de 50% do rebanho recebido a outro produtor, ampliando assim a abrangência da ação.

“O primeiro objetivo é consolidar a cadeia produtiva. Posteriormente poderemos trabalhar com o melhoramento genético das crias. Sabemos que a qualidade do processo produtivo é importante, oferecendo aos consumidores uma carne de animais precoces e de alta genética”, destaca Baena. Atualmente o Paraná possui o 6º maior rebanho de ovinos do país, com 530 mil cabeças. Para aumentar sua produção, o governo estadual espera ampliar o programa para realizar a mesma ação nos municípios de Pato Branco e Castro.

 

fonte: Seab –

Impasse atrasa decreto que finaliza regulamentação do novo Código Florestal

A três meses do segundo aniversário do novo Código Florestal, uma séria divergência entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura faz mais do que atrasar o processo de regularização ambiental das propriedades. Travada nos bastidores, a disputa pode comprometer o tamanho da recuperação de vegetação nos imóveis rurais do país.

A disputa reproduz parte da queda de braço entre ruralistas e ambientalistas durante a votação do Código Florestal no Congresso. Está concentrada num dos artigos da Instrução Normativa preparada pelo Ministério do Meio Ambiente, que trata do conceito de imóvel rural.

A publicação desse documento dará início oficialmente à contagem do prazo de dois anos que todas as 5,4 milhões de propriedades rurais do país terão para entrar no CAR (Cadastro Ambiental Rural).

Segundo o texto proposto pela equipe da ministra Izabella Teixeira, imóvel rural é “uma ou mais propriedades ou posses rurais, contínuas, pertencente à mesma pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, em regime individual ou comum, que se destine ao uso econômico, à conservação e à preservação dos recursos naturais renováveis”.

O Ministério da Agricultura alega que o Meio Ambiente mudou o conceito de imóvel rural definido por lei desde os anos 60, no Estatuto da Terra, e reiterado numa lei federal de 1993 (número 8.629). De acordo com essa lei, imóvel rural é “o prédio rústico de área contínua, qualquer que seja a sua localização, que se destine ou possa se destinar à exploração agrícola, pecuária, extrativista vegetal ou agroindustrial”.

“Nossa consultoria jurídica defende a tese de que uma Instrução Normativa não tem o poder de alterar uma lei”, argumenta o ministro da Agricultura, Antônio Andrade. “Entendemos que o conceito de imóvel rural é o disposto no inciso I do artigo 4º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993”, respondeu o ministro ao Observatório do Código Florestal.

Na avaliação do Ministério do Meio Ambiente, a Instrução Normativa apenas interpreta o conceito de imóvel rural presente na lei, sobretudo do termo “áreas contínuas”. O Meio Ambiente entende que deve considerar como um único imóvel áreas contínuas de um mesmo proprietário, ainda que estas áreas tenham matrículas ou registros diferentes. Este mesmo entendimento já vem sendo aplicado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Na prática, faz muita diferença na hora de contabilizar os passivos ambientais das propriedades rurais.

O Observatório do Código Florestal teve acesso a uma simulação dos impactos da aplicação dos dois entendimentos. Uma propriedade rural considerada grande (com área superior a 10 módulos fiscais), de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, pode ser transformada em várias propriedades menores, onde as exigências de recuperação de Áreas de Preservação Permanentes e de compensação de Reserva Legal estabelecidas pelo Código Florestal são menores.

Considere a hipótese de um imóvel rural de 4.200 hectares localizada em município em que cada módulo fiscal corresponde a 100 hectares. Trata-se de um imóvel rural grande, pelos critérios do Ministério do Meio Ambiente. Veja a simulação do CAR desta propriedade:

á para o Ministério da Agricultura, com apoio da parlamentares ruralistas, a mesma área deve ser tratada como vários imóveis, dependendo do número de matrículas. Os imóveis pequenos, com áreas de até quatro módulos fiscais, simplesmente ficam dispensados de recuperar Reserva Legal, mesmo que tenham desmatado mais do que o limite estabelecido por lei, que varia de acordo com os biomas. A recuperação de Áreas de Preservação Permanentes também poderia ser reduzida à metade, em alguns casos. O Código Florestal prevê que a recuperação da vegetação às margens de rios, por exemplo, varia de acordo com o tamanho da propriedade, no que ficou conhecido como a regra da “escadinha”: quanto menor a propriedade, menor a exigência. Na simulação por matrículas, o mesmo imóvel teria o direito a fazer quatro cadastros com menos de quatro módulos, como na figura abaixo:

Conversão de multas

Outro tema que provoca divergências na Esplanada dos ministérios trata da possibilidade de conversão de multas aplicadas a proprietários rurais que tenham desmatado até 22 de julho de 2008 dentro dos limites previstos pela lei (80% da propriedade no bioma Cerrado, fora da Amazônia Legal, por exemplo), mas sem a exigida autorização do órgão ambiental. Essa possibilidade de conversão de multas está prevista no artigo 42 do Código Florestal e depende de regulamentação.

A proposta de decreto em análise no Palácio do Planalto prevê que as formas de conversão dessas multas serão definidas pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da Advocacia Geral da União. O Ministério da Agricultura defende uma espécie de anistia para essas multas, com a sua conversão em advertência. O do Meio Ambiente rejeita essa proposta.

“Nossa proposição é que esse novo decreto traga claramente como isso [a conversão de multas] será realizado, para dar segurança jurídica ao produtor rural”, afirma o ministro Antônio Andrade.

As divergências na edição do decreto com normas complementares do Código Florestal já impõe uma demora no início da regularização ambiental das propriedades rurais do país. Em maio, o novo Código Florestal completa dois anos sem que a regularização tenha saído do papel.

As informações são do Observatório do Código Florestal.