MT GANHARÁ MAIS UM FRIGORÍFICO PARA ABATE DE CAPRINOS E OVINOS.

Criadores de caprinos e ovinos de Cuiabá e cidades próximas podem ser favorecidos com a inauguração de um frigorífico específico para abate desses animais na Capital matogrossense. Em todo Estado, existe atualmente apenas duas plantas frigoríficas habilitadas para realizar o processamento desses animais, sendo uma localizada em Alta Floresta e outra em Rondonópolis, conforme informações da Associação Mato-grossense dos Criadores de Ovinos (Ovinomat).

Diretor tesoureiro da entidade, Antônio Carlos Carvalho, comenta que foi constituída uma cooperativa, integrando 27 criadores da Baixada Cuiabana, com o objetivo de inaugurar um frigorífico de abate de ovinos e caprinos em Cuiabá. Escolha foi motivada pela proximidade com os consumidores, já que a Capital agrega maior quantidade de supermercados e restaurantes.

Inauguração da planta frigorífica contribuirá para aumentar o consumo interno da carne produzida no próprio Estado, reduzindo a importação do produto de outras regiões do país e baixando o custo do alimento ao consumidor final. “Hoje, 80% da carne ofertada nos supermercados daqui é trazida de outros estados”. Rebanho estadual de ovinos e caprinos é constituído por uma média de 1 milhão de animais, espalhados em 3 mil propriedades.

Em Mato Grosso, a ovinocultura tem predominado nas pequenas propriedades, mas, segundo Carvalho, é uma alternativa viável para aquelas maiores, associando a atividade à pecuária e agricultura. Responsável pelo acompanhamento do rebanho mantido na Estância Celeiros, em Rondonópolis o médico veterinário Guilherme Machado comenta que o consumo da carne de cordeiro tem se mantido estável, registrando variação sazonal no final do ano. “Encaminhamos para abate cerca de 500 animais por mês”. Esse número é abatido no frigorífico Rondonópolis, sendo comercializado em seguida nos açougues e supermercados da região.

fonte: A Gazeta

EMBRAPA MAPEIA AS PRINCIPAIS DOENÇAS DE CAPRINOS E OVINOS NO BRASIL

Está em fase avançada os estudos realizados por pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos em nove estados do Brasil para identificar o nível de infecção dos rebanhos de pequenos ruminantes pelas nove principais doenças que afetam caprinos e ovinos.

O trabalho de campo foi concluído no Nordeste e estão sendo coletadas amostras nos três estados de outras regiões do país. A pesquisa, iniciada em janeiro de 2009, resultará na caracterização do perfil zoossanitário da caprinocultura e da ovinocultura tropical por território.

Três das doenças são contempladas pelo Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos (PNSCO), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): Artrite Encefalite Caprina (CAE), Maedi-Visna (MVV) e Brucelose Ovina. O resultado da pesquisa envolvendo esse grupo irá subsidiar o estabelecimento do programa e orientar políticas públicas e privadas para o controle das enfermidades.

As outras seis doenças impactam negativamente a produtividade dos rebanhos, daí a importância do diagnóstico. Trata-se de Linfadenite Caseosa, Clamidofilose, Neosporose, Toxoplasmose, Língua Azul e Leptospirose. Para prevenir as doenças, é necessário aplicar as técnicas de manejo sanitário de pequenos ruminantes.

A Embrapa oferece tais instruções em documento disponibilizado no link: http://www.cnpc.embrapa.br/admin/pdf/03155000120122.doc77.pdf

Os estados que participam das análises são os que possuem maior representatividade na caprinocultura e na ovinocultura tropical. Seis estão na região Nordeste (Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia), um estado é da região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul) e dois do Sudeste do Brasil (Minas Gerais e Rio de Janeiro). Para mapear os outros estados da federação, os pesquisadores preveem um novo projeto.

A atuação em cada estado consiste na coleta de amostras de sangue em várias propriedades para o diagnóstico das doenças de caprinos e ovinos e na aplicação de questionário aos produtores, contemplando os temas nutrição, reprodução, sanidade e manejo geral. Relacionando os diagnósticos clínicos e os questionários, a pesquisa identificará os fatores de risco e o impacto econômico das enfermidades.

A Embrapa tem como parceiros no projeto universidades, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e institutos estaduais de extensão rural. Quatro trabalhos de mestrado e doutorado já foram produzidos a partir da pesquisa e as informações foram apresentadas em oito eventos científicos.

As informações são da Embrapa Caprinos e Ovinos, resumidas e adaptadas pela Equipe FarmPoint.

Representantes da ovinocaprinocultura debatem a cadeia

A qualificação de mão de obra é apontada como dos fatores que atrapalham o crescimento da cadeia produtivo de Ovinos e Caprinos de Mato Grosso. De acordo com a produtora de Ovinos de Rondonópolis, Fernanda de Oliveira Campos, a falta de profissionais qualificados gera entre os produtores uma disputa acirrada por aqueles trabalhadores que têm algum conhecimento. “Hoje se você encontrar um profissional que sabe lidar com ovinos tem que tratar bem e não pode largar dele”, brinca.

A produtora participou na manhã dessa segunda-feira (19.03) do primeiro dia do Workshop das Cadeias Produtivas, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), na sede da instituição, em Cuiabá. “Esse encontro está sendo muito positivo, pois poderemos avaliar o que é preciso para melhorar a capacitação dos trabalhadores que irão atuar na nossa propriedade”, pontuou a produtora.

Além da rondopolitana, outras 60 pessoas que representam instituições ligadas às cadeias produtivas de ovinocultura e caprinocultura, como universidades, Embrapa, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar de Mato Grosso (Sedraf), participaram do encontro. “Nós pretendemos identificar e antecipar tendências e demandas por capacitação profissional rural para atender o mercado de trabalho agropecuário do Estado de Mato Grosso”, explicou o superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho, ao falar sobre o objetivo do workshop.

O facilitador do workshop, professor PhD em Administração Rural, Altair Dias de Moreira, da Universidade Federal de Viçosa (FGV), de Minas Gerais, explica que o evento é uma sessão consultiva com os especialistas de cada cadeia. “Queremos saber dos cursos oferecidos pelo Senar-MT quais devem continuar, quais devem mudar, quais permanecem inalterados e quais são desnecessários, devido a mudança de tecnologia ou outro fator”, aponta.

Cadeia produtiva de ovinocultura e caprinocultura – Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a ovinocaprinocultura é uma atividade extremamente viável ao produtor mato-grossense, que investiu durante 10 anos em pesquisas de melhoria genética. Por este motivo, hoje não é mais preciso importar material genético das raças Dorper e Santa Inês no Estado.

O rebanho é de aproximadamente um milhão de cabeças e a expectativa é de que até 2015 esse número aumente em 400%, chegando a cinco milhões de cabeças, suprindo a demanda interna pelos produtos derivados do segmento. O crescimento no rebanho é oportunidade para geração de emprego e renda no Estado. Atualmente a produção de ovinos e caprinos está espalhada pelos municípios do Vale do Guaporé, em Cáceres, Alta Floresta, Colíder, Vale do Araguaia e na Baixada Cuiabana.

fonte: CNA

Feinco 2012 encerra com leilão da raça Santa Inês.

O 5º Leilão Chave de Ouro foi realizado durante a 9º Feira Internacional de Caprinos e Ovinos, Feinco, em São Paulo. O pregão ofertou 22 ovinos Santa Inês e coletas de algumas das principais doadoras da raça, resultando no faturamento de R$ 178.320 e média de R$ 7.753.
Foram comercializadas 18 fêmeas e três machos. Também foi ofertada uma fêmea prov III. As fêmeas puras fizeram média de R$ 6.853, enquanto a Prov III foi vendida em lance final de R$ 4.080. Os machos foram comercializados à média de R$ 6.560 e as coletas puderam ser adquiridos a R$ 15.600 cada doadora.
A promoção reuniu os criatórios Santa Mônica, Morro Verde, Guarany, Porto Reserva, Vassoural e Carpa Serrana e Rebanho Sim.
Os trabalhos foram conduzidos pelo leiloeiro Roberto Leão. A organização ficou a cargo da Leilonorte e a transmissão foi feita pelo site wtvweb.com.br/chavedeouro.

CORDEIRO NA SÃO PAULO RESTAURANTE WEEK 2012

De coloração vermelho-rosada, a carne de cordeiro é sinônimo de sofisticação e muito usada em casas italianas. De gosto inconfundível e diferente dos outros cortes, é macia e combina bem com hortelã, alecrim e vinhos.

Ainda que o carré seja o formato mais conhecido de ser servido, o corte estrela pratos em nove restaurantes da São Paulo Restaurant Week 2012 nas mais diversas formas – cubos, lascas, ragú, paleta, picanha. Prepare-se para se deliciar!
Le Bou
Durante o almoço e o jantar, o café, bar e bistrô francês do Itaim serve criações especiais para a Restaurant Week 2012. A boa pedida para a noite é a paleta de cordeiro Maison com purê de batata e molho de vinho tinto.

Apriori Cucina
Participando da maratona gastronômica somente no jantar, a casa italiana serve a Picanha di Agnello alla Griglia com Olio di Erbe, picanha de cordeiro grelhada com azeite de ervas e risoto de queijo gruyère.

Chakras
Conhecido pelos ambientes suntuosos, o espaço está presente na maratona nas duas refeições. Apenas no almoço, o fettuccine salteado com cubos de codeiro e tomate fresco no azeite de parmesão é prato principal especial.

Arábia
A unidade Jardins do restaurante árabe participa com cartas para o almoço e o jantar. Mas somente no jantar serve o arroz de berinjela e cordeiro – arroz de açafrão com pequenos cubos fritos de berinjela, cobertos com lascas de cordeiro e cebola caramelizada.

Mercearia do Conde
No coração do Jardim Paulistano, o local participa apenas do jantar da Restaurant Week. Única opção de carne vermelha do menu, o agnolotti de cordeiro ao molho de abacaxi e hortelã é ótima pedida.

Espaço Árabe
Recentemente reformado, o estabelecimento na Oscar Freire apresenta a carne em seu menu de jantar: ragú de cordeiro acompanhado com trigo inteiro, ceboletes e amêndoas torradas. O Espaço ainda possui menu para o almoço.

Obá
Famosa por unir cozinhas dos quatro cantos do mundo, o restaurante dos Jardins prepara almoço e jantar para a SPRW. Sendo um corte nobre e acentuado, o cordeiro aparece somente no jantar: cordeiro ao leite de coco da ilma do Piauí – carne macia preparada em molho com levíssimo toque de coco. Acompanha arroz branco e farofa feita com farinha de Cruzeiro do Sul.

Tantra Mongolian Grill
Com menus iguais para as unidades de São Paulo e da Granja Viana, o estabelecimento destaque o prato com a carne como a mais especial. Tanto no almoço quanto no jantar, o Cordeiro Balinês é servido refogado com temperos e molhos autênticos da Ilha dos Deuses, um dos destinos mais procurados da Indonésia. Acompanha arroz com perfume de jasmim e chega à mesa dentro de uma manga.

Tanger
A casa marroquina da Vila Madalena oferece almoço e jantar para a Restaurant Week, sendo que o tradicional Desarrumadinho do Tanger (cordeiro desfiado numa cama de purê de abóbora, acompanhado por couve fresca, alho frito, batata palha caseira e azeite extra virgem) está disponível apenas no almoço.

fonte: Guia da semana

 

 

 

 

ESTIAGEM PREJUDICA A PRODUÇÃO NACIONAL DE GRÃOS, DIZ CONAB

Apesar da queda em relação à safra anterior, setor sinaliza com recuperação em determinadas culturas.

A seca provocada pelo fenômeno La Niña, especialmente no final do ano passado e início de 2012, afetou as lavouras de milho, soja e feijão do país, segundo o sexto levantamento divulgado nesta quinta-feira, 8 de março, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O documento sinaliza uma redução de 3,1%, na safra de grãos, que deve ficar em 157,8 milhões, ante os 162,958 milhões de toneladas da safra anterior.

Apesar da retração, o setor já sinaliza recuperação em determinadas culturas. Parte da lavoura do milho primeira safra e do milho segunda safra aumentaram a produção nacional de grãos da temporada 2011/12 em relação ao balanço de fevereiro. O aumento foi de 0,5% ou de 744,2 mil toneladas.

Atento às necessidades dos produtores, o ministério implementa medidas para amenizar os prejuízos e utiliza instrumentos específicos, como leilões de Valor de Escoamento de Produto (VEP), venda direta, denominada Venda Balcão, além da AGF, EGF, entre outros mecanismos. No próximo dia 15, por exemplo, o leilão de VEP vai negociar 80 mil toneladas de milho, sendo 40 mil para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As autorizações já foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

O secretário de Política Agrícola, Caio Rocha, também anunciou uma reunião com a cadeia produtiva do milho para discutir a questão e criar mecanismos que atendam ao setor para o próximo Plano Safra. “Estamos atentos às necessidades dos agricultores e implementando medidas e usando os mecanismos que disponibilizamos para atendê-los”, salientou Rocha.

Culturas

O milho e a soja, culturas de maior peso na produção, chegam a 83% de toda a safra, com um volume de 130,451 milhões de toneladas. O milho deve crescer 7,5%, considerando a safra total, estimada em 61,703 milhões de toneladas. No caso do milho segunda safra, a estimativa é de 25,804 milhões de toneladas, 20,1% a mais do que o colhido no período passado, quando registrou 21,481 milhões de toneladas. A produtividade deve chegar a 3,838 quilos por hectare, com aumento de 5,2% em relação à safra anterior de 3,647 kg/ha. Já a produtividade da soja deve cair 8,7%, e a produção deve chegar a 68,749 milhões de toneladas.

O cultivo da safra 2011/12 deve ocupar uma área de 51,682 milhões de hectares, com um crescimento de 3,6% sobre os 49,888 milhões de hectares do último período. Isso representa um aumento de 1,794 milhão de hectares. A ampliação se deve ao milho primeira safra (9,2%), ao milho segunda safra (14,1%) e à soja (3,3%).

A pesquisa foi realizada por cerca de 60 técnicos, entre os dias 23 e 29 de fevereiro, depois de ouvidos representantes de órgãos públicos e privados ligados à produção agrícola em todos os estados produtores.

fonte: MAPA

ACCOAL Lança a III EXPOALAGOAS Genética.

A Associação dos Criadores de Alagoas – ACA, em parceria com e Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Alagoas – ACCOAL, têm a honra de convidar o amigo e criador para participar da III EXPOALAGOAS GENÉTICA, que será realizada, no período de 18 de 22 de abril de 2012, no Parque de Exposições José da Silva Nogueira – Parque da Pecuária, inscrevendo e trazendo seus animais do seu Plantel.
Abaixo, apresentamos o roteiro da EXPOALAGOAS GENÉTICA com maiores informações:

TAXA DE INSCRIÇÃO

Animais para julgamentos.
R$ 150,00 para sócios
R$ 250,00 Para não sócios

EXIGÊNCIAS SANITÁRIAS

• Guia de Trânsito de Animais (GTA)
• Atestado de Sanidade de Ausência de Linfadenite Caseosa e Ectima Contagioso, emitido por um médico veterinário.
• Animais acima de 12 meses, exame negativo de CAE ou certificado comprovando a procedência de estabelecimento onde se registrou manifestação clinica da doença nos 180 dias anteriores à movimentação emitida por médico veterinário.

INSCRIÇÕES E ENTRADA DOS ANIMAIS:
• Sugerimos que providencie o mais rápido possível as inscrições dos seus animais, para que possamos garantir sua vaga e nos enviem as documentações dos animais que irão participar dos julgamentos, devido a grande procura por box, façam logo a suas inscrições.
• As inscrições dos animais para a EXPOALAGOAS GENÉTICA  deverão ser realizadas apenas na Associação dos Criadores de Alagoas – ACA, no parque de Exposições José da Silva Nogueira ou pelo fone (fax): (82) 3346 – 1386 / 9977 – 8969 / 9983 – 8443 com as Srtas. Dirlene Silva ou Aline Melo.
• A entrada dos animais no Parque de Exposições José da Silva Nogueira será no período de 16 a 18 das 07:00h até às 22:00 h, impreterivelmente, cumprindo o horário estabelecido pela Defesa Animal.
• O pagamento deverá ser efetuado na conta abaixo descrita:

BANCO DO BRASIL
Ag.: 3186 – 0  – C/Corrente: 7.809 – 3
Favorecido: Associação dos Criadores de Alagoas
CNPJ: 12.375.994 / 0001 – 00

IMPORTANTE: Os animais só entrarão no parque com o pagamento dos box efetuados e confirmados com a secretaria da Associação. Favor enviar fax para o número: (82) 3346 – 1386 com o comprovante de depósito e as cópias dos documentos dos animais, só assim garantiremos a sua participação no referido evento.

ADMISSÃO E JULGAMENTO DOS ANIMAIS:

A pesagem e mensuração dos animais acorrerão no dia 18 de abril de 2012. Os trabalhos de julgamento acontecerão nos dias 19 a 22 de abril de 2012, tendo como Data Base para efeito de cálculo de idade de animais o dia 18 de abril de 2012, conforme o regulamento de Exposições da Associação Brasileira de Santa Inês.

fonte: Associação dos criadores de Alagoas

 

Atualidade e perspectivas internacionais para a produção de carne ovina.

Tendo como referência os dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a população mundial de ovinos, após uma acentuada retração de 14,9 pontos percentuais ao longo do período de 1990-2002, fechou 2010 com um efetivo estabilizado de 1,084 bilhões de cabeças, após um incremento de 7,8% entre 2002 e 2007.
Dos quinze maiores efetivos mundiais, onze (cerca de 73%) se encontram espalhados pelos continentes asiático e africano, sob situações diversas, desde queda, a exemplo da África do Sul e Turquia, a até elevado crescimento, como a Etiópia, passando por cenários de relativa estabilidade, como os da China e Irã.
Por outro lado, é clara a forte condição decrescente dos efetivos nos países da OECD, como Austrália, Turquia, Itália, Reino Unido, Alemanha, Nova Zelândia, Espanha, França e Irlanda. Tal condição faz com que, no contexto atual, apenas 21,5% do rebanho ovino mundial se encontre em território da OECD, aumentando a participação percentual dos países emergentes e em desenvolvimento.

O efetivo ovino chinês, que já atingiu 152,3 milhões de cabeças em 2004, retraiu significativamente em 2010 para cerca de 134,0 milhões, em função das limitações associadas à disponibilidade de terras e água, ao avanço da agricultura, ao processo continuo de degradação das áreas de pastagens e ao aumento dos custos de produção, o que deixa uma perspectiva negativa quanto à evolução do rebanho ovino na China.
Na zona do euro, uma combinação sucessiva e desenfreada de eventos sanitários e reforma política tem conduzido a população ovina a números cada vez menores e com projeções ainda mais retrativas. Essa trajetória decrescente tem se tornado evidente desde o início da década de 1990, com surtos de Encefalopatia Espongiforme Bovina durante as décadas de 1980 e 1990, Febre Aftosa ao longo das décadas de 1990 e 2000, Língua Azul a partir de 2004 e atualmente a difusão do vírus Schmallenberg. Enquanto tais eventos foram e são responsáveis pelo aumento dos abates sanitários, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) em 2003 – desvinculando a necessidade de produção aos subsídios – estimulou o crescimento do abate comercial, resultando, por fim e de uma forma conjunta, na continua redução do rebanho ovino na UE-27.
Na Oceania, após anos de queda nos números do rebanho ovino, finalmente, a Austrália começa a dar os primeiros sinais de reconstrução do efetivo devido à melhora das condições climáticas associada às boas perspectivas de preços para os produtos ovinos (tanto carne quanto lã), o que tem estimulado a maior retenção de matrizes e capões, e um movimento mais forte de reposição, resultando no crescimento do rebanho em 2011 para 74,2 milhões de cabeças com a expectativa de 77,3 milhões para 2012. Porém, mesmo com condições climáticas e comerciais favoráveis, o avanço da agricultura e da indústria madeireira tende a impor limites sobre a ovinocultura australiana.
Por sua vez, na Nova Zelândia, as condições climáticas pouco favoráveis e a forte migração para a produção de leite, tem ocasionado, mais uma vez, a contração do rebanho que, em 2011, deve alcançar 31,1 milhões de cabeças – o menor efetivo desde a década de 1950, havendo ainda expectativas de retração a médio prazo.
Ao longo dos últimos vinte anos, a produção mundial de carne ovina sofreu um incremento de 21%, sendo que no período de 2000-2010 houve um crescimento de 11,2 pontos percentuais, com perspectivas para uma expansão de 32,5% até 2020.
Em consequência do maior rebanho a China é o maior produtor mundial, em função não apenas dos números do efetivo, mas, especialmente, da alta prolificidade de suas raças nativas, permitindo taxas de abate superiores a 98%. No entanto, o aumento futuro da produção é limitante, devido à baixa disponibilidade de recursos naturais.
Devido ao aumento na reposição em 2011, a produção australiana se contraiu para 513 mil toneladas, no entanto, as projeções são positivas e indicam um incremento de 5,6% para 2012, como resultado da maior disponibilidade de cordeiros, o que dependerá de boas condições climáticas.
A produção neozelandesa sofreu uma leve queda em 2011 para 463,6 mil toneladas devido às condições climáticas adversas aumentando a taxa de mortalidade neonatal, no entanto, em função do clima, o rebanho de cria pode sofrer um leve incremento, o que poderá aumentar a oferta de carne ovina no curto prazo.
Nos países emergentes e em desenvolvimento localizados na Ásia e África, a produção continuará a se expandir, em função do crescimento econômico dos continentes, da cultura Islâmica em grande parte dos países e pelo fato de que a pecuária ovina é uma das principais fornecedoras de carne em muitas destas regiões.
Dessa forma, torna-se cada vez mais evidente a perda de espaço das nações desenvolvidas ao longo dos anos, as quais foram responsáveis por 40,9%, 37% e 27% da produção mundial, em 1990, 2000 e 2010, respectivamente, e para 2020, as projeções apontam para uma participação ainda mais reduzida, de aproximadamente 21,9%.
Essa tendência tende a se fortalecer ainda mais na medida em que a ovinocultura de corte, nas economias emergentes e em desenvolvimento, consiga absorver um maior aporte tecnológico, tanto a nível de insumos, quanto de processos e de produto, resultando, por fim, em aumento da produtividade e na diluição da discrepância existente, em alguns países, entre o tamanho do efetivo e o volume da produção.
Autor:  Daniel de Araújo Souza